© 2017 gru360 / Aqui Guarulhos se encontra em 360 Graus 

FIQUE LIGADO: UMA FEIRA EM BUSCA DE UMA RUA NA VILA GALVÃO, RAIO-X DA CONDIÇÃO DA MULHER NO BRASIL E MAIS

March 8, 2018

NA VILA GALVÃO, UMA FEIRA EM BUSCA DE UMA RUA

Nesta quinta (8), a feira da Vila Galvão deste dia da semana ia voltar para uma rua próxima de seu antigo lugar, que era no Anel Viário entre a Avenida Emílio Ribas e a Avenida Timóteo Penteado, importantes vias de Guarulhos. Mas a reação de comerciantes da Avenida Pedro Álvares Cabral, onde ela estava para se instalar, levou a Prefeitura a suspender a decisão. A feira das quintas-feiras da Vila Galvão está em crise de localização há cinco anos, desde que foi anunciado o corredor de ônibus do Anel Viário. Até hoje está em busca de uma rua onde possa ficar. Provisoriamente, a feira sem rumo está funcionando numa ladeira do Parque Santo Antônio, bem menor do que era nos seus tempos felizes de Anel Viário. Não faltaram outras tentativas de localização pesquisadas pelo sindicato dos feirantes e pelos próprios donos das barracas. Mas, todas foram inviabilizadas. Umas, porque iria prejudicar atividades econômicas já existentes (por exemplo, uma transportadora, um ambulatório especializado, uma loja de material de construção). Outras, porque o córrego exalava mau cheiro, ou porque a cracolândia da Vila Galvão iria afastar a freguesia.

 

MANIFESTAÇÕES NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Como de praxe, neste 8 de março, haverá  no fim da tarde em São Paulo uma manifestação dos movimentos de mulheres na Avenida Paulista pelos direitos ainda não conquistados. Segundo estudiosos, se continuar no ritmo das últimas décadas, daqui a um século e meio o mundo terá igualdade econômica, social e política entre mulheres e homens. As gerações atuais não teriam chance de ver este novo mundo em gestação de séculos. Pois cada vez mais as mulheres vão ultrapassando os homens em nível de escolaridade. Vão crescendo em participação no mercado de trabalho, reduzindo as diferenças salariais, e disputando cargos de chefia. Vão pressionando as igrejas a abandonar o machismo. Vão conquistando a liberdade sobre seu corpo e sua gravidez. Vão assumindo cargos políticos.

 

MULHERES MARCAM GREVE DE TRABALHO NESTA QUINTA EM VÁRIOS PAÍSES

Protestando contra as diferenças salariais que as prejudicam pelo mesmo trabalho, e contra outras discriminações econômicas, mulheres da Espanha e outros países europeus querem fazer greve de trabalho neste dia 8 de março. Na Argentina, uma prefeita decretou feriado de suas funcionárias para marcar a luta por direitos trabalhistas iguais e em homenagem ás mulheres vítimas de violência. Outras iniciativas do dia ocorrem na Europa, como a decisão da Suprema Corte da Irlanda de permitir a realização no país de uma consulta popular para maio sobre a legalização do aborto. 

AFAZERES DOMÉSTICOS SÃO OBSTÁCULO PARA A IGUALDADE

As mulheres que trabalham fora dedicam cerca de 18 horas semanais para os trabalhos domésticos, enquanto os homens dedicam cerca de 10 horas. Além do cuidado maior com os filhos, esta é uma das razões da desigualdade econômica e social entre mulheres e homens. As mulheres cada vez mais estão dirigindo lares como chefe de família. No Brasil, 29 milhões de lares são comandados por mulheres, entre eles 10 milhões onde a mulher convive com o marido ou companheiro. A distribuição mais igualitária dos trabalhos domésticos é elemento indutor importante para a igualdade.

 

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER AINDA É INTENSA NO PAÍS

No Brasil, a aprovação e aplicação da Lei Maria da Penha na década passada foi um avanço na luta para redução da violência contra as mulheres. Mas, ainda são altos os índices de agressões, violência sexual, e de assassinatos de mulheres. Em 2017 foram assassinadas no país cerca de 4.500 mulheres. Destes assassinatos, num terço os autores foram maridos ou companheiros. Cerca de metade das mortes violentas foi em razão de serem mulheres (o chamado feminicídio).

 

DESIGUALDADE NO EMPREGO ENTRE HOMENS E MULHERES AINDA É ENORME NO BRASIL DO SÉCULO XXI

As mulheres ganham menos do que os homens em todos os níveis de cargos do mundo corporativo. É o que aponta pesquisa salarial da Catho que avalia 8 funções, de estagiários a gerentes. A maior diferença é no cargo de consultor, no qual os homens ganham 62,5% a mais do que as mulheres. Para cargos operacionais, a diferença entre os salários chega a 58%, e para especialista graduado é de 51,4%. Completam o ranking: especialista técnico (47,3%), coordenação, gerência e diretoria (46,7%), supervisor e encarregado (28,1%), analista (20,4%), trainee e estagiário (16,4%) e assistente e auxiliar (9%).

A pesquisa da Catho foi divulgada nesta terça-feira (7), véspera do Dia da Mulher.

 

A PNAD-IBGE CONFIRMA A GRANDE DESIGUALDADE ENTRE SALÁRIOS DE HOMENS E MULHERES EM TODO O PAÍS

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), de 2015, a mais recente e completa, o rendimento médio dos brasileiros era de R$ 1.808, mas a média masculina era mais alta (R$ 2.012), e a feminina, mais baixa (R$ 1.522).

 

ESSA DIFERENÇA É AINDA MAIOR EM ALGUMAS REGIÕES DO BRASIL

Apesar de a diferença nacional entre os sexos já ser alta (R$ 490), a situação fica ainda mais desigual a depender da região ou estado do país. A maior diferença é encontrada no Distrito Federal. Os homens ganham, em média, R$ 3.965, contra R$ 2.968 das mulheres - uma diferença de R$ 997.

 

A DESIGUALDADE AUMENTA SIGNIFICATIVAMENTE COM A ESCOLARIDADE

Os números da PNAD mostram também que quanto mais altos os níveis de escolaridade dos trabalhadores, maior é a desigualdade entre os sexos. Independente do tempo de estudo, os homens sempre ganham mais, mas essa diferença começa pequena, de menos de R$ 1 por hora, para trabalhadores com até 4 anos de estudo, e cresce até atingir mais de R$ 13 por hora para pessoas com mais de 12 anos de estudo. Em cargos de gerência, por exemplo, os homens ganham, em média, R$ 5.222. Já as mulheres recebem R$ 3.575.

 

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload