FIQUE LIGADO: PERSISTE O CAOS NO HOSPITAL MUNICIPAL DE URGÊNCIAS DE GUARULHOS, DESEMPREGO NO BRASIL E MAIS NOTÍCIAS

August 1, 2018

Escrito por Elói Pietá

PERSISTE O CAOS NO HOSPITAL MUNICIPAL DE URGÊNCIAS DE GUARULHOS

Apesar da nota da Prefeitura afirmando que o HMU funcionava normalmente nesta terça (31), a realidade era outra. O hospital só atendia casos trazidos por ambulância do SAMU ou do Corpo de Bombeiros. Todos os outros eram orientados a procurar a Policlínica Paraventi ou outras unidades de saúde superlotadas. Cirurgias foram canceladas na ortopedia porque não havia anestésico para aplicar nos pacientes. O fornecimento de comida estava suspenso por falta de pagamento. A empresa de Goiás contratada pela Prefeitura de Guarulhos para administrar o HMU havia subcontratado  médicos de uma outra empresa, a Aricanduva Médica, que anunciava que cessaria seu trabalho por atraso nos pagamentos. À noite, os telefones do HMU não atendiam quem para lá ligava em busca de informações.

 

PASSEATA PELA SAÚDE PÚBLICA EM GUARULHOS

Cerca de trezentas pessoas fizeram nesta terça(31) uma passeata de protesto que se dirigiu ao prédio da Secretaria da Fazenda de Guarulhos. A exigência era que os pagamentos e o controle sobre as cobranças das empresas terceirizadas na saúde fossem normalizados. A maioria dos manifestantes eram de comunidades da Igreja Católica, com a presença de representantes populares e de trabalhadores no Conselho Municipal de Saúde e nos conselhos gestores das unidades de saúde, além da presença de padres católicos e parlamentares. Estranho detalhe da organização: vereadores, vereadoras e deputados presentes em nenhum momento foram chamados a falar no carro de som, embora diariamente em suas tribunas e mandatos atuem intensamente para exigir a normalização do atendimento à saúde na cidade.  

 

APENAS 60% DE PESSOAS EM IDADE DE TRABALHAR NO BRASIL TÊM EMPREGO

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios divulgada nesta terça (31) pelo IBGE mostra que 40% das pessoas em idade de trabalhar no Brasil estão sem um trabalho que lhes forneça alguma renda. São 66 milhões de pessoas que dependem da renda de outros, não participam do mercado de trabalho e não contribuem com a riqueza nacional. Por sua vez, são 70 milhões de brasileiros e brasileiras que ganham rendimentos pelo trabalho.

 

DOS QUE TRABALHAM NO BRASIL, 53% NÃO SÃO REGISTRADOS

De 70 milhões de brasileiros e brasileiras que exercem atividades remuneradas, a maioria, 37 milhões de pessoas ou trabalham para outros sem carteira assinada, ou trabalham por conta própria sem registro de pessoa jurídica (CNPJ), ou são familiares que auxiliam outro membro da família formalizado no trabalho. São dados recém divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sobram 33 milhões de pessoas formalizadas no trabalho, seja com carteira assinada, seja com CNPJ. Quem perde com isso no presente são a Previdência Social e os trabalhadores/as informais, estes que terão prejuízos no futuro quando buscarem sua aposentadoria.

 

 

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