© 2017 gru360 / Aqui Guarulhos se encontra em 360 Graus 

FIQUE LIGADO: MAIS LANCES NA DISPUTA PELO ATERRO DO LIXO, REFIS, DESPEJOS, E OUTRAS NOTÍCIAS

December 1, 2017

 

QUITAÚNA NÃO PARTICIPA DA CONCORRÊNCIA DO ATERRO DO LIXO DE GUARULHOS

 

A Quitaúna, operando em Guarulhos desde 1971, desistiu de concorrer para a gestão do aterro sanitário de Guarulhos, cuja implantação foi completada em 2001, em terreno de sua propriedade no Cabuçu, para substituir o antigo lixão. Ela não apresentou proposta na concorrência pública na segunda-feira (27), quando 14 empresas se inscreveram para a disputa. O aterro pertence à Prefeitura de Guarulhos, que o adquiriu em 2016. Tudo indica que a desistência da Quitaúna para a gestão do aterro, seja a primeira etapa de sua retirada completa de operação em Guarulhos. As pesquisas de satisfação dos usuários de serviços públicos sempre indicavam a coleta de lixo como o serviço mais bem avaliado na cidade.  

 

GIGANTE FRANCESA QUER GANHAR O CONTRATO DO ATERRO

 

O grupo de capital francês, Veolia (pronuncia-se ‘violiá’), está na concorrência. Ele opera em muitos países nas áreas de mineração, óleo, gás, papel e celulose, química, biocombustíveis, alimentos, bebidas, setor automotivo, farmacêutico, metais, energia. Ele compareceu à licitação através de uma de suas empresas, a Proactiva Meio Ambiente Brasil Ltda, que já opera na área do lixo em 30 cidades brasileiras (São Paulo entre elas), e que administra 2 aterros sanitários. Um deles é vizinho ao de Guarulhos, o aterro da CDR, onde é depositado parte do lixo domiciliar de São Paulo. A Veolia adquiriu a CDR em junho de 2016. Mais razão para seu interesse em ganhar a concorrência na cidade. Seu aterro fica no território de São Paulo, na divisa, colado no de Guarulhos. A Veolia está providenciando a expansão do aterro da CDR na área chamada de 3 Marias, já em território guarulhense. O grande interesse dela nesta licitação, é, certamente, juntar, no futuro, as três áreas num mega aterro sanitário.

 

PREFEITURA JÁ SE ENCARREGOU DE TIRAR DO CAMINHO PEQUENA EMPRESA GUARULHENSE

 

A EPP (empresa de pequeno porte) Leonardo Marques Rezende Tavares, do engenheiro que emprestou uma casa para comitê eleitoral do atual secretário de governo, inscreveu-se para a concorrência pública. Ela tinha sido contratada para operar emergencialmente o aterro sanitário da Prefeitura por 2 milhões e 130 mil reais por mês. Mas, após o caso trazer enormes desconfianças de favorecimento, o Diário Oficial do dia 22 de novembro publicou abertura de sindicância para investigar o caso. E nesta terça (28), deu desfecho ao caso. A Prefeitura publicou um Diário Oficial especial e exclusivo para isso, onde publica a rescisão do contrato com a EPP do amigo do secretário. E colocou o motivo: falta de comprovação de experiência e qualificação técnica para operação e manutenção do aterro sanitário. Isto lhe será fatal na concorrência, pois o edital exige tal comprovação. 

 

NÃO AOS DESPEJOS: ATO PÚBLICO NA TARDE DESTA SEXTA-FEIRA (1º)

 

Em reação aos despejos em massa propostos pelo Ministério Público e determinados pelo Judiciário para todas as regiões de Guarulhos, as famílias ameaçadas farão uma manifestação nesta sexta (1º), com concentração às 14 horas na Praça 4º Centenário, Centro. Daí sairá uma passeata que pretende sensibilizar o Ministério Público e o Judiciário para recuar nesta pretensão.  A iniciativa é de movimentos de moradia e entidades civis: Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Movimento de Luta por Moradia (MLM), Centro do Trabalhador para Defesa da Terra Paulo Canarin, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST), Frente Povo Sem Medo, AME São Rafael, Associação Bárbara Cristina (Babi, Pimentas), Cooperativa Habitacional dos Cidadãos do Estado de São Paulo (Coopercid), do Instituto Associativo Continental (IACON), Associação Salgado Filho, Instituto dos Arquitetos de Guarulhos,do Núcleo de Estudos Urbanos (NEV), Instituto Visão Pública.

 

REFIS: DEMORA DE MAIS DE SETE HORAS NO ATENDIMENTO NO FÁCIL

 

Uma multidão lotou o Fácil nesta quinta (30), último dia para os devedores terem o maior desconto em multas e juros, à vista ou em parcelas, no Refis 2017 da Prefeitura de Guarulhos e do SAAE. A demora chegou a ultrapassar sete horas. Às 18:00 horas, o Fácil, que atende até às 20:00, fechou suas portas, ultrapassando as 20:00 horas o atendimento de quem já tinha retirado sua senha. Só idosos, foram mais de 1.800 atendidos no dia. No SAAE, havia quatro funcionários atendendo a fila preferencial, e oito a fila normal. Como ambas estavam com um número parecido de pessoas, tirar a senha preferencial passou a ser desvantajoso. A rodada de descontos e parcelamento das dívidas prossegue, só que com menos descontos. O prazo para esta segunda etapa do Refis vai se encerrar em 28 de dezembro.

 

ADIADO FECHAMENTO DO PRONTO ATENDIMENTO PARAÍSO

 

O PA Paraíso (Taboão) ia fechar a partir desta sexta (1º) até finalizar sua reforma. A data de fechamento foi adiada, em princípio para 13 de dezembro. A Prefeitura tinha anunciado em cartaz afixado no PA que, a partir de dezembro, ele estaria fechado para obras, para transformá-lo em UPA. Avisou que os funcionários vão ser transferidos para abrir a UPA Nova Cumbica. Segundo a Prefeitura, os moradores serão atendidos na Políclínica Paraventi ou na UPA Paulista. Não há nenhuma linha direta de ônibus do Taboão para estes dois locais bastante distantes. Segundo moradores, o caminho correto seria alugar um imóvel na região do Taboão, e lá instalar o Pronto Atendimento enquanto são feitas as obras.

 

EMPREGO NO SETOR PRIVADO SÓ CRESCEU SEM CARTEIRA ASSINADA

 

Cada vez mais a informalidade cresce na massa de trabalhadores. Quando o governo alardeia que o emprego voltou a crescer é justamente aquele trabalho que remunera menos e que deixa a maior parte dos trabalhadores distantes do sistema previdenciário. Segundo o IBGE, quase 100% dos empregos criados a partir de fevereiro foram sem carteira assinada, contribuindo para a precarização do trabalho. O trabalhador informal ganha em média 40% a menos do que o trabalhador formal. 

 

O CHAMADO MERCADO PRESSIONA PELA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

Enquanto o governo e pesquisas da grande mídia indicam que o interino Temer ainda não tem os 308 votos suficientes na Câmara Federal para aprovar a reforma da previdência, o chamado ‘mercado’ dá suas ordens à cúpula da Câmara e do governo: “só ponham em votação quando tiverem os votos suficientes”.  Quem é este ‘mercado’ e por que quer a reforma? É o setor financeiro que domina a economia e a exaure com juros altos. Bradesco, Itaú, Santander lideram este ‘mercado’. Eles têm mais assessores especializados em economia e avaliação das conjunturas do que o governo. Ocupam os principais postos no comando do ministério da Fazenda, do Banco Central, do Banco do Brasil, da Caixa,da Petrobras. Guardam muito interesse na reforma da previdência pública porque, assim como acontece na área da saúde com os planos de saúde, eles querem ampliar seus negócios impulsionando os planos privados de previdência. Ainda fazem parte do chamado ‘mercado’ os setores nacionais e internacionais que aplicam altas somas na compra de ações de empresas, de títulos do governo, na bolsa de moedas, de negócios futuros, ou em aplicações financeiras de todo tipo.  

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload