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FIQUE LIGADO: CAUSAS DO DESASTRE NO ATERRO DO LIXO EM GUARULHOS AINDA SEM RESPOSTA, UBS PRIMAVERA CONTINUA COM ATENDIMENTO PRECÁRIO E MAIS NOTÍCIAS

January 10, 2019

AINDA SEM RESPOSTA CAUSAS DO DESASTRE NO ATERRO DO LIXO EM GUARULHOS

A Prefeitura de Guarulhos não tem resposta de como será a reconstrução da parte da montanha de lixo que deslizou no aterro sanitário da cidade. Nem em qual prazo a montanha será reconstruída dentro dos padrões sanitários.  Não tem ainda as respostas sobre as causas do desabamento de parte do aterro ocorrido no dia 28 de dezembro. Nem sobre o volume que veio abaixo em relação ao volume total do aterro. Estas dúvidas persistiram na reunião ocorrida nesta quarta (9) entre o prefeito de Guarulhos, os secretários de Serviços Públicos, de Meio Ambiente e de Justiça com uma comissão de moradores, ecologistas, e vereadores Janete Pietá e José Luiz. Até aqui, no local do deslizamento, a Prefeitura informa que foram feitos dois diques e uma lagoa impermeabilizada para deter o chorume, líquido poluidor que escorre da decomposição do lixo orgânico. O aterro deixou de receber lixo. Por ora, é depositado no aterro vizinho da Capital, denominado CDR Pedreira.

 

DIFERENTES VERSÕES DO TAMANHO E DAS CAUSAS DO DESLIZAMENTO DO LIXO

Em resumo, o aterro sanitário é formado pela construção de uma montanha formada por uma sucessão de camadas de lixo cobertas por terra, e que com o tempo vai se acomodando reduzindo sua altura original em cerca de 30%. O aterro tem drenos para o líquido e gases que se formam no interior da montanha. Tem impermeabilização para o líquido poluído (chorume) não penetrar no solo e contaminar as águas. Com obras para impedir que as chuvas causem deslizamentos. Com acessos para os caminhões depositarem o lixo.  No aterro de Guarulhos, uma parte desta montanha deslizou pondo a descoberto o lixo ali depositado durante meses, liberando sem controle gases, líquidos e mau cheiro. Segundo a Prefeitura, o escorregamento atinge apenas algo em torno de 2% do aterro, entre 60 a 90 mil toneladas. Segundo técnicos independentes que analisaram as fotos, o deslizamento pode ter chegado a 10% do aterro, mais ou menos 500 mil toneladas.

 

EM DOIS ANOS DO GOVERNO GUTI PASSARAM QUATRO EMPRESAS OPERADORAS DO ATERRO

Antes era a Quitaúna, que fazia a coleta do lixo na cidade de Guarulhos e começou a operar o aterro sanitário  desde sua inauguração no ano de 2001. Ela foi substituída nos inícios da atual administração por uma empresa chamada Enob Engenharia Ambiental. Alguns meses depois foi substituída por uma empresa de pequeno porte chamada Landfill. O caso terminou em escândalo que causou a queda do secretário de Governo e da secretária de Serviços Públicos. Veio então a atual operadora, sob a gestão da qual aconteceu o desastre, a Proactiva, do grupo francês Veolia, proprietária do aterro vizinho da Capital. A Veolia é a empresa que quer construir uma nova montanha de lixo no território de Guarulhos, na região do Cabuçu, próximo ao aterro de Guarulhos e da Capital e que tem a oposição de moradores e ecologistas, embora já tenha sido aprovado pela Prefeitura e esteja esperando licença do governo estadual.

 

UBS PRIMAVERA CONTINUA COM ATENDIMENTO PRECÁRIO

A situação do atendimento na UBS Primavera continua muito complicada. A única médica que está atendendo na unidade, ficará apenas mais uma semana. Espera-se a chegada de um médico do Programa Mais Médicos. Mesmo assim, é complicado para um único médico atender uma demanda de mais de 16 mil pessoas.  A UBS conta apenas com um atendente SUS, o que produz demora no atendimento. Pessoas estão esperando mais de 3 horas para conseguir agendar uma consulta.

 

MAIS UMA AMEAÇA RONDA PARA O TEMPO DE QUEM VAI SE APOSENTAR

Notícias vindas do Ministério da Economia do novo governo federal indicam que o governo pretende tirar dos cálculos de tempo para aposentadoria qualquer período que o trabalhador ou trabalhadora esteve em tratamento de saúde. Se adotada esta medida a espera para aposentadoria ficará ainda maior, pois é muito difícil que alguém trabalhe durante décadas sem nunca ter tido um afastamento em que tenha recebido o auxílio-doença. Embora o governo não tenha ainda divulgado qual exatamente é seu projeto de reforma da Previdência, nem editado medida provisória a respeito, o que ocorre é uma série de balões de ensaio e de declarações aparentemente desencontradas para ver como reage a opinião pública.

 

AGORA OS MILITARES QUEREM AUXÍLIO-MORADIA COMO TINHAM OS JUÍZES

O general Carlos Alberto Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo de Bolsonaro, declarou nesta quarta (9) ao jornal O Globo, que “ou aumenta o salário dos militares ou faz um auxílio-moradia”. Ele quer a volta do auxílio-moradia para os militares, benefício extinto em 2001. O ministro defende esta tese justamente quando depois de muita polêmica o STF acabou com o benefício do auxílio-moradia que vigorava para todos os juízes e promotores públicos que tivessem ou não moradia própria onde trabalham. No lugar deste penduricalho, ainda vigente nos tribunais superiores, o Judiciário teve um aumento de 16,4% nos salários. Certamente o general do gabinete do novo presidente quer pelo menos aumento semelhante aos militares.

 

 

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