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Fique ligado: HMU em crise, UPA SÃO JOÃO em greve, PA PARAÍSO vai fechar,e outras notícias

December 12, 2017

 

HOSPITAL MUNICIPAL DE URGÊNCIAS EM CRISE

A contratação da empresa Gerir gerou uma crise no HMU, que parece não ter fim. As obras de reforma dão prioridade à visibilidade. Há conforto na recepção, beleza na fachada, mas há engarrafamento de pacientes, em pé, em estreitos corredores, à espera de medicação. Muitos medicamentos e insumos estão faltando. As obras de reforma prosseguem, mas o atendimento se deteriora. Cirurgiões agendam as cirurgias, mas elas se frustram, não por causa das obras, mas por falta de material cirúrgico. O médico vai embora sem que tenha conseguido operar o paciente. Há falta de material cirúrgico também na emergência, o que exige improvisação. Improvisar nunca é aconselhável em pronto-socorro, exceto em tempos de guerra.

 

 

AUMENTOU A ROTATIVIDADE E ALTA PREMATURA DE PACIENTES

Com a contratação da empresa privada para administrar o hospital, aumentou a rotatividade dos pacientes. Eles têm alta com maior rapidez do que no tempo em que a Prefeitura, com pessoal próprio, administrava o HMU. Muitos têm então que voltar nos dias seguintes por não estarem curados. O pior aconteceu com uma paciente com meningite. Ela não conseguiu voltar. Medicada no HMU com diagnóstico de labirintite, foi dispensada, teve que ser socorrida no dia seguinte em hospital privado, onde veio a falecer. Outro fato verificado no HMU, no setor de doenças mentais, é o aumento dos casos de tentativa de suicídio. São resultado certamente da coincidência de distúrbios emocionais gerados pela crise de desemprego e recaídas na pobreza, com a falta crônica de medicamentos controlados no sistema de saúde.

 

FUNCIONÁRIOS EFETIVOS DA PREFEITURA INSATISFEITOS

Há quase mil funcionários da Prefeitura, no HMU, no Hospital da Criança, e no PA Paraventi, sendo dirigidos por uma empresa privada, a Gerir, convivendo com médicos de uma cooperativa (normalmente jovens, muitos recém-formados) e com funcionários da empresa. Há conflitos entre a experiência do pessoal efetivo da Prefeitura, de largos anos de atuação hospitalar, com os novos chegados através da empresa privada. Há conflitos de procedimentos. O pessoal da Prefeitura se sente abandonado pela Secretaria da Saúde, que alega estarem eles hoje submetidos à autoridade da empresa.

 

UPA SÃO JOÃO EM GREVE, PA PARAÍSO FECHA A PARTIR DESTA QUARTA (13)

Para piorar o quadro da saúde pública em Guarulhos, os atrasos de pagamento da Prefeitura às terceirizadas, resultaram na greve, não declarada mas existente, na UPA São João, no bairro Cidade Soberana. Só os casos de emergência são atendidos. E até estes sofrem com a ausência dos médicos. Além disso, a partir desta quarta-feira (13) cessam, para uma reforma sem prazo, as atividades no Pronto Atendimento do Taboão, o PA Paraíso. A Prefeitura informa que seus funcionários serão transferidos para abertura da UPA Cumbica, inacessível para moradores da vasta região do Taboão. A maior parte dos pacientes vai parar no HMU, trajeto das linhas de ônibus, agravando ainda mais a crise do hospital de urgências.

 

AMPLIA-SE A VACINAÇÃO CONTRA A FEBRE AMARELA

A descoberta de mais dois macacos mortos nas matas de Guarulhos, um deles identificado com febre amarela, intensificou a campanha de vacinação na cidade, que já atendeu perto de 140 mil pessoas. A vacinação contra a febre, transmitida por mosquitos e não por macacos (eles são vítimas), prossegue em todas as unidades de saúde próximas às regiões de matas. Nesta quarta-feira (13) haverá plantão extra de vacinação no Shopping Pátio Guarulhos, na região da Vila Rio, das 8:30 às 16:30 horas. E, no sábado, abrirão extraordinariamente para vacina, das 8:00 às 16:00 horas as UBSs Continental, Santa Lídia, Vila Rio, Morros, Acácio, Fortaleza, Seródio, Haroldo Veloso, Carmela, Álamo, Lavras, Soberana, Ponte Alta, Santa Paula, Bananal, Aracília.

 

PROMOTOR PÚBLICO DOS DESPEJOS SE EXPLICA PARA A MÍDIA

Origem das dezenas de processos de despejos em massa que atormentam milhares de famílias em Guarulhos, o promotor público Ricardo Manuel de Castro, da Promotoria de Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo, deu entrevista nesta segunda (11), em São Paulo, sobre suas ações. Ele se coloca como defensor dos interesses da população envolvida, buscando preservá-la de riscos. Por isso, acha dispensável a defesa individual ou coletiva dos moradores nos processos, por seus próprios advogados ou pela Defensoria Pública. Contradiz assim a angústia dos moradores que, com razão, sentem que está em risco o patrimônio que construíram em muitos casos durante anos, e que sofrem com a incerteza de seu destino.

 

SEGUNDO O PROMOTOR SÃO 99 AÇÕES CONTRA A PREFEITURA

Segundo o promotor Ricardo de Castro, desde 2010 ele vem acionando a Prefeitura e esta não atendeu às suas solicitações. São agora, desde aquela época, 99 ações judiciais, todas movidas contra a Prefeitura, mas que resultarão, se efetivadas, na remoção de milhares de famílias dos locais onde habitam. O promotor diz que “nessas ações pediu o congelamento e cadastramento dos ocupantes, seguida de remoção para imóveis que não oferecem risco, e posterior recuperação ambiental e urbanísticas destas áreas”. Ele amacia a sua dureza nos processos, afirmando que está aberto ao diálogo, que já propôs no passado um Termo de Ajuste de Conduta com a Prefeitura, onde haveria um prazo de seis anos para seu cumprimento. E acrescenta: “O Ministério Público não vai aceitar que as famílias sejam simplesmente desalojadas”. Não é, porém, o que dizem os autos do processo, nem as decisões

judiciais que dão o prazo de 120 dias para desocupação.

 

 

 

MOVIMENTOS SOCIAIS APRESSAM A PREFEITURA PARA INICIAR DIÁLOGO COM JUDICIÁRIO

Resultado do acordo de domingo (10) dos movimentos de moradia com o prefeito de Guarulhos, os movimentos esperam que se iniciem antes do recesso judicial, que vai de 20 de dezembro a 6 de janeiro, as negociações entre a Prefeitura com o Ministério Público e o Judiciário, acompanhadas por comissão dos movimentos sociais e de parlamentares de oposição e situação. Para isso, os 14 movimentos de moradia que assinaram a carta entregue ao prefeito Guti estão encaminhando, até quarta(13), a relação de um representante de cada entidade para compor a comissão de acompanhamento do diálogo, que consideram imprescindível. As entidades prosseguirão neste mês as reuniões com moradores nas áreas ameaçadas de despejo, esclarecendo sobre os processos, sobre as iniciativas, e tirando em cada uma delas as comissões que as representem.

 

MINISTRA DA IGUALDADE RACIAL QUERIA RECEBER R$ 300 MIL ACIMA DO TETO DO FUNCIONALISMO PÚBLICO

Em outubro, a ministra da Igualdade Racial, Luislinda Valois, aposentada do cargo de desembargadora na Bahia, requereu mais de 300 mil reais que lhe foram descontados no tempo de ministra (2016 e 2017) por excederem o teto do funcionalismo público. A ministra, da cota do PSDB no governo do interino Temer, alegou à época que receber menos de R$ 33.700,00 por mês (teto do funcionalismo) se assemelhava ao trabalho escravo. Apesar do escândalo, que a levou a declarar desistir do pedido, ela ainda continuou como ministra do atual governo. Nos próximos dias, há especulações de que vai desembarcar do governo e voltar à sua ‘modesta’ aposentadoria no Judiciário, de pouco mais de 30 mil reais por mês.  Sai com imagem de defensora da igualdade racial para ela. Símbolo de um governo que reclama dos excessivos gastos com o sistema previdenciário, onde 28 milhões de pessoas recebem o salário mínimo. Onde se procura estipular a idade mínima de 65 anos para aposentadoria de homens, proposta por um presidente aposentado desde os 54 anos de idade.

 

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