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FIQUE LIGADO: FRACASSA MAIS UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA DO ATERRO DO LIXO EM GUARULHOS, STF PERMITE A TERCEIRIZAÇÃO EM MASSA E MAIS NOTÍCIAS

September 1, 2018

Na foto: tropa de choque da GCM de Guarulhos a postos para usar de violência contra os manifestantes contrários ao novo aterro sanitário

FRACASSA MAIS UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA DO ATERRO DO LIXO EM GUARULHOS

Nesta quinta (30) fracassou pela terceira vez a audiência pública do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) que tenta aprovar um novo aterro do lixo na cidade de Guarulhos. O diretor executivo do Consema, Anselmo Guimarães, abriu a audiência, mas não conseguiu terminá-la. O diretor e dois auxiliares conduziam os trabalhos do alto de um palco, dois metros e meio acima do solo, protegidos por chapas metálicas e cercas que impediam qualquer acesso a eles dos oradores e do público. Cerca de 50 homens de preto faziam a segurança. A multidão contrária ao aterro isolada a uma grande distância forçava uma aproximação quando surgiu dos bastidores a tropa de choque da Guarda Civil Municipal que atacou com bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes tornando inviável para o prosseguimento da audiência o auditório da Universidade de Guarulhos na Via Dutra próximo ao Shopping Internacional. Várias pessoas ficaram feridas pela Guarda ou no atropelo para fugir dela.

 

PREFEITO E SECRETÁRIOS MUNICIPAIS ESTAVAM AUSENTES

Embora o novo aterro que pretende ser implantado em Guarulhos destina-se ao lixo da Capital e de mais sete cidades nem o prefeito Guti (PSB) nem os secretários municipais estavam presentes na audiência convocada pelo órgão estadual. A Prefeitura já em abril deste ano aprovou a implantação do aterro. A decisão final ficará a cargo do Estado e precisa passar por audiência pública. A primeira tentativa fracassada de audiência realizou-se na região do Cabuçu. A segunda na Câmara Municipal. Em todas elas, centenas de moradores da região e militantes das causas ambientais se manifestaram fortemente contrários. A empresa francesa Veolia, que já dirige o aterro da CDR na Capital, é a propositora da expansão em Guarulhos. Ao suspender os trabalhos nesta quinta, o secretário executivo do Consema anunciou que convocará a continuidade da audiência em data ainda a ser designada. Os movimentos contrários prometem resistir.

 

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PERMITE A TERCEIRIZAÇÃO EM MASSA

A lei aprovada pelo governo Temer no ano passado, que permite a terceirização da mão-de-obra em todas as atividades das empresas, começou a abrir caminho para sua aplicação com o julgamento concluído ontem pelo Supremo Tribunal Federal. Por 7 votos a 4, a maioria considerou constitucional a contratação por uma empresa de outra empresa que apenas lhe fornece trabalhadores. De tal modo que uma fábrica, um comércio, um hospital podem deixar de contratar diretamente seus funcionários deixando-os vinculados a uma terceira empresa intermediadora de mão-de-obra  como acontece hoje com segurança, faxina e alguns outros serviços.  Os ministros contrários a esta liberação argumentaram que haverá com isso um rebaixamento salarial e um prejuízo aos trabalhadores. Estatísticas indicam que trabalhadores terceirizados recebem em média 17% a 25% a menos que trabalhadores contratados diretamente pelas empresas.

 

IBGE DIVULGA NOVA PESQUISA DE EMPREGO E DESEMPREGO

Nesta quinta (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou os índices de emprego e desemprego apurados nos últimos três meses. Segundo o IBGE, o Brasil está com 12 milhões e 900 mil pessoas procurando emprego e não encontrando. Esta é o mais típica figura denominada de desempregado ou desempregada. No entanto, ainda há, segundo o IBGE, 4 milhões e 800 mil pessoas que depois de muitos fracassos desistiram de procurar emprego, os chamados desalentados. E ainda que há 6 milhões e 600 mil pessoas que estão trabalhando menos horas que gostariam e precisariam, e que não trabalham mais horas pela falta de oportunidades oferecidas pelo mercado de trabalho. A Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio mostrou que mais de 24 milhões de pessoas no país sofrem da falta de oportunidades de trabalho remunerado. 

 

 

 

 

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