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Aflições de pais guarulhenses

August 13, 2017

Para comemorar o Dia dos Pais dois pais guarulhenses com características semelhantes, como a base de faixa etária e número de filhos, falam sobre os problemas que enfrentam com suas famílias na cidade.

                                                                                                                  

Eduardo Embuaba, de 41 anos, é micro empresário na cidade- onde vive desde seu nascimento- e tem duas filhas, de 11 e sete anos, e um filho com dois anos.

 

Alexandre Cachoeira, de 49 anos, é musico e tem duas moças, de 26 e 20 anos, e um rapaz de 22.

 

Por ainda ter filhos na infância, Eduardo aproveita o tempo livre em que as crianças não estão nas atividades escolares, para passear no shopping e leva-los ao cinema.

 

 

 

Já Alexandre prefere as noites badaladas de São Paulo para aproveitar o tempo em que os filhos não estão na faculdade ou no trabalho: “Meus filhos são jovens, e Guarulhos não oferece uma variedade de atividades noturnas para se aproveitar com filhos que gostam de Paulo oferece isso como rotina da cidade. Você pode ir até lá a qualquer horário da madrugada que encontrará onde comer ou o que fazer”.

 

Os três filhos do musico trabalham em Guarulhos, mas para estudar optaram por universidades na Capital paulista, onde os cursos escolhidos oferecem maior qualificação. E essa escolha o preocupa com relação à segurança: “É bem complicado seus filhos voltarem tão tarde para casa com tanta violência na cidade. A gente fica preocupado porque diariamente lemos sobre esse aumento da violência. Passamos pelas ruas à noite e não encontramos com uma viatura policial, a cidade fica deserta, aí é claro que a violência aumenta”.

 

 

 

Os filhos de Eduardo não têm uma idade que os permita ir e vir desacompanhados, o que lhes mantém em segurança. Mas a educação do município o preocupa: “As escolas estão um caos, quando não tem professor a estrutura é péssima. Isso não só nas municipais, as particulares também têm passado por momentos difíceis”.

 

A saúde é um setor que deixa a desejar para os dois pais. Eduardo afirma: “Há um problema crônico na área da saúde que precisa ser melhorado. Os hospitais são ruins e faltam remédios para a população”, Alexandre concorda “Os hospitais particulares da cidade não têm leitos disponíveis, você entra com uma urgência no pronto socorro e seu familiar fica numa maca nos corredores”.

 

A crise econômica é uma luta constante na vida dos brasileiros, e os filhos de Alexandre vivem essa realidade. Eduardo afirma que essa desempregabilidade também é responsabilidade da falta de diálogo das empresas com o município.

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