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FIQUE LIGADO: FRACASSA PROMESSA DE CONTRATAR 105 MÉDICOS EM 2017, CRESCE O APOIO À DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO DIZ PESQUISA, E OUTRAS NOTÍCIAS

January 2, 2018

 

PREFEITO DE GUARULHOS NÃO CUMPRE PROMESSA DE CONTRATAR 105 MÉDICOS EM 2017

Apenas 10 médicos novos foram contratados pela Prefeitura de Guarulhos em 2017. A promessa de campanha do novo prefeito era de contratar 105 novos médicos no primeiro ano de governo. Na campanha, o prefeito não falava que iria terceirizar para empresa privada os hospitais. Mas, foi o que fez ao assumir o governo, contratando uma empresa de Goiás, a Gerir, para tomar conta do Hospital Municipal de Urgências e do Hospital da Criança. A saúde foi um dos carros-chefe da campanha eleitoral vitoriosa em 2016. Mas, o atendimento e o fornecimento de remédios e insumos se deteriorou durante o ano de 2017. Atrasos de pagamentos à Fundação ABC deram origem a greves na UPA São João e no PA Paraíso. Duas UPAs, já prontas na gestão anterior, entraram em funcionamento este ano ( Jardim Paulista e Nova Cumbica), mas um Pronto Atendimento, PA Paraíso, foi fechado. A saúde é um dos grandes desafios do novo governo de Guarulhos que persiste para 2018.

 

PESQUISA DATAFOLHA AFIRMA CRESCER APOIO À DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO

Em pesquisa Datafolha divulgada domingo (31 de dezembro) 36% responderam que ‘não’ à pergunta: “A mulher que faz aborto deveria ir para a prisão?”. No ano passado eram 23%. Na nossa região Sudeste, 44% acham que não deveria ir para a prisão, e 51% acham que sim. O número dos que respondem sim no Brasil todo caiu de 64% para 57%. Quando a pergunta é feita se concorda com o aborto nos casos já permitidos em lei (que vigora no Brasil desde 1940), são 61% a favor do aborto se a mãe corre risco de morrer por causa da gravidez; e 53 % a favor do aborto em casos de gravidez originada por estupro.  O tema da descriminalização do aborto voltou à cena no Brasil devido à tramitação na Câmara Federal de uma emenda à Constituição (PEC 181) que propõe inscrever nela que a vida começa na concepção do feto. O objetivo dos proponentes da emenda constitucional é duplo. Um deles, barrar decisões do Supremo Tribunal Federal, como a que em 2012 permitiu abortos em casos de o feto não ter cérebro, ou,em 2016, que num caso concreto não considerou crime o aborto feito antes de o feto completar 3 meses. E outro objetivo, ao final, retirar as duas permissões legais de aborto no país, legislação que existe desde 1940.

 

BISPO CATÓLICO DE GUARULHOS EM NOTA BUSCA ESCLARECER SUA POSIÇÃO

A hierarquia da Igreja Católica, junto com outras igrejas cristãs, é favorável à emenda constitucional que propõe definir que a vida começa na fecundação. Em nota divulgada na Folha Diocesana de dezembro, o bispo de Guarulhos, Dom Edmilson Caetano, diz literalmente: “Ainda que não concorde que o aborto provocado, voluntário seja praticado em qualquer circunstância, é preciso deixar claro que a PEC 181 não tem por objetivo legislar sobre a proibição ou criminalização do aborto em qualquer circunstância”.  Na pesquisa Datafolha 35% dos católicos acham que a mulher que faz aborto não deveria ir para a prisão, e 58% acham que sim. Não foi divulgado o índice de aceitação dos casos já definidos em lei, mas levando em conta as posições gerais da pesquisa, tudo indica que a maioria dos católicos é favorável à manutenção dos dois casos permitidos por lei vigente desde 1940.

 

 

 

EVANGÉLICOS SÃO OS MAIS CONTRÁRIOS AO ABORTO

Na pesquisa Datafolha apenas 29% dos evangélicos aceitam que uma mulher que faça aborto não seja presa. A favor da prisão são 65%. Os índices de quem professa outras religiões são diferentes. Espíritas, 57% contra a prisão de mulher que faz aborto; fiéis de religiões afro-brasileiras, 54% contra a prisão. Sem religião, 53 % são contra a prisão. Entre as pessoas com ensino superior, independente de religião ou sem religião, 61% são contra a prisão.

 

GREVE DA POLÍCIA NO RIO GRANDE DO NORTE MOSTRA CRISE NOS ESTADOS

Os servidores estaduais do Rio Grande do Norte, estado com 3 milhões e 500 mil habitantes, estão sem receber seus salários de novembro, dezembro, e 13º. Outros estados também têm atraso nos salários. Esta é a razão da greve das polícias que levou ao crescimento da criminalidade nas grandes cidades do Rio Grande do Norte. No dia 29 de dezembro (sexta), o governador Robinson Faria (PSD), transferiu para o Exército o comando das polícias nas duas principais cidades do estado: Natal, cuja região metropolitana tem 1 milhão e 600 mil habitantes; e Mossoró, com 300 mil habitantes. O Judiciário local tem tomado medidas contraditórias. Um desembargador não aceitou decretar a greve ilegal, considerando ilegal o não pagamento dos salários. Outra desembargadora declarou ilegal a greve, e um colega dela mandou prender os líderes. Nas ruas, imagens mostram militares do Exército usando o padrão da Polícia Militar na abordagem de jovens pobres suspeitos: ajoelhados, mãos atrás da cabeça encostada na parede.

 

MONTADORAS VENDERAM EM 2017 UM NÚMERO MENOR DE VEÍCULOS DO QUE DEZ ANOS ANTES

A venda de automóveis e outros veículos produzidos no Brasil em 2017, 2 milhões 240 mil unidades, ficou maior do que 2016, principalmente devido ao aumento de quase 50% nas exportações. Esta seria a boa notícia para a indústria automobilística, e, no plano local para as empresas que fabricam autopeças, uma das principais atividades industriais de Guarulhos. A má notícia é que as vendas ainda são menores do que as do ano de 2007, quando prosseguia a escalada ascendente superando 2 milhões de veículos/ano. Para se ter uma ideia da queda havida no setor de veículos, o ponto mais alto das vendas de unidades produzidas no Brasil foi em 2012, quando foram vendidos 3 milhões e 800 mil veículos.

 

MANIFESTAÇÕES DE PROTESTO NO IRÃ LEMBRAM 2013 NO BRASIL

Uma nova onda de protestos no Irã lembra em alguns aspectos as manifestações de jovens da classe média no Brasil em 2013. A origem dos descontentamentos está no aumento do desemprego (índices semelhantes ao Brasil atual), e na inflação (índice próximo a 12%). O Irã é um dos países mais desenvolvidos do Orienta Médio e tem perto de 80 milhões de habitantes. É uma república dirigida pela religião islâmica. Seu governo desafia os Estados Unidos e seu aliado Israel, que tentam bloquear seu desenvolvimento nuclear, e sua solidariedade à Palestina e a outros movimentos islâmicos. Fruto, entre outras razões, desta desavença internacional, a economia do Irã sofre bloqueios que geram descontentamento interno, somados a descontentamentos por ser uma república com religião oficial, que repercute sobre suas leis e costumes. As manifestações têm o apoio dos governos dos Estados Unidos e de Israel, como em 2013 no Brasil as manifestações, aqui começadas por setores de esquerda, tiveram depois o apoio da grande mídia conservadora. Já em 2009 houve no Irã outro ciclo de manifestações que culminou na eleição de governo um pouco menos fundamentalista, que ainda permanece na atualidade. O governo tem reprimido as manifestações.

 

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