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Fique ligado: dois milhões de estudantes não apareceram no ENEM e outras notícias

November 6, 2017

EVASÃO ESCOLAR NO ENEM

Estavam inscritos 6 milhões e 700 mil estudantes de ensino médio. Só apareceram para fazer a prova algo em torno de 4 milhões e 700 mil. É uma verdadeira evasão escolar. Tirando estudantes de 1ª e 2ª ano que se inscrevem para treinar, pelo menos 1 milhão e 500 mil não aproveitaram a oportunidade para abrir a porta do ensino superior. Mais um sintoma da crise educacional brasileira. A prova foi difícil porque o Enem substituiu os tradicionais vestibulares para as universidades públicas brasileiras e para as faculdades privadas que fornecem bolsas do Prouni em troca da isenção de impostos.

 

REDAÇÃO DESTE ANO FALA DOS SURDOS

A redação deste ano proposta para milhões de estudantes do ensino médio foi surpreendente: “Desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil”. A redação tem um peso médio de 20% no resultado final. Neste domingo (5) foi a primeira prova. Além da redação, 90 perguntas de geografia, história, arte, filosofia, sociologia. A segunda prova será no próximo domingo (12) com matemática, química, física, biologia. O gru360.com, na sexta-feira, noticiava duas hipóteses levantadas pelos especialistas: uma, que imaginava voltar algum tema polêmico de política ou de costumes. Outra, na qual o gru360.com apostava mais, algum tema neutro, para o Ministério da Educação não irritar os setores conservadores fundamentalistas encastelados no Congresso Nacional e no atual governo federal. Venceu o tema neutro.

 

JUDICIÁRIO LIBERA ATAQUE AOS DIREITOS HUMANOS

O Judiciário, atendendo petição dos ultraconservadores da chamada ‘Escola sem Partido’, suspendeu parte do edital do Enem que anulava redações que trouxessem ataques aos direitos humanos. Venceu no Tribunal Regional Federal de Brasília e na presidenta do Supremo Tribunal Federal a tese do vale-tudo. Jovens estudantes agora podem propor matar, linchar, estuprar, discriminar, agredir, assediar, e não terão zero na redação, como era antes. A escalada do ódio cresce, com o apoio da cúpula do Judiciário, sob a capa da liberdade de expressão. É escola sem partido, para colocar outro partido na escola.

 

O SEGREDO DAS TENDÊNCIAS NOS NÚMEROS DO ORÇAMENTO MUNICIPAL  

Começa nesta segunda (6) na Câmara de Guarulhos a discussão do orçamento do município para 2018. Apesar de o orçamento ir sendo testado e modificado ao longo do ano, o projeto de lei é um referencial de desejos do governo local. Nesta semana, as audiências públicas na Câmara serão de manhã e de tarde. Numa só tacada serão expostos e discutidos o Plano Plurianual (para 4 anos), mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2018 ( o ano não chegou e já está mudando), e o Orçamento do ano que vem.

 

PREFEITO QUER TERCEIRIZAR, CONGELAR A SAÚDE, COBRAR DEVEDORES

Um sinal dado pelo Orçamento 2018 é que as despesas com funcionários da Prefeitura não crescem porque serão terceirizados os serviços municipais injetando 300 milhões de reais num orçamento total de 3 bilhões e 700 milhões. Outro sinal é o congelamento dos gastos com saúde, transporte e trânsito. Urbanização de favelas e de ocupações irregulares avançam se vier dinheiro do governo federal. A mesma condição para continuar o Trevo de Bonsucesso e para recapeamento de ruas. A educação projeta recursos municipais para construção de escolas (23 milhões). E vem arrocho contra quem deve para a Prefeitura. Ela espera recuperar 200 milhões com protesto em cartório, cadastro dos inadimplentes, ações judiciais.  

 

CENSURA NA PREFEITURA

Entre tantos requerimentos apresentados por vereadores na Câmara de Guarulhos um chama a atenção pelo que na verdade noticia. Nos computadores da Prefeitura os funcionários só podem acessar órgãos de mídia tradicionais (aqueles que sustentam o atual poder nacional). O acesso é vedado aos órgãos alternativos, críticos às cúpulas do poder político e econômico nacional. O requerimento/notícia é do vereador Rômulo Ornelas (PT).

 

PROMOTOR E JUIZ: ORA RADICALIDADE, ORA CAUTELA NOS DESPEJOS EM MASSA

Quem lê as 54 ações civis públicas do promotor Ricardo Manoel de Castro nota que dois modelos são colados nas dezenas de petições. Ora um mais radical: despeja e derruba em 4 meses. Ora um mais ameno: conserta ou despeja. Neste último, com uma condição: não entra mais ninguém.  A mesma coisa se vê nas liminares do juiz Rafael Maltez. Ora acata a radicalidade do promotor. Ora dá chance aos moradores, desde que a Prefeitura faça obras e urbanize o local. Ela se defende, recorrendo ao Tribunal de Justiça. Alega: o problema da moradia é social, histórico e generalizado no Brasil; faltam recursos para resolvê-lo; os moradores têm direito de entrar no processo para se defender; moradia é responsabilidade também dos poderes estadual e federal, que deveriam ser constrangidos com a mesma rigidez. Vai dar muito movimento nos próximos meses.

 

VÔLEI: CORINTHIANS/GUARULHOS VENCE JOGO DISPUTADÍSSIMO

O Corinthians/Guarulhos venceu o Montes Claros neste sábado por 3 sets a 2 na Superliga masculina de vôlei, campeonato nacional. Foi uma partida difícil. O Montes Claros venceu o primeiro set. O Corinthians o segundo. O Montes Claros o terceiro.  O Corinthians o quarto. E, finalmente, no set de desempate, o Corinthians venceu. O saldo até aqui foi de duas vitórias e duas derrotas. Na classificação está em 8º lugar. Pelo número de pontos acumulados (a soma de pontos em cada set) está mais perdedor que ganhador. A partida foi em Guarulhos no ginásio da Ponte Grande. A próxima será em Maringá, no Paraná, contra o Copel/Maringá, no dia 8 (quarta) às 19:30 hs, sem transmissão pela TV.

 

PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO A FAVOR DE REDUZIR DIREITOS, PARA OS OUTROS

‘Para garantir emprego tem que reduzir direitos sociais’, diz o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Filho, em entrevista à Folha de S. Paulo, a propósito da entrada em vigor no dia 11 da chamada reforma trabalhista. Só que se trata apenas de reduzir direitos dos outros. Não da alta burocracia estatal, como juízes e outros, que ganham bem acima do teto do funcionalismo público agregando um monte de penduricalhos, com outros nomes que não salário, driblando a Constituição. Ou como juízes condenados que continuam ganhando seu salário integral. E nem cogita ele em reduzir os ganhos da rica elite brasileira que continua com os costumes herdados do Brasil Império, mirando-se sempre na Europa, que é apresentada como modelo de redução de direitos trabalhistas pelo presidente do Tribunal do Trabalho. Conclui ele, bem no estilo colonial, que precisamos reduzir salários para atrair investimentos estrangeiros.

 

Saiba mais em www.gru360.com

 

 

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