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FIQUE LIGADO: SALÁRIOS CAEM EM MÉDIA 8% COM AS DEMISSÕES EM GUARULHOS, PREFEITURA GASTA COM SAÚDE 430 MILHÕES, SOBEM MAIS OS PREÇOS PARA AS FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA E MAIS NOTÍCIAS

July 6, 2018

Escrito por Elói Pietá

DE JANEIRO A MAIO, SALÁRIOS CAEM EM MÉDIA 8% COM AS DEMISSÕES EM GUARULHOS

A média salarial dos trabalhadores admitidos com carteira assinada nos cinco primeiros meses de 2018 em Guarulhos é 8% menor do que a média salarial dos trabalhadores que foram demitidos neste período. São dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Isto se explica porque as admissões de jovens de 18 a 24 anos, com ensino médio ou superior completos, substituíram os demitidos acima de 35 anos que tinham salários maiores do que seus sucessores. De janeiro a maio, os campeões de admissão com carteira assinada estiveram na faixa de 18 a 24 anos. Foram 2.891 a mais admitidos do que os demitidos desta faixa etária. Ao contrário da turma mais madura. Os campeões das demissões estiveram entre quem tem mais de 50 anos. Foram 1.276 vagas perdidas nesta faixa.

 

PREFEITURA DE GUARULHOS GASTA COM SAÚDE 430 MILHÕES EM 5 MESES

Quase a metade dos 430 milhões de reais gastos pela Prefeitura de Guarulhos com saúde de janeiro a maio de 2018 foram com pessoal próprio (207 milhões). Logo após vem o gasto com empresas terceirizadas que administram hospitais e UPAs (161 milhões. Depois vêm os pagamentos atrasados que passaram de 2017 para 2018, no valor de 24 milhões, seguidos dos 17 milhões das subvenções à maternidade JJM e ao Hospital Stella Maris. No total são 409 milhões, sobrando então apenas 21 milhões para compra de insumos e remédios (centro da crise do sistema municipal), para compra de equipamentos e para novos investimentos. O total de gastos em cinco meses de 2018 é 20% superior a 2017. Mesmo assim a insatisfação popular com o sistema é crescente.

 

EVOLUEM CONVERSAÇÕES PARA EVITAR O DESPEJO PROGRAMADO DE 85 FAMÍLIAS

Agora a Prefeitura entrou no assunto das 85 famílias programadas para serem despejadas de uma gleba junto ao cemitério da Vila Rio em Guarulhos que habitam há mais de 8 anos. Os advogados das partes, frente à pressão de movimentos de moradia e da vereadora Janete Pietá, e frente à interferência do secretário de Habitação Fernando Evans, estão entrando num acordo preliminar para prorrogar a investida dos oficiais de justiça com a tropa de choque da Polícia Militar, anteriormente prometida para a segunda quinzena deste mês. A dificuldade está no valor que quer ser cobrado dos moradores pela proprietária, acima das possibilidades de boa parte das famílias.

 

SOBEM MAIS OS PREÇOS PARA AS FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA

De maio para junho os preços para as famílias que recebem até dois e meio salários mínimos mensais subiram significativamente. Não foi devido apenas à greve dos caminhoneiros e das empresas de carga. Foi a entressafra do leite que elevou em 12% o preço do produto. A energia elétrica, que não tem a ver com greve, subiu 9% (a média de alta esperada para este ano deve ser de 14%). O crescimento do preço da gasolina também repercutiu nas camadas de baixa renda. A greve dos caminhoneiros, uma conseqüência da subida do preço dos combustíveis, repercutiu sobre o preço do frango, que subiu 15% de maio para junho. Quem ganha menos está evidentemente sofrendo mais com a inflação. O índice geral de inflação, abaixo dos 4%, é apenas um índice geral. A repercussão nos diversos segmentos de renda é diferente.

 

GOVERNO ASSINA MP PARA NOVA POLÍTICA INDUSTRIAL AUTOMOTIVA

Após um semestre sem política automotiva no país, e negociações que se arrastaram por mais de um ano, o governo federal assinou, nesta quinta-feira (5), a Medida Provisória (MP) 843/2018 que lança o programa Rota 2030. Era a última data possível, já que a legislação eleitoral impede atos do tipo após o dia 7 de julho. Pela nova política, todo o setor – montadoras e importadoras em conjunto – deverá realizar investimentos de pelo menos R$ 5 bilhões ao ano em pesquisas para aumentar a eficiência energética e a segurança dos novos veículos. Em troca, receberão créditos de até R$ 1,5 bilhões a serem deduzidos dos impostos devidos pelas empresas.

 

 

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