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Taxa de juros do rotativo no cartão cai, mas continua alta

July 28, 2017

A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito para quem paga o valor mínimo da fatura caiu em junho, segundo dados do divulgados nesta quinta pelo Banco Central. Com a redução, de 28,1 pontos percentuais, a taxa anual ficou em 230,4%, ou seja, ainda muito alta.

 

Se o índice de quem paga o mínimo caiu, em compensação para quem não paga qualquer valor os juros subiram 6,8 pontos, chegando a 460,7% ao ano. Isso significa que alguém com uma dívida de R$ 1.000, se não conseguir quitá-la, em um ano a quantia devida se transformaria em R$ 5.607 com o acréscimo dos juros.

 

Desde abril, no entanto, os consumidores que não conseguem pagar integralmente a fatura do cartão só podem ficar no crédito rotativo por 30 dias, conforme regra fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em janeiro. A partir desse prazo, as instituições financeiras estão obrigadas a transferirem a dívida para o crédito parcelado, que tem taxas menores. A taxa do crédito parcelado caiu 1,8 ponto percentual para 157,8% ao ano, em junho.

 

 

Cheque especial

 

A taxa de juros do cheque especial ficou em 322,6 % ao ano, em junho, com redução de 2,5 pontos percentuais em relação a maio. A taxa média de juros para as famílias caiu 1,2 ponto percentual e ficou em 63,3% ao ano em junho. No caso das empresas, a taxa caiu 1,3 ponto percentual e foi para 24,8% ao ano.

 

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas, ficou em 5,8%, com redução de 0,1 ponto percentual em relação a maio. No caso das pessoas jurídicas, a taxa chegou a 5,3%, com queda de 0,7 ponto percentual. Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar dinheiro o captado no mercado.

 

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) a taxa de juros para as pessoas físicas caiu 0,5 ponto percentual, passando  para 9,2% ao ano. A taxa cobrada das empresas subiu 0,4 ponto percentual para 11,7% ao ano. A inadimplência das famílias caiu 0,3 ponto percentual para 1,9 % e das empresas, ficou foi reduzida em 0,2 ponto percentual, chegando a 2%, em junho.

 

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