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FIQUE LIGADO: DADOS DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NA CIDADE EM 2018, DAS 21 SECRETARIAS APENAS 2 SÃO OCUPADAS POR MULHERES EM GUARULHOS E MAIS NOTÍCIAS

March 8, 2019

 

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER EM GUARULHOS EM 2018 MOSTRA IMPORTÂNCIA DE AMPLIAR A LUTA FEMINISTA
Em Guarulhos, somente em 2018, 102 mulheres foram assassinadas, 2421 foram vítimas de violência física, 352 foram vítimas de estupro e 3032 foram ameaçadas ou assediadas. Esses números são da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Na maioria dos casos, estes crimes acontecem dentro de casa e, portanto, a Lei do Governo Bolsonaro que facilita a posse de armas coloca ainda mais em risco a vida das mulheres.

 

EM GUARULHOS, DAS 21 SECRETARIAS APENAS 2 SÃO OCUPADAS POR MULHERES

Os homens controlam a direção da cidade de Guarulhos. Além do prefeito e do vice, 19 das 21 secretarias são dirigidas por homens. Mulheres apenas são as secretárias do Trabalho e da Saúde. Esta última recente, pois durante o governo Guti passaram antes dois homens secretários da Saúde. Das 9 subsecretarias, apenas duas são dirigidas por mulheres: a subsecretaria da Diversidade e a das Mulheres (esta obviamente).  Na Câmara Municipal, com homens sempre na presidência, dos 34 vereadores, apenas 4 são mulheres. Há uma evidente sub-representação das mulheres na política. Embora suas raízes vêm de longa tradição em todos os campos de poder na sociedade, falta a chamada vontade política que ajuda a transformar a realidade social.

 

NO GOVERNO ESTADUAL, EM 24 SECRETARIAS APENAS 4 DIRIGIDAS POR MULHERES

A mesma sub-representação das mulheres na direção dos órgãos de governo se repete no Estado de São Paulo. O governador João Dória administra com 24 secretarias de estado. São 20 secretários homens e apenas quatro secretárias mulheres. Estas ocupam as secretarias estaduais de Desenvolvimento Social, de Direitos da Pessoa com Deficiência, de Desenvolvimento Econômico e da Procuradoria Geral do Estado. No governo do Estado do Rio de Janeiro, o novo governador, um ex-juiz de direito, prometeu na campanha eleitoral no segundo turno que nomearia um secretariado paritário, metade homens, metade mulheres. Quando assumiu o poder agora em janeiro, nas 20 secretarias nomeou 18 homens e só duas mulheres.

 

NO GOVERNO FEDERAL, NOS 22 MINISTÉRIOS SÓ DUAS MINISTRAS

O presidente da República e o vice homens, compõem o governo Bolsonaro com 20 homens ministros e apenas duas ministras. Ocupam elas o Ministério da Mulher (por óbvio) que agrupa também Família e Direitos Humanos e o Ministério da Agricultura. O presidente tem quatro filhos homens e uma filha mulher. A respeito da filha falou em palestra na Hebraica em 2017: “Tive quatro filhos, a quinta dei uma fraquejada e veio mulher”. Várias outras declarações do então candidato a presidente eram claramente contrárias às mulheres, entre elas lamentando o prejuízo dos patrões quando contratam mulheres que depois engravidam. Mesmo assim, em pesquisa Ibope às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, 41% das mulheres pretendiam votar em Bolsonaro e 44% em Haddad. O que mostra um lado positivo, pois havia uma maioria de mulheres conscientes de quem lhes seria mais favorável. Mas, as 41% por Bolsonaro indicavam que a ascensão das mulheres depende muito da própria consciência e mobilização das mulheres pelos seus direitos de igualdade.

 

SÃO PAULO TEM A MAIOR DESIGUALDADE SALARIAL ENTRE HOMENS E MULHERES DO BRASIL

No Brasil, segundo os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, mulheres ganham, em média, 75,4% do que os homens ganham. A maior disparidade foi registrada em São Paulo, onde as mulheres recebem 65,8% do que os homens recebem. Nos cargos de direção, as diretoras de empresas muitas vezes recebem metade do salário dos diretores. E nosso atual presidente da República tem um passado de famosas declarações depreciativas e negativas sobre mulheres.

 

REFORMA DA PREVIDÊNCIA DE BOLSONARO PREJUDICA MAIS AS MULHERES

As mulheres serão as mais prejudicadas com a nova reforma da Previdência se a proposta apresentada por Jair Bolsonaro for aprovada pelo Congresso Nacional. Hoje, uma mulher recebe o benefício integral ao completar 30 anos de contribuição e 60 anos de idade. Na nova proposta, ela terá que contribuir por 40 anos para receber o benefício integral e não poderá se aposentar (nem com benefício parcial) antes dos 62 anos, pois não existirá mais a aposentadoria por tempo de contribuição.

 

 

 

 

 

 

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