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FIQUE LIGADO: SAAE PODE IR PARA AS MÃOS DA SABESP, GUERRA DE INFORMAÇÃO SOBRE O NOVO ATERRO E MAIS NOTÍCIAS

June 4, 2018

Escrito por Elói Pietá

GOVERNADOR ANUNCIA QUE SAAE VAI PASSAR PARA AS MÃOS DA SABESP

Em pequeno e rápido trecho de longa entrevista dada à Folha de S.Paulo e UOL, o governador Márcio França, que ocupa o cargo após a renúncia de Geraldo Alckmin, anunciou que Guarulhos vai repassar sua autarquia de água e esgotos, o SAAE, para a empresa mista estadual, a SABESP. O governador diz que já acertou isso com o prefeito de Guarulhos, ambos do mesmo partido, o PSB. A SABESP é como a Petrobras, uma empresa pública com capital privado na bolsa de valores. Portanto, tem que gerar lucros para dividir entre seus acionistas. Diferente do SAAE que pertence ao município de Guarulhos, exclusivamente uma entidade pública, portanto voltada apenas a prestar serviços à população e na qual todo resultado financeiro tem que ser reaplicado na prestação e expansão de seus serviços.   

 

A CDR PROMETE O CÉU COM NOVO ATERRO DO LIXO EM GUARULHOS

A CDR, empresa de capital francês que opera o aterro do lixo da Capital, está distribuindo um informativo na região do Cabuçu, em Guarulhos, exaltando as vantagens de um novo e maior aterro de lixo a ser instalado na região. Segundo o panfleto, com os impostos a serem pagos daria para construir 100 (cem) hospitais em 10 anos (dez hospitais por ano), ou 120 (cento e vinte) creches (doze por ano), ou ainda recapear 280.000 (duzentos e oitenta mil) ruas! A publicação, para gerar alegria dos preservacionistas da natureza, ainda diz que a mata nativa será ampliada.  Além disso, uma estranha contradição: o texto sugere 1.500 (mil e quinhentos) novos empregos ao mesmo tempo em que diz que não vai aumentar o fluxo atual de lixo nem de caminhões, pois se trataria apenas de prolongar a vida do atual aterro. Nunca o lixo foi tão elogiado!

 

POSTAGEM ANÔNIMA ATACA PADRE DO MOVIMENTO CONTRA O NOVO ATERRO

O jogo de interesses pelo novo aterro do lixo começa a ficar pesado e a cheirar mal. Tem circulado na internet um post anônimo atacando o Padre Pedro Nacélio, pároco da região do Cabuçu em Guarulhos. O movimento antiaterro foi assumido principalmente pela comunidade católica da região, por evangélicos, e por entidades de defesa do meio ambiente, e conta com o apoio de parlamentares de vários partidos. Entre estes, parlamentares do PT, que fazem oposição ao atual governo municipal que contratou sem licitação uma filial da proprietária da CDR para gerir o aterro do lixo de Guarulhos.  O ataque, distorcendo os fatos, sugere que o padre seria teleguiado por políticos. A campanha anônima tenta assim enfraquecer a resistência do movimento buscando atingir a liderança que mais se destacou.

 

COM O AUMENTO DA TARIFA, PREFEITURA REDUZ SUBSÍDIO ÀS EMPRESAS DE ÔNIBUS

A Prefeitura de Guarulhos reduziu o repasse de recursos municipais às empresas de ônibus. Comparando os quatro primeiros meses de 2018 com os de 2017, a atual gestão reduziu em mais de 50% sua parte repassada às empresas para segurar a tarifa. A tendência assim mantida levará a uma economia de cerca de 30 milhões de reais para a Prefeitura, mas manterá o surdo descontentamento popular com esta medida. A passagem de ônibus municipal em Guarulhos custa neste ano R$ 4,70 em dinheiro e R$ 4,30 no bilhete único. Na Capital custa R$4,00.

 

NOVA DIREÇÃO DA PETROBRAS TENDE A ALTERAR REAJUSTE DOS COMBUSTÍVEIS

A polêmica entre a direção da Petrobras e o governo Temer sobre o preço dos combustíveis está fervendo depois da longa greve de caminhoneiros e empresas de transporte de cargas que abalou a rotina e a economia do país. O consenso é que não dá mais para reajustar diariamente o preço da gasolina e do gás de cozinha, já que o diesel ficou agora congelado por 60 dias e depois terá ajustes apenas mensais. Mas, o desafio até aqui insolúvel é como garantir o lucro dos investidores privados da Petrobras. A direção da Petrobras quer que os recursos públicos do governo banquem a diferença, mas o governo está com suas finanças combalidas e resiste. A ideia predominante é só reajustar os preços uma vez por mês, mantendo-os vinculados aos preços internacionais e à variação do dólar. E impedir que as empresas privadas concorrentes que importam os combustíveis pratiquem preços mais baixos.

 

 

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