FIQUE LIGADO: TARIFAS DE ÔNIBUS AUMENTAM NA GRANDE SÃO PAULO, DORIA PRETENDE PRIVATIZAR TUDO QUE PUDER E MAIS NOTÍCIAS

January 3, 2019

TARIFA DE ÔNIBUS SOBE EM SÃO PAULO E AMEAÇA SUBIR MAIS EM GUARULHOS

Já completou um ano em que o menor valor da tarifa municipal de ônibus em Guarulhos é de R$ 4,30 e de R$ 4,70 para quem paga em dinheiro. Agora, um ano depois a tarifa da Capital que era de R$ 4 passa a 4,30 a partir da próxima segunda-feira. No final de dezembro a Secretaria de Transportes de Guarulhos publicou no Diário Oficial que o valor ideal na cidade seria de R$ 5,58. A Prefeitura de Guarulhos assim estava abrindo o caminho para um novo reajuste acima do praticado nas outras cidades da Grande São Paulo, para continuar mantendo a liderança dos preços altos. Se mantiver este padrão de liderança nos preços altos, Guarulhos terá uma tarifa acima de R$ 4,75 que passou a vigorar neste janeiro em São Bernardo e Santo André. 

 

DORIA PRETENDE PRIVATIZAR TUDO QUE PUDER

Ao empossar seu secretariado, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), frisou que vai privatizar tudo o que for possível no Estado. "Não vamos gastar dinheiro público em áreas que podem dar melhores resultados quando geridas pela iniciativa privada", disse na manhã desta terça-feira (1º) em discurso marcado pelo tom do liberalismo econômico. "Não tenho medo de cara feia. Vamos desestatizar e privatizar tudo que for possível.” Na área de mobilidade, umas empresas que vai mais receber atenção do novo governo para ter os serviços concedidos à iniciativa privada é a CPTM – Companhia de Trens Metropolitanos.

 

NOVO GOVERNADOR DE SÃO PAULO QUER EXTINGUIR E FUNDIR ESTATAIS

Doria enviou para a Assembleia Legislativa um projeto de lei que permite ao Governo do Estado extinguir, fundir ou incorporar a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), Companhia de Processamento de Dados do Estado (Prodesp), Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS), Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), Imprensa Oficial do Estado São Paulo (Imesp) e Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (Codasp). O texto prevê que CPOS, Emplasa e Codasp passarão por uma fusão e se tornarão uma única empresa. O conglomerado será administrado por Nelson Antonio de Souza, que até o final de 2017, presidiu a Caixa Econômica Federal.

 

FORTE POSICIONAMENTO IDEOLÓGICO MARCOU DISCURSOS DE MINISTROS DE BOLSONARO

No seu discurso ao Congresso Nacional o novo presidente Bolsonaro declarou:  “O Brasil voltará a ser um país livre das amarras ideológicas”.  O novo ministro da Educação em sua posse discursou em sentido oposto: “Pretendo substituir o marxismo cultural pela ideologia liberal e conservadora”. Portanto o seu ministro da Educação pretende uma nova amarra ideológica. Por sua vez, o novo ministro da Casa Civil declarou ao anunciar milhares de demissões de cargos comissionados: “Queremos aqui (no governo) pessoas comprometidas ideologicamente com aquilo que nós representamos”. Portanto amarrados a uma nova ideologia oficial que se instala.

 

CONTRADIÇÕES E OBSCURIDADES DENTRO DO PRÓPRIO DISCURSO DE BOLSONARO

Em seu discurso ao Congresso entre outras “libertações da pátria”, Bolsonaro citou a intenção de libertá-la “da submissão ideológica”. E logo adiante diz em seu discurso: “Vamos valorizar a família, respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã, combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores”. Na verdade não se trata de libertar. Trata-se de substituir. No lugar de um tipo pretenso de “ideologias que destroem nossos valores e tradições”, colocar uma nova submissão ao que ele interpreta e assume como “nossos valores”. Seu discurso é impreciso e contraditório. Mas, sem dúvida, é um discurso conservador, que se volta contra transformações havidas nos costumes da sociedade.

 

PELA PRIMEIRA VEZ DESDE A REDEMOCRATIZAÇÃO A POBREZA NÃO É CITADA

Foi diferente com Bolsonaro. Em todos os discursos de posse desde Collor em 1989 o tema do combate à pobreza foi assunto dos novos presidentes da República. Agora nenhuma palavra sobre isso. A única referência às dezenas de milhões de pobres e desempregados feita pelo novo presidente foi governar para os que desejarem conquistar bons empregos pelo “mérito”.  Significou dizer que quem é desempregado é incompetente. O que não é verdade: Há quase 18 milhões de pessoas que não encontram colocação no mercado de trabalho brasileiro.

 

POLÍCIA FEDERAL DIVEREGE DE BOLSONARO NA INTERPRETAÇÃO DO ATENTADO

A conclusão do inquérito da Polícia Federal sobre o atentado sofrido pelo então candidato Bolsonaro em Juiz de Fora foi de que o agressor agiu sozinho sem qualquer vinculação a outras pessoas ou organizações coletivas. Em seu discurso, o novo presidente interpreta o fato como se fosse uma conspiração coletiva ao afirmar: “Quando os inimigos da pátria e da ordem tentaram pôr fim à minha vida”. E aproveita para apelar ao sentimento religioso ao afirmar que ser o presidente “só está sendo possível porque Deus preservou a minha vida”. Como fez na campanha o novo presidente procura tirar proveito político do ato de um louco.

 

 

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