FIQUE LIGADO: INTERVENÇÃO MILITAR CONTINUA SEM RESULTADOS, CRECHES PEDEM SOCORRO EM GUARULHOS, DÓRIA USOU CAPITAL COMO TRAMPOLIM POLÍTICO

March 19, 2018

BUROCRACIA DA PREFEITURA DE GUARULHOS SUFOCA AS CRECHES CONVENIADAS

As entidades sociais que trabalham no cuidado e educação de crianças de 2 a 4 anos em convênio com a Secretaria da Educação da Prefeitura de Guarulhos estão sendo sufocadas no peso das normas burocráticas expedidas pela Prefeitura. Esta, por sua vez, alega que são exigências do Tribunal de Contas. O resultado é que as creches conveniadas não conseguem mais suportar tanta burocracia que desvia suas energias da atividade-fim que é a educação das crianças. Por exemplo, a Prefeitura faz contrato por dois anos com estas entidades e exige que, ao fim do contrato, sejam demitidas todas as professoras, recreacionistas, cozinheiras, diretoria, sob pena de não aceitar como despesas do contrato o pagamento de indenizações trabalhistas. Elas ficariam então por conta da entidade. O problema é que fazendo isso, além das despesas de rescisão de contratos, há uma descontinuidade pedagógica e afetiva na relação com as crianças, e uma descontinuidade de equipe. Há casos em que funcionários de 10 ou 20 anos de serviço precisam ser demitidos, sem possibilidade de readmissão imediata em face da legislação trabalhista.

 

NORMAS BUROCRÁTICAS LEVAM AO ENDIVIDAMENTO DAS CRECHES CONVENIADAS

Além da demissão de funcionários ao término do contrato de dois anos, há outras exigências burocráticas da Prefeitura de Guarulhos para as creches conveniadas. Toda compra, mesmo de uma caneta, tem que ser documentada com três orçamentos de fornecedores diferentes, que, ao longo do tempo, terminam se negando a fazer este papel. A entidade precisa tirar montes de cópias, das carteiras profissionais, dos contratos, das folhas de ponto, etc. Não podem pagar despesas com cheques. Para conseguir navegar neste mar burocrático sem serem penalizadas depois, as entidades têm que pagar advogado e contador. Além de tudo, têm que conviver com atrasos dos repasses de recursos pela Prefeitura que leva ao desequilíbrio de seus pagamentos. Quando não consegue atender a todos os procedimentos burocráticos precisa devolver dinheiro à Prefeitura, que não tem de onde tirar, pois sempre são escassas as fontes privadas e beneficentes de recursos. 

 

DEPOIS DE MAIS DE UM MÊS DE INTERVENÇÃO MILITAR NO RIO DE JANEIRO, VIOLÊNCIA CONTINUA A MESMA

Neste sábado (17), a intervenção federal militar no Rio de Janeiro completou um mês e pouco apresentou de propostas e de ações. A violência no Rio de Janeiro continua como sempre foi, embora os abusos policiais (e agora também das forças armadas) tenham aumentado nas periferias da cidade, onde até mesmo as mochilas das crianças estão sendo revistadas por homens armados de fuzil (sem nenhuma preocupação do que isso pode provocar no emocional das crianças).

 

ASSASSINATO DE MARIELLE EXPÕE FALTA DE PLANEJAMENTO E DE INFORMAÇÕES NA CÚPULA DA INTERVENÇÃO MILITAR

Não bastasse a falta de planejamento em uma ação que interfere diretamente sobre a vida de milhões de cidadãos e cidadãs (pois o objetivo principal da intervenção militar no Rio de Janeiro era melhorar a imagem do governo Temer, não combater a violência no estado), o assassinato da vereadora Marielle Franco arma uma bomba relógio sob os pés de quem comanda intervenção. Para mostrarem capacidade, os interventores terão de elucidar rapidamente esse crime, do contrário vão assinar um atestado de incapacidade de lidar com inteligência (aqui, leia-se investigação científica, baseada em informação) no combate ao crime organizado (esse sim já provou que sabe usar informação e técnica). Ou seja, o governo vai mostrar que a intervenção militar só sabe subir morros, abusar de cidadãos e cidadãs e trocar tiros om bandidos, tudo que produza boas fotos e nenhum resultado prático. Continue lendo depois da propaganda...

DÓRIA ABANDONA PREFEITURA DA CAPITAL PARA SE CANDIDATAR A GOVERNADOR

Durou apenas um ano e três meses o mandato de João Dória como prefeito de São Paulo. Até o dia 7 de abril ele vai renunciar ao cargo. Neste domingo (18) ele venceu as prévias para escolha de candidato a governador do PSDB, que dirige o estado desde 1995. Pela primeira vez os tucanos convocaram os filiados para escolher através do voto quem seria seu candidato a governador. Votaram apenas 15 mil filiados dos mais de 300 mil que constam como inscritos no partido no estado. Dória teve quase 12 mil votos. Um dos concorrentes, José Aníbal, ex-deputado federal e dos quadros históricos do PSDB paulista, denunciou fraude na organização e na votação, que ocorreram apenas em 72 cidades do estado, a maior parte das urnas na Capital, favorecendo a máquina municipal comandada pelo agora candidato. Dória, recente no partido, respondeu assim ao seu concorrente: “Peça para sair e encontre um partido para abrigar sua alma amarga, revanchista e odiosa”.

 

DÓRIA NÃO CUMPRE PROMESSA DE FICAR OS QUATRO ANOS NA PREFEITURA

Eis a íntegra de um carta assinada pelo então candidato a prefeito de São Paulo, em 16 de setembro de 2016 para o site ‘Catraca Livre’: “ Eu, João Dória, comprometo-me a cumprir integralmente meu mandato nos anos de 2017,2018,2019 e 2020, caso seja eleito prefeito da cidade de São Paulo em 2016”. Já prefeito, afirmou para a Folha de S.Paulo em dezembro de 2017: “Não há razão para incerteza. Eu fui eleito prefeito para cumprir meu mandato por quatro anos. Até dezembro de 2020 serei o prefeito da cidade de São Paulo”. Inúmeras outras declarações deste tipo foram feitas a jornais, rádios e TVs. Será difícil confiar no que ele dirá daqui para frente.

 

 

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