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Fique Ligado: Emprego, despejo de 500 famílias, Argentina e muito mais

October 24, 2017

 

EMPREGO FORMAL EM GUARULHOS CRESCE TIMIDAMENTE NAS VÉSPERAS DO NATAL

A realidade dos empregos de carteira assinada em Guarulhos no mês de setembro último pode ser vista de duas maneiras. Copo meio cheio: admitidas 8.191 pessoas. Alegria. Copo meio vazio: demitidas 7.487 pessoas. Tristeza.  Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, do Ministério do Trabalho. O saldo pró emprego no mês foi de 704 a maior de admissões do que de demissões. Num universo de cerca de 650 mil pessoas ativas em empregos formais (330 mil) ou informais.

 

INDÚSTRIA E COMÉRCIO MELHORARAM UM POUCO

É sazonal. Aproximando-se o Natal a indústria produz um pouco mais por causa de pedidos do comércio que se movimenta mais. Foram estes dois setores que praticamente dividiram ao meio entre si o saldo positivo. Na indústria, 75% por cento das novas admissões foram homens. No comércio, os sexos praticamente empataram. Na idade, os mais procurados são os jovens de 18 a 24 anos, com ensino médio completo. Eles topam salários mais baixos. As pessoas acima de 40 anos e quem tem pouca escolaridade estão perdendo a disputa pelas poucas vagas oferecidas.

 

SÓ PARA QUEM TEM CURSO SUPERIOR SURGIRAM MAIS EMPREGOS NA CRISE

Dados da RAIS do Ministério do Trabalho indicam que no Brasil só quem tem curso superior teve mais oportunidades de emprego no ano cheio de 2016, em plena crise. Num universo de 91 milhões de trabalhadores surgiram 142 mil novas vagas para os formados em faculdades. Todos os outros setores perderam vagas. Entre os que tinham ensino fundamental incompleto as oportunidades de emprego formal reduziram-se entre 11% e 12%. Com ensino médio incompleto a redução foi de 9%, ao passo que ensino médio completo caiu 3%. Conclusão óbvia: quanto maior a escolaridade, maior a opostunidade.

 

JUDICIÁRIO QUER DESPEJAR CERCA DE 500 FAMÍLIAS NA PONTE ALTA

A pedido de promotor público, o juiz Rafael Maltez, deu 180 dias para a Prefeitura de Guarulhos arranjar moradia para cerca de 500 famílias que construíram suas casas em área pública na Rua Artur Vitor Brenneissen, na Ponte Alta. Calcula-se em perto de 2 mil e quatrocentas pessoas que estão sujeitas a perder suas casas. E o juiz, a pedido do promotor, determina que em defesa do meio ambiente (existe um córrego no local), as casas sejam depois demolidas. Cabe recurso ao Tribunal de Justiça, mas o juiz não deu efeito suspensivo. Só se for obtido na instância superior. Há uma centena de locais particulares e públicos que estão com ordens judiciais de despejo já expedidas ou em vias de serem sentenciadas. Vem muito problema social por aí, agravando a crise que atinge duramente os mais pobres.

 

PÂNICO CRIA ENORMES FILAS PARA VACINA NA ZONA NORTE

A mídia conseguiu gerar o pânico na Zona Norte de São Paulo a partir da descoberta de um macaco que morreu com febre amarela no Horto Florestal. Milhares de pessoas formavam longas filas para se vacinar contra a febre amarela nas UBSs do entorno do Horto Florestal. Segundo especialistas os mosquitos transmissores da febre têm vôo curto (não mais que 500 metros). O problema é que, se macacos com a doença se deslocam e os mosquitos sugam seu sangue, o mal pode ir mais adiante.  A Secretaria da Saúde de Guarulhos avisa que aqui não se cogita de abrir a vacinação em série. Ela continua sendo feita apenas para quem vai viajar para regiões que exigem a vacina que tem validade por dez anos.

 

PESQUISA DATAFOLHA RELATIVIZA INFLUÊNCIA DAS IGREJAS NAS ELEIÇÕES

Embora entre os evangélicos seja maior a taxa de seguir o líder religioso nas eleições, a influência não parece ser do tamanho que se alardeia. Segundo pesquisa Datafolha 26% a 31% dos evangélicos declaram que votariam em quem o pastor recomenda. Mas, consultados sobre o que fizeram nas últimas eleições, apenas 16% declaram ter votado em alguém indicado pelo pastor, e 31% votaram em candidato evangélico. Entre os católicos o índice seria de 19% dispostos a seguir a orientação, embora a igreja recomenda aos padres que não indiquem o voto. Apenas 15% declaram ter votado no candidato por ser católico. Na estatística geral do Brasil, 52% se declaram católicos e 32% se declaram evangélicos. 

 

ELEIÇÕES NA ARGENTINA, UM ALERTA PARA O BRASIL

A vitória nas eleições legislativas da aliança Mudemos do presidente Macri da Argentina deve levar a uma reflexão sobre as eleições do ano que vem no Brasil. Enquanto no Brasil o lulismo conseguiu ganhar as eleições em 2014 e depois perdeu o poder por golpe no Congresso Nacional, na Argentina o kirchnerismo (versão local similar ao lulismo) perdeu as eleições presidenciais há dois anos e teve mais uma derrota eleitoral agora. A presidenta Cristina Kirchner (eleita agora em segundo lugar para o Senado na província de Buenos Aires) e que ainda guarda significativo apoio popular como Lula no Brasil, apoiava um sucessor já que não podia se reeleger novamente. No Brasil há possibilidades concretas do Judiciário impedir a candidatura de Lula que teria que indicar alguém em seu lugar.

 

VITÓRIA DE UMA VERSÃO DA CRISE

O presidente Macri da Argentina, de centro-direita, ganhou as eleições para o Senado e a Câmara não porque conseguiu resolver os problemas econômicos e sociais semelhantes aos do Brasil. O que ganhou as eleições, com grande apoio da mídia, foi a sua interpretação das causas dos problemas e a expectativa positiva de futuro que criou. Conseguiu se safar da responsabilidade atribuindo os sofrimentos atuais ao governo anterior que havia derrotado no final de 2015. E promete reformas que abriram expectativas positivas para metade da população (50% acham que a vida vai melhorar, enquanto 75% acham que não melhorou ainda).

 

ARGENTINA PARTE PARA REFORMA TRABALHISTA, PREVIDENCIÁRIA, E OUTRAS

O presidente Macri da Argentina vai fazendo aos poucos as reformas que Temer com enorme impopularidade vai fazendo no Brasil. A política que adotou foi o gradualismo. Mantém reduzindo moderadamente gastos sociais e obras públicas, enquanto faz reformas que favorecem os grupos econômicos que concentram a renda. Os setores empresariais pedem que reduza o custo da mão-de-obra, redução de impostos, e reforma previdenciária. É o que Macri prometeu na sua entrevista após a vitória, afirmando que irá manter o gradualismo que aos poucos vai impondo as reformas reclamadas pelos empresários.

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