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FIQUE LIGADO: PONTE QUE LIGA MARGINAL TIETÊ À DUTRA É INTERDITADA, SAAE PODE CAIR EM MÃOS DE EMPRESA PRIVADA, CRISE NA VENEZUELA PODE LEVAR A UMA GUERRA CIVIL E MAIS NOTÍCIAS

January 24, 2019

 

PONTE QUE LIGA MARGINAL TIETÊ À DUTRA É INTERDITADA E PRODUZ TRANSTORNOS PARA QUEM VEM DA CAPITAL PARA GUARULHOS

A ponte que dá acesso à Rodovia Presidente Dutra pela pista expressa da Marginal Tietê foi interditada nesta quarta-feira (23). Segundo a Prefeitura de São Paulo, a estrutura apresentou rachaduras. Não há previsão para sua reabertura. O fechamento desta via, que é um dos principais corredores do fluxo de veículos entre Guarulhos e a Capital, gerou muito engarrafamento na parte da manhã para quem escolheu a via expressa da Marginal. Muita gente levou mais de 2 horas no trajeto entre a altura da Avenida Cruzeiro do Sul e a ponte interditada.

 

SERVIÇOS E COMÉRCIO FORAM OS SETORES DINÂMICOS EM GUARULHOS

Apenas os setores de serviços e comércio apresentaram dinamismo em Guarulhos no ano de 2018, se observados pelo aspecto de admissões de empregos com carteira assinada. Enquanto isso, a indústria continua perdendo empregos a cada ano na cidade. No ano passado, o número de trabalhadores demitidos na indústria local superou em pouco mais de mil o número de admitidos. No mesmo ano, o setor de serviços teve um saldo positivo de 4.311 pessoas com carteira assinada. E o comércio teve um saldo positivo de 967. A retração no mercado imobiliário resultou numa redução do número de trabalhadores na construção civil. Foram 219 a menos. Os dados foram divulgados nesta quarta (23) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho. 

 

DEZEMBRO FOI UM MÊS DE AUMENTO DO DESEMPREGO

Como ocorre tradicionalmente, as demissões no mês de dezembro superam as admissões. Em Guarulhos, dezembro significou a demissão de 1.099 pessoas a mais do que as que foram admitidas no mês. Os dados do Caged referem-se a empregos formalizados na carteira de trabalho. E, seguindo a tendência verificada mês a mês, quem apenas se sai bem nesta história são os jovens de 18 a 24 anos. Neste caso, o número de admitidos foi maior do que o número de demitidos. Quem perde é o pessoal acima de 30 anos. Embora a familiaridade com as novas tecnologias tenha alguma influência nesta disparidade relacionada à idade, o fator que pesa mais é o salário mais baixo que é pago ao pessoal mais jovem.

 

SAAE PODE CAIR EM MÃOS DE EMPRESA PRIVADA JUNTO COM A SABESP

A passagem do SAAE à SABESP por 40 anos, consumada pela atual administração municipal de Guarulhos, pode ser apenas uma transição de autarquia pública para empresa privada. O secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, que foi ministro de Temer, declarou nesta quarta (23) que a preferência do governador Dória é vender a SABESP a um grupo privado. Para empresa privada iriam também todas as concessões que a SABESP recebeu para operar nos municípios. Principalmente os mais populosos, pois se estes ficassem fora do negócio não haveria interesse no setor privado. A disputa vai parar no Judiciário porque a concessão feita a uma empresa pública não pode passar automaticamente a uma empresa privada. Meirelles declarou que se não for realizada a privatização total da Sabesp o que haverá é uma generalizada venda de ações da empresa pública, que já tem quase a metade de suas ações no mercado privado de capitais.

 

PARA NEGOCIAR REDUÇÃO DE DIREITOS, GM AMEAÇA FECHAR FÁBRICAS NO BRASIL

A General Motors, apesar de ser a montadora líder na venda de veículos no Brasil, à frente da Volkswagen e da Fiat, ameaça fechar fábricas no Brasil. A presidente mundial da GM ao falar sobre as atividades da empresa na América do Sul declarou: “Não vamos continuar empregando capital para perder dinheiro”. O dirigente máximo da GM para o Brasil e Argentina disse que a empresa vem tendo prejuízo nos últimos três anos. E assim não pode continuar. Nos últimos anos já foram tomadas medidas de contenção de despesas, entre elas a redução de 35% no número de empregados no Brasil. Agora, entre as propostas da empresa aos sindicatos de trabalhadores está a redução do piso salarial de R$ 2.300 para R$ 1.600, o aumento da jornada diária de 40 horas para 44 horas, e o trabalho intermitente, isto é só paga o trabalhador para os dias e horas a que for chamado ao trabalho. E a GM está pedindo também vantagens tributárias para o governo paulista. Ela tem três plantas fabris no estado.

 

GOLPE DE ESTADO NA VENEZUELA COM APOIO DOS ESTADOS UNIDOS E DO BRASIL

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela se autoproclamou presidente da República no lugar do presidente Maduro que assumiu mais um mandato neste mês de janeiro. Maduro, por sua vez, havia dado também um golpe de Estado, em 2015, ao retirar os poderes da Assembleia Nacional quando a oposição venceu as eleições constituindo uma nova maioria. Maduro até aqui continua tendo o apoio das Forças Armadas. Este apoio vem de longe quando os militares, pelo voto, assumiram o poder com a eleição em 1999 do coronel Hugo Chavez, que antes havia tentado um golpe de Estado. Tradicionalmente a forma de dar golpes deste tipo é através da força militar. Porém, a definição de golpe de Estado é mais ampla: basta uma das instituições nacionais, Presidência, Congresso, Judiciário, Forças Armadas, Polícia, derrubar outra. É o que está tentando o jovem presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, com o apoio dos governos dos Estados Unidos, do Brasil, da Colômbia, da Argentina, do Chile e de alguns outros países. O governo norte-americano não descarta uma intervenção militar, como fez no Iraque.

 

A CRISE NA VENEZUELA PODE LEVAR A UMA GUERRA CIVIL

A Venezuela está próxima a uma ruptura que pode descambar numa guerra civil. Este país é o maior produtor de petróleo das Américas. Durante os 14 anos de governo de Hugo Chávez o país redistribuiu renda do petróleo à população pobre, e com isso obteve largo apoio nas classes populares. A oposição tinha apoio principal na classe rica e na classe média. Com a brutal queda do preço do petróleo e os boicotes norte-americanos, a crise se manifestou violentamente atingindo as classes populares: inflação altíssima (mais de 1 milhão por cento ao ano), desabastecimento, crescimento da criminalidade, milhões de emigrantes. Com a morte de Chavez em 2013, o apoio ao seu sucessor Maduro em setores populares, nas Forças Armadas, e na cúpula do Judiciário ainda persistiu, embora mais fraco. A interdição de candidaturas da oposição, e a substituição do poder da Assembleia Nacional de maioria oposicionista pela Assembleia Constituinte de maioria governamental, deu fôlego temporário a Maduro. Agora, com dois governos reconhecidos por diferentes países, se não houver alguma medida de conciliação da ONU aceita pelas partes, o desfecho pode ser uma espécie de Síria na América do Sul.

 

 

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