FIQUE LIGADO: DÓRIA PODE REVER O ACORDO SAAE/SABESP, BOLSONARO PROPÕE QUE TEMER FAÇA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E MAIS NOTÍCIAS

October 30, 2018

NOVO GOVERNO DE SÃO PAULO PODE REVER O ACORDO SAAE/SABESP

O acordo de entrega do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos, o SAAE, à companhia estadual/privada SABESP, foi feito no breve governo estadual de Márcio França, que acaba de perder as eleições.  Seu sucessor a partir de 1º de janeiro, João Dória, prometeu a privatização generalizada de empresas e serviços públicos. A SABESP pode mudar de acionista principal, que hoje é o Estado de São Paulo, passando ao controle privado, como aconteceu com as distribuidoras de energia elétrica. O que torna incerto tanto o acordo atual, como o futuro do abastecimento de água e do sistema de esgotos de Guarulhos. A equipe de transição do novo governo estadual certamente analisará este negócio que envolve bilhões de reais.

 

AUDIÊNCIA PÚBLICA DE ENTREGA DO SAAE GUARULHOS ESVAZIADA DE PÚBLICO

Na audiência pública sobre a entrega do SAAE à SABESP, realizada na sexta (26), às vésperas do segundo turno que definiria o governador de São Paulo, foi convocada sem alarde apenas no Diário Oficial.  Não compareceram nem o prefeito, nem o superintendente do SAAE, nem secretário municipal algum. Representando o SAAE estava uma engenheira e um funcionário administrativo. Representando a SABESP estava o diretor para a Região Metropolitana de São Paulo, Paulo Massato, e um assessor da Presidência. Da Câmara Municipal apenas o mandato da vereadora Janete Pietá se fez presente. A audiência realizada no auditório da Secretaria da Educação tinha em torno de 50 pessoas presentes. Ali se anunciava o fim melancólico de uma autarquia municipal que durante 51 anos serviu água à população de Guarulhos e cuidou dos esgotos.

 

PROMESSA DE ACABAR COM O RODÍZIO ENFRAQUECEU A DEFESA DO SAAE

A promessa da SABESP de acabar em um ano com o rodízio no fornecimento de água em Guarulhos enfraqueceu as resistências ao fim da autarquia municipal. O cumprimento da promessa depende de obras fora do município, segundo o diretor da empresa estadual: uma nova bomba de recalque em São Miguel Paulista, e um novo reservatório em Itaquaquecetuba. Ele não explicou porque estas medidas não foram tomadas antes. Tudo indica ser um dos elementos de pressão para facilitar a absorção do SAAE pela SABESP. Nem explicou como a SABESP que promete o fim do rodízio em Guarulhos não conseguiu resolver este problema em várias regiões da Capital e de outras cidades que administra.

BOLSONARO PROPÕE QUE TEMER FAÇA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

O presidente eleito pretende passar para o atual presidente a batata quente e o desgaste junto ao povo de retirar direitos de aposentadoria e pensões. Bolsonaro fez esta declaração em entrevista a TVs nesta segunda (29). Disse ele que pretende propor a Temer que consiga no atual Congresso Nacional em fim de mandato que aprove “toda a reforma da Previdência ou ao menos parte, para evitar problemas ao futuro governo”. O coordenador da campanha do presidente eleito havia dito no início de outubro que este assunto só seria discutido depois da posse.

 

BOLSONARO QUER REDUZIR PARA 14 ANOS A MAIORIDADE PENAL

Jovens de 14 anos poderão responder como adultos por infrações penais e cumprir longas penas se as declarações feitas nesta segunda (29) pelo presidente eleito conseguirem aprovação no Congresso Nacional. Disse ele ontem: “Por mim seria para 14, mas aí dificilmente seria aprovada”. A substituição da educação por prisão foi um dos temas que dividiu os dois candidatos que foram ao segundo turno. Entre as propostas do presidente eleito para economizar recursos em educação está o ensino à distância (em casa) a partir dos 6 anos de idade.

 

NOVO PRESIDENTE DIZ QUE NÃO HOUVE DITADURA NO BRASIL

Entre as declarações feitas pelo presidente eleito às TVs nesta segunda (29) está: “o período militar não foi ditadura que a esquerda sempre falou”. Seria bom relembrar que a derrubada do então presidente João Goulart em 1964 antes do final de seu mandato foi obra das Forças Armadas e não de impeachment. Os cinco presidentes seguintes foram generais escolhidos pela cúpula das Forças Armadas, apenas chancelados por um Congresso Nacional desfalcado pela cassação de mandatos dos opositores, pela extinção dos partidos políticos reduzidos a dois consentidos, pela censura aos órgãos de mídia, pelas generalizadas prisões e tortura dos que lutavam pela volta da democracia. 

 

 

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