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Fique ligado: Reforma da previdência, despejos em massa, avaliação de governos, e outras notícias

December 5, 2017

 NESTA TERÇA (5) MANIFESTAÇÕES CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Esta terça (5) foi antes escolhida pelas centrais sindicais para uma greve nacional contra a reforma da previdência,  e depois desconvocada. Em seu lugar ficaram as manifestações em cada cidade organizada pelos sindicatos locais a partir dos vínculos com as diversas centrais. A CUT programou ato metropolitano na Avenida Paulista, em São Paulo, às 16 horas, junto com as principais frentes populares, a Frente Brasil Popular (formada por MST, CUT, CMP, PT e outras organizações), e a Frente Povo Sem Medo (formada por MTST, PSOL, e outras organizações). A Força Sindical, em Guarulhos, reuniu dirigentes sindicais de metalúrgicos, servidores municipais, alimentação, vigilantes, têxteis, vestuários, químicos, e outros numa manifestação de manhã em frente à agência do INSS da Vila Endres, na rua Brasileira (foto).

 

GOVERNO FEDERAL E BASE NO CONGRESSO AVALIAM SE VOTAM ESTE ANO A REFORMA

Jantares após jantares, a velha cúpula do novo poder federal em Brasília, avalia se consegue os 308 votos necessários na Câmara Federal para aprovar as mudanças constitucionais que garantam idade mínima de 65 para homens e 62 para mulheres, mais outras alterações que reduzam os atuais direitos e benefícios previdenciários. O interino Temer e seus ministros, reúnem-se com o presidente da Câmara e do Senado, e líderes partidários do PMDB, DEM,PP, PR, PSD, PTB, PRB, e outros partidos menores, mais uma facção do PSDB, para avaliar o voto de parlamentar por parlamentar. A ideia é só votar a reforma este ano se tiverem a garantia da vitória. O presidente do Senado diz que a votação se dará nas vésperas do Natal. Os parlamentares não querem ficar marcados por um voto antipopular e, mesmo assim, perder na votação. O governo Temer prossegue tentando cabalar votos abrindo o orçamento federal para os interesses específicos de deputados e senadores nos municípios onde eles têm mais votos. Muitos deles vão trocar a aposentadoria e benefícios de milhões de pessoas por algumas obras em seus redutos eleitorais, que lhes rendam votos no ano que vem.

   

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MOVIMENTOS CONTRA OS DESPEJOS DEDICAM A SEMANA A CONVERSAÇÕES

As lideranças das entidades populares que organizaram a grande manifestação contra os despejos, ocorrida na sexta (1), reunidas ontem (4) decidiram dedicar os dias úteis desta semana a reuniões com o Ministério Público, Judiciário, e Prefeitura. O objetivo é suspender a ofensiva do Ministério Público que, com o aval do Judiciário, determinou à Prefeitura a remoção de mais de 5 mil famílias em 4 meses, e a consequente demolição das casas, em todas as regiões da cidade. Além disso, determinou à Prefeitura, simultaneamente, a urbanização de áreas onde moram outras 5 mil famílias. Boa parte dos movimentos de moradia que estavam pouco mobilizados, e milhares de moradores/as que estavam vivendo a rotina individual, foram reativados por esta iniciativa do Ministério Público. O tema da moradia voltou ao topo das preocupações sociais. E terminou colocando do mesmo lado a Prefeitura e a oposição, embora alguns parlamentares do PT ainda tentem culpar a Prefeitura em seus discursos. As lideranças dos movimentos de moradia, voltadas menos à disputa política, e mais a um acordo que proteja os moradores/as, preferem, junto com outras lideranças políticas, atrair a Prefeitura para uma frente em defesa das famílias ameaçadas.

 

AVALIAÇÃO DE DÓRIA DESPENCA E NÃO HÁ PESQUISA ACESSÍVEL SOBRE GUTI

O prefeito de São Paulo, João Dória, segundo o Datafolha divulgado hoje (5), caiu de uma avaliação positiva de 44% em fevereiro para 29% no final de novembro. Por sua vez, a avaliação negativa variou bem mais: foi de 13% no início do ano para 39% agora, dez pontos acima da avaliação positiva. A avaliação negativa de Dória está igual à que tinha o ex-prefeito Haddad depois das grandes manifestações contra o aumento da tarifa de ônibus em meados de 2013. Com o agravante para Dória de ainda não ser objeto de grandes manifestações populares de protesto. O prefeito-viajante agora vai recuar de suas andanças pelo Brasil porque desistiu de concorrer à presidência da República. Agora Dória vai viajar pelo estado, em busca da candidatura a governador.  Enquanto isso, em Guarulhos, só a cúpula da administração tem pesquisa sobre a avaliação popular do governo Guti. Não deve estar muito diferente de São Paulo. As tentativas de alguns setores da mídia local de fazer uma pesquisa não se concretizaram por falta de recursos para bancá-la.

 

O QUE PENSAM OS PAULISTANOS SEGUNDO A PESQUISA

O prefeito de São Paulo, que nunca tinha administrado uma cidade, que venceu no primeiro turno como o ‘novo’, enfrenta agora a decepção de 70% dos pesquisados pelo Datafolha, que acham que o prefeito fez menos pela cidade do que esperavam. Menos de um terço acham que ele fez o que esperavam ou até melhor do que a expectativa. E, nos bairros, o índice de insatisfação é maior: 83% acham que ele frustrou as expectativas. Os mais pobres estão mais decepcionados e os mais ricos o aprovam mais. Em pesquisa divulgada ontem (4), pelo mesmo instituto, o governador Alckmin também está mal avaliado na cidade de São Paulo, ao contrário do Interior. Na Capital, 32% reprovam sua administração e 24% a aprovam. Os principais problemas não resolvidos apontados são: saúde (36%), segurança (20%), educação (12%), desemprego (9%).

 

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