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FIQUE LIGADO ESPECIAL: COMO ESTÁ GUARULHOS APÓS DOIS ANOS DE GOVERNO GUTI

December 21, 2018

COMO ESTÁ GUARULHOS APÓS DOIS ANOS DE GOVERNO GUTI

No próximo 1º de janeiro completa dois anos a administração de Guarulhos sob o comando do prefeito Guti. Tempo suficiente para avaliar um governo. A Saúde, maior promessa do então candidato, foi seu maior fracasso. Lá passaram três secretários nestes dois anos e o sistema está pior. Sinal de que o problema está em quem nomeia o secretário ou secretária. Quem deu a palavra final para privatizar o Hospital Municipal de Urgências e o da Criança, duplo fracasso, foi o prefeito. Quem concluiu que devia fechar o PA Paraíso, no Taboão, para transferir seu pessoal para a UPA Cumbica, ao invés de contratar nova equipe, foi o prefeito. Foi ele que manteve na secretaria da Fazenda e não na Saúde a compra de remédios e materiais, cuja falta crônica continua prejudicando o atendimento médico e odontológico.

 

DOIS ANOS DE ENSAIOS E ERROS

A inexperiência administrativa do prefeito se reproduziu nas secretarias. Foram 14 substituições nas 20 secretarias em dois anos. Entre as mudanças estão algumas das mais importantes áreas: Governo, Educação, Saúde. A preferência do prefeito por donos de empresas privadas para dirigir o governo desconsiderou a diferença entre o setor público e o setor privado. O setor público não é voltado ao lucro e exige mais participação dos funcionários e do povo nas decisões. A soma da inexperiência com o desconhecimento da natureza das coisas resultou em vaivéns e paralisia que repercutiram negativamente sobre a cidade por si só sempre em transformação.

 

A PREFEITURA ARRECADOU MAIS DO QUE NO FINAL DA GESTÃO ANTERIOR

A arrecadação deste ano de 2018 supera em quase 10% o arrecadado em 2016, último ano do prefeito Almeida. Em valores reais, já descontada a inflação. Sob este aspecto, a atual administração poderia estar melhor do que o último ano da anterior que foi péssimo. Não se sustenta a alegação de que as dívidas deixadas pelo antecessor inviabilizaram um desempenho melhor. Elas significam apenas 5% dos gastos totais, percentual bem menor do que o da Capital ou do governo do Estado. A dívida do SAAE tão alardeada não é paga pela Prefeitura. Faz parte do acordo da passagem do SAAE para a Sabesp a quitação lenta da dívida durante quarenta anos com o lucro da Sabesp na operação do sistema.

 

OBRAS PARADAS, FALTA DE MATERIAL E EQUIPAMENTO EM TODAS AS ÁREAS

Exceto o Trevo de Bonsucesso e o corredor da Santos Dumont, cujas obras são pagas por recursos federais concedidos no governo Dilma, continuam paradas ou superlentas obras de educação, especialmente os CEUs, e obras de manutenção da cidade e de seus equipamentos. Por exemplo, o teatro Adamastor Centro, inaugurado em 2003, é superutilizado, mas seu ar condicionado não funciona entre outras carências de conservação que se verificam também no Teatro Padre Bento e no Teatro da Ponte Alta.  Em todas as áreas da administração pública faltam materiais imprescindíveis ao serviço. As escolas têm sofrido falta de alimentos e atrasos de meio ano na entrega de uniformes. A sinalização do trânsito se deteriorou. Acabou a Zona Azul por falta de contrato. A tarifa no transporte coletivo, é maior do que a da Capital e ainda maior para quem paga em dinheiro. Os micreiros têm atraso no recebimento do subsídio do bilhete único e estão em grandes dificuldades de pagar as prestações dos veículos.

 

PROGRAMAS SOCIAIS REDUZIDOS EM HORA DE ALTO DESEMPREGO

Os programas de apoio aos desempregados, criados em 2001, que acolhiam milhares de adultos e jovens deixaram de existir já no final do governo Almeida e não foram retomados no atual. Os restaurantes populares reduziram seu atendimento. Milhares de famílias foram cortadas do Bolsa Família. Os programas de formação profissional foram encolhidos. Cresceu a população de rua, sem que novas medidas que reduzissem o problema fossem tomadas. A principal praça da cidade, a Getúlio Vargas, imitou a Praça da Sé em São Paulo, como abrigo de moradores de rua, sem medidas que auxiliassem a solução do problema social e urbano.

 

ESVAZIAMENTO DOS MECANISMOS DE PARTICIPAÇÃO POPULAR

Na década de 2000 dezenas de milhares de pessoas participavam dos orçamentos participativos em 23 regiões da cidade. Os conselheiros eleitos zelavam pela execução das prioridades. Assim foram implantadas escolas, creches, unidades de saúde, postos da Guarda, e foram asfaltadas ruas em grande número. O Conselho de Saúde e os conselhos gestores das UBSs e hospitais eram respeitados. O mesmo acorria com os conselhos de escola. Todo este sistema foi desmontado nos últimos dois anos e não foi substituído por outras formas de participação direta da sociedade nas ações de governo. Foi ignorada a reivindicação da população do Cabuçu e do Recreio contra um novo e imenso aterro sanitário na região para abrigar o lixo da Capital e mais sete cidades.

 

O FIQUE LIGADO VOLTA EM 2 DE JANEIRO DE 2019. FELIZ NATAL A VOCÊ E QUE SE TORNEM REALIDADE SEUS DESEJOS PARA 2019

 

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