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FIQUE LIGADO: NOVO PRESIDENTE DA REPÚBLICA É UMA AMEAÇA POTENCIAL À DEMOCRACIA E MAIS NOTÍCIAS

October 29, 2018

IDEIA DA VIOLÊNCIA VENCEU SOBRE IDEIA DA DEMOCRACIA

Venceu na sociedade brasileira, com 55% dos que ao votar fizeram uma escolha, a ideia de que resolveremos os problemas com repressão policial, com mais jovens e mais adultos nas prisões, com armas de fogo. Ficou minoritária na sociedade a ideia de que o caminho adequado para ter uma sociedade melhor é mais educação, mais emprego, mais direitos dos pobres, mais convivência democrática e pacífica. Apenas no Nordeste e numa parte do Norte o resultado foi inverso. A maneira como se tratou o tema da corrupção foi uma cortina de fumaça para encobrir esta mais importante divergência. Agora a violência estatal se voltará contra quem defende a ideia que ficou minoritária. Como nos tempos da ditadura militar, será necessário colar a luta pela democracia com a luta pela igualdade social.

 

PELA PRIMEIRA VEZ A EXTREMA DIREITA TEM UM PRESIDENTE ELEITO

O candidato da extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL) foi o vencedor das eleições presidenciais. Com uma forte campanha de internet, com uso de notícias falsas no WhatsApp, que estimulava o sentimento de antipetismo e anticomunismo (que é o medo de todo tipo de pensamento de esquerda), Bolsonaro conseguiu emplacar nas eleições uma pauta que misturava segurança pública e valores morais da família tradicional brasileira, fugindo dos temas da economia. Foi bem-sucedido e venceu Fernando Haddad (PT) neste domingo (28). O resultado foi 55% a 45% dos votos válidos para o candidato do PSL.

 

UM PERIGO PARA A DEMOCRACIA

Ao longo de mais de 30 anos de carreira política, Bolsonaro nunca escondeu a sua admiração pela ditadura militar brasileira (1964-1985) e seu apoio a condutas da repressão daquele período, como tortura e perseguição de opositores ao regime. Alçado ao poder presidencial com mais de 55 milhões de votos, esse seu histórico desperta muita preocupação com o Estado Democrático de Direito e suas instituições já fragilizadas desde o golpe do impeachment de 2016.

 

VITÓRIA NO CENTRO-SUL E NAS GRANDES CIDADES

Bolsonaro se saiu melhor nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul e Haddad se saiu bem nas regiões Norte e Nordeste. Porém, este recorte não dá conta da lógica de distribuição de votos do segundo turno de 2018, pois Bolsonaro também conseguiu maior apoio nas grandes cidades brasileiras. Mesmo no Nordeste, onde Haddad venceu em todos os estados, o candidato do PSL conseguiu terminar na frente em Maceió, João Pessoa e Natal e foi bem votado em Recife e Aracaju. Os resultados de Bolsonaro em Goiânia, Belo Horizonte e Curitiba, por exemplo, foram mais expressivos do que no conjunto dos estados de Goiás, Minas Gerais e Paraná. No Pará, onde Haddad venceu por 55% a 45%, aconteceu uma inversão em Belém, com a vitória de Bolsonaro pelo mesmo placar. Esse é um padrão que se repetiu na maioria das grandes cidades de todas as regiões do país.

 

EXTREMA DIREITA LEVA TAMBÉM O GOVERNO DE SÃO PAULO

Em São Paulo, João Dória (PSDB) superou Márcio França (PSB) e será o novo governador do estado. Dória, que desde o primeiro turno abandonou Alckmin (PSDB) e abraçou a candidatura Bolsonaro (PSL) e o discurso da ultra-direita, terminou com 52% dos votos válidos e França ficou em 48%.

 

O SEGUNDO TURNO EM GUARULHOS 

Em Guarulhos, os vitoriosos das urnas foram Bolsonaro (PSL) e Márcio França (PSB). O candidato do PSL teve 66% dos votos válidos para presidente, Haddad (PT) ficou com 34%. Para governador, França teve 57% dos válidos e João Dória (PSDB) ficou com 43%. Na Capital, com índices um pouco abaixo de Guarulhos, Bolsonaro venceu Haddad, e com índices próximos a Guarulhos, França venceu Dória. Resultados semelhantes na disputa Bolsonaro X Haddad ocorreram em São Bernardo, Osasco, Santo André, Mauá, Campinas. Até em Diadema, embora apertado, Bolsonaro venceu. Nestas cidades Dória apenas venceu em Santo André e Campinas.

 

EXTREMA-DIREITA NOS ESTADOS

A força da extrema-direita também se mostrou na disputa pelos governos dos estados. Se analisarmos somente os partidos, esse grupo político irá governar 5 estados (Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Amazonas e Rio de Janeiro), mas o discurso da extrema-direita foi o vencedor em mais 4 estados (São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Acre).

 

 

 

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