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Fique ligado: ainda os despejos em massa, o choro dos secretários municipais e outras notícias

November 8, 2017

 

OS DRAMAS DOS POBRES SE MULTIPLICAM NA CRISE

Ontem (7) em Guarulhos, na Ponte Alta, ação de reintegração de posse com demolição (foto), despejou várias famílias pobres. Ontem ainda, a secretária do Trabalho de Guarulhos, Telma Cardia, revelou que neste ano de 2017 nenhum recurso foi aplicado nos programas de auxílio aos desempregados,programas que existem desde 2001. Nem para jovens, nem para adultos. E, na cidade, prossegue a ameaça de despejos de milhares de famílias requeridos pelo Ministério Público e referendados pelo Judiciário local. Os moradores de rua continuam na rua. O desespero leva muitos jovens a fazer acrobacias nos semáforos. O desemprego continua alto. O gás de cozinha e a conta de luz disparam.  A reforma trabalhista que reduz direitos e salários entra em vigor no próximo sábado. A violência cresce e leva tensão nos bairros, especialmente na periferia mais desprotegida. Este é o drama que Guarulhos compartilha com as cidades brasileiras.

 

NESTA QUARTA (8), AMEAÇADOS DE DESPEJOS SE REÚNEM NA CÂMARA MUNICIPAL

Convocada por deputados e vereadores do PT, e corroborada por vários dirigentes de entidades populares, uma reunião chamada de ‘Audiência Pública’ acontecerá nesta quarta-feira à noite na Câmara Municipal para tratar dos despejos em massa. Durante o feriadão de finados houve várias reuniões promovidas pelos organizadores nas áreas ameaçadas. Rivalizando com a oposição, o secretário de Habitação de Guarulhos, Paulo Almeida, também percorreu as áreas buscando acalmar os moradores. Prometia ele que a Prefeitura vai disponibilizar lotes em áreas públicas para quem perder suas casas. Por exemplo, num extremo da cidade, a Ponte Alta, ele prometeu lotes em outro extremo, na Vila Rio.

 

CONTRADIÇÃO: CHORO PELA FALTA DE RECURSOS E ISENÇÃO DE IMPOSTOS

Enquanto os secretários todos que até agora se apresentaram em audiências públicas na Câmara Municipal durante esta semana choram a penúria de recursos públicos, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Barros (que em São Paulo falou mal dos funcionários públicos de Guarulhos), prometeu ampliar a isenção de impostos para empresas inovadoras em tecnologia (aquelas que engolem empregos) e para universidades (que já têm a isenção federal do Prouni). A secretária do Trabalho, por exemplo, só vai ter no ano que vem 5 milhões de reais para programas de auxílio aos desempregados (num orçamento da Prefeitura de 3 bilhões e 800 milhões de reais). E neste ano de 2017 não gastou nada do orçamento previsto para este fim. Alegou que os trâmites burocráticos de contratação de empresas gestoras dos programas não se concluíram.

 

 

REFIS TAMBÉM EM GUARULHOS

O governo municipal obteve unanimidade entre os vereadores para um novo refis aprovado ontem (7) na Câmara Municipal. Os governos em geral estão tentando receber dívidas isentando juros e multas. Recentemente o Congresso Nacional aprovou um refis nacional. Tem trigo e tem joio nesta história. Tem os que devem porque não podem pagar.  Tem os mais espertos que enriquecem com uma nova prática: não pagar tributos, e depois entrar em programas que parcelam indefinidamente. E deixar de pagar, para depois entrar num novo refis.

 

MÊS DAS MULHERES RENDEU NOVAS LEIS DE PROTEÇÃO E DE DIREITOS

Há uma resolução vigente na Câmara de Guarulhos de dedicar uma semana a cada ano para apreciar projetos relativos a novos direitos das mulheres. Ontem(7) encerrando o ciclo, foram aprovados 8 projetos de lei que têm a mulher como referência. Foram cinco projetos da vereadora Janete Pietá, e um cada das vereadoras Sandra Gileno e Carol Ribeiro. Solidário com as mulheres, também foi aprovado um projeto do vereador Sérgio Magnum. Os projetos agora vã à apreciação do prefeito que pode referendá-los ou devolvê-los à apreciação da Câmara. Tratam de capacitação das mulheres para o mercado de trabalho, medidas protetivas de mulheres vítimas de violência, mutirões para prevenção de câncer de mama, regras de acompanhamento das gestantes no parto, criação de um fundo municipal de direitos das mulheres, e institucionalizam a campanha do Outubro Rosa.

 

NESTA QUARTA (8), CORINTHIANS/ GAURULHOS DE NOVO NA SUPERLIGA DE VÔLEI

O jogo de hoje do Corinthians/Guarulhos vai ser no Paraná, em Maringá, contra o Copel, e sem transmissão de TV. Por isso, a informação do horário é relativamente inútil: às 19:30. Mas serve para pesquisar o resultado depois. O Corinthians, na liderança do campeonato nacional de futebol, está por ora perto da linha de corte no campeonato nacional de vôlei. Ocupa o oitavo lugar. Mas tem muitas rodadas pela frente. Além de hoje (5ª rodada) tem mais 6 na primeira fase, e mais 11 na segunda fase. No próximo domingo (12) o Corinthians volta a jogar em Guarulhos, contra o Renata de Campinas, às 21 horas, aí sim com transmissão pela SporTV.

 

UM SÉCULO DE REVOLUÇÃO RUSSA

Historiadores e cientistas políticos distinguem o que é um golpe de estado do que é uma revolução. A Revolução Russa de 1917, que pelo calendário de então ocorreu no dia de ontem naquele ano, é um dos grandes exemplos históricos de revolução. Operários, camponeses, soldados, marinheiros, liderados pelo partido bolchevique, cuja principal figura era Lênin, formaram a linha de frente da derrubada do governo e das instituições do estado russo, derrotaram o czar, a nobreza, a burguesia, os proprietários de terra, a cúpula das forças armadas, mudaram o sistema econômico do capitalismo para o socialismo, criaram a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, agregando à Rússia vários outros países do leste europeu. Dividiram o mundo na disputa de dois sistemas: o sistema capitalista, liderado mais tarde pelos Estados Unidos, e o sistema socialista, liderado pela URSS, a quem depois, entre outros países, se agregou a China, o país mais populoso do mundo. O que seria isso senão uma revolução?  Diferente de um golpe de estado, como tivemos no Brasil inúmeras vezes. Exemplos: a proclamação da República em 1889, a ascensão de Getúlio Vargas ao poder em 1930, o golpe militar de 1964, e mais outros. A recente derrubada da presidenta Dilma é por muitos considerada também um golpe de estado. Por outros não. A cada um a decisão do que é.

 

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