Plano diretor: tão necessário à cidade, mas pouco compreendido

O Instituto Visão Pública, uma Organização Social de Interesse Público criada há quatro anos em Guarulhos, organizou um debate sobre o novo Plano Diretor da nossa cidade com o arquiteto Nabil Bonduki. Quando vereador, Nabil foi o relator na Câmara Municipal de São Paulo dos Planos Diretores de 2002 e de 2014. Daí a importância de saber o que ele pensa sobre isso enquanto professor de urbanismo na USP e enquanto legislador.

Ele afirma categoricamente: “O Plano Diretor é apenas um meio, um instrumento. O que importa é saber a cidade que queremos para os próximos dez ou quinze anos e conseguir expressar isso na lei”. “E depois precisa ter na Prefeitura a decisão firme e constante de aplicá-lo, senão vira letra morta”.


Parece que está difícil saber em Guarulhos a cidade que queremos. Aqui só teve Plano Diretor em 1972 e depois em 2004, feito para ser revisto após dez anos. Desde 2013 há diagnósticos e discussões para renová-lo, mas a revisão não conseguiu vingar. Neste ano de 2017 de novo há um esforço neste sentido.


A atual gestão da Prefeitura nomeou uma comissão de técnicos que está juntando os debates dos últimos quatro anos e elaborando um projeto. Para isso tem feito oficinas em diversas regiões da cidade. O comparecimento popular neste ano tem sido muito pequeno. No total algo em torno de 150 pessoas participaram, e mais outro tanto de funcionários da Prefeitura. O resultado será um pré-projeto, chamado de minuta, prometido para o fim de agosto. E daí, audiências públicas para então enviá-lo como projeto à Câmara Municipal, que também terá suas audiências públicas.


O GRU360 vai acompanhar e divulgar o que vai rolar nesta história da “cidade que queremos”.