FIQUE LIGADO: NOVO GOVERNO PRETENDE CONTROLAR A EDUCAÇÃO, MAIS DE 4 MILHÕES PARTICIPARAM DO ENEM E MAIS NOTÍCIAS

November 5, 2018

MAIS DE 4 MILHÕES DE ESTUDANTES OPINARAM SOBRE MANIPULAÇÃO DO COMPORTAMENTO NA INTERNETNeste domingo (4) realizou-se a primeira etapa de Exame Nacional do Ensino Médio em todo o país. Pouco mais de 4 milhões de estudantes participaram da prova que dará direito a cursar universidades e faculdades públicas e ter bolsas em estabelecimentos privados. O tema da redação se referiu a um instrumento de comunicação e relacionamento comum para a juventude. Porém, a formulação do tema causou grande dificuldade de resolução: “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados da internet”. Quem não fez o ENEM poderia testar a dificuldade pensando no que escreveria a respeito em trinta linhas, sem fugir das nuances do tema proposto. A segunda etapa do Enem para os mesmos participantes será no próximo domingo.

 

DOS 210 MILHÕES DE BRASILEIROS, 92 MILHÕES EXERCEM TRABALHO REMUNERADO

Dados do IBGE fechando o trimestre de julho a setembro indicam que 92 milhões e 600 mil pessoas no Brasil exercem trabalho remunerado. Dentre estas 39 milhões e 700 mil ganham com seu trabalho mas não têm registro nem de carteira profissional como assalariados, nem têm CNPJ em seu trabalho por conta própria. Comparado com o mesmo trimestre de 2017 o número de pessoas com carteira assinada caiu. Foram 328 mil empregos a menos com registro. O que subiu foi a informalidade para a qual entraram 1 milhão e 185 mil pessoas. Sinal claro da chamada precarização do trabalho. Os dados são coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, diferente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, Caged, que registra as variações do sistema formal de assalariados.

 

ESCOLA SEM PARTIDO QUER AVANÇAR NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Uma semana após a votação, já há sinais de que a Educação será um dos primeiros fronts onde atuará o novo governo federal eleito. Na Câmara dos Deputados, inspirados pela vitória de Bolsonaro, vários deputados resolveram dar andamento ao tema. O projeto “Escola sem Partido”, que veta várias práticas, entre elas o uso da palavra “gênero” e da expressão “orientação sexual” nas escolas, foi pautado para ser discutido em uma comissão especial. A votação acabou, no entanto, adiada. “Esse tema não é apenas do Parlamento. Ganhou as ruas. É um tema do Brasil. Pautaremos na próxima semana para debate democrático”, prometeu o deputado presidente da comissão, Marcos Rogério (DEM-RO).

 

PROPOSTA DE REVISÃO SOBRE A HISTÓRIA DA DITADURA NOS LIVROS DIDÁTICOS

O general Aléssio Ribeiro Souto, um dos designados por Bolsonaro para elaborar o plano de educação, prega uma revisão do período ditatorial (1964-1985) nas aulas de história, exigindo que se conte “a verdade” sobre o regime. Atualmente, ao contrário do material didático adotado em colégios militares, que se referem ao golpe militar como “revolução de 1964”, os livros do MEC definem o regime como uma ditadura.

 

VOUCHER EDUCAÇÃO E A DRENAGEM MASSIVA DE RECURSOS PÚLICOS PARA A EDUCAÇÃO PRIVADA

Uma das ideias do partido de Bolsonaro, o PSL, e já mencionadas por homens fortes de sua equipe, incluindo o futuro superministro da Economia, Paulo Guedes, é o “voucher educação”. A proposta estipula a distribuição de vales para as famílias escolherem um colégio privado e matricularem seus filhos. Com maior participação de instituições privadas, o governo, segundo a tese dos defensores do modelo, economizaria dinheiro com a manutenção de escolas e a folha de pagamento dos professores. O preço seria um sucateamento ainda maior do ensino público e a drenagem de dinheiro público para o ensino privado.

 

 

 

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