FIQUE LIGADO: PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE AVANÇA EM GUARULHOS, VOLTA A POLÊMICA SOBRE ARMAS COM MASSACRE EM ESCOLA E MAIS NOTÍCIAS

March 14, 2019

PREFEITURA DE GUARULHOS CONTINUA PRIVATIZANDO A SAÚDE

Uma análise dos gastos da Prefeitura de Guarulhos no período de um ano mostra que a atual gestão decidiu privatizar cada vez mais o serviço público de saúde. E o resultado evidente da privatização foi a perda de qualidade no atendimento. Na área hospitalar, por exemplo, os gastos com empresas terceirizadas subiram 60% no último ano. Por sua vez, os gastos com pessoal concursado e próprio da Prefeitura foram reduzidos. O gasto foi 38% menor com médicos contratados temporariamente pela própria Prefeitura. E cortou em 38% as horas-extras de seus funcionários. Subiu em 34% o gasto com indenizações por dispensa de pessoal. Considerando todo pessoal concursado da área da saúde, a Prefeitura reduziu seus gastos em 4% no ano. Em sentido contrário ao restante da Prefeitura onde a despesa com pessoal subiu acima de 7%. Ficou estacionado o apoio da Prefeitura a hospitais já consolidados que atendem pelo SUS. Os repasses para a Maternidade JJM e para o hospital Stella Maris, descontada a inflação, ficaram na mesma situação que no ano anterior.

 

PREFEITURA DE GUARULHOS REDUZIU EM 38% GASTOS COM MATERIAIS DE SAÚDE

A constante falta de materiais essenciais ao atendimento médico, de enfermagem e odontológico é explicada pela redução em 38% dos gastos da Prefeitura de Guarulhos se comparados 2018 com 2017, ano em que já estava carente a disponibilidade destes materiais. Na manutenção das unidades de saúde, que tem sofrido problemas evidentes, a redução dos gastos dói de 59% em um ano. E os gastos com compra e manutenção de equipamentos foram reduzidos em 74%. O único gasto que cresceu em face da pressão popular foi com  remédios: 8% a mais, o que dá um pequeno crescimento, se descontada a inflação, e considerada a crise que marcou todo o ano anterior a 2018, quando a nova administração, por inexperiência, nem conseguia realizar as compras mínimas que pretendia.

 

ATENDIMENTO MÉDICO PRECÁRIO CAUSA MORTE DE PACIENTE DE 31 ANOS

A irmã de um jovem de 31 anos resolveu entrar com representação no Ministério Público acusando médicos de clínica privada e do Hospital Municipal de Urgências de Guarulhos (HMU) de terem negligenciado no atendimento do irmão que veio a morrer. Primeiro, uma médica da clínica privada Dr. Consulta diagnosticou problema cardíaco e o orientou a fazer exames e ir para casa. Receitou remédio que, em lugar de melhorar, agravou a saúde do jovem. Levado ao HMU no dia seguinte, um segundo médico diagnosticou que ele tivera infarto. Mas, o dispensou para retornar à casa, sem prescrever medicação. Voltando a passar mal, o jovem foi mais uma vez levado ao HMU. Um terceiro médico discordou do diagnóstico anterior e identificou ansiedade, receitando um calmante ao doente. Em casa novamente, com fortes dores no peito, foi levado desta vez ao Hospital Geral do Cecap, onde um quarto médico voltou a admitir o diagnóstico de infarto e o internou, onde após dois dias o jovem veio a morrer após paradas cardíacas. O vaivém entre a primeira consulta e a morte demorou dez dias.

 

ASSASSINOS DA ESCOLA DE SUZANO SE INSPIRARAM EM MASSACRES NOS ESTADOS UNIDOS

Os assassinos do massacre da escola Raul Brasil em Suzano se inspiraram nos massacres que periodicamente ocorrem nos Estados Unidos. Nesta busca de imitação se igualam à nova cúpula do governo federal e seus mais ardorosos defensores no Congresso e nas mídias sociais que também se inspiram na tradição norte-americana para a venda livre de armas. Ambos os lados adotam os Estados Unidos como modelo. E não adotam melhores modelos como o do Japão, onde a proibição de venda de armas é rigorosa e secular. Nos Estados Unidos, o lobby da indústria de armas impede que sejam feitas restrições que vigoram ainda no Brasil. O capitalismo selvagem armamentista quer abrir o mercado brasileiro às armas. E nisso conta com o apoio do presidente da República, de seus filhos e de seus mais fiéis seguidores. A tragédia de Suzano, da  manhã desta quarta-feira (13), quando dois ex-alunos da escola estadual, entraram armados e mataram cinco alunos e duas funcionárias, feriram outras 11 pessoas na escola e depois se mataram. Esse massacre chocou o país e colocou em debate a facilitação do acesso às armas defendida pelo atual presidente do Brasil.

 

ARMAMENTISTAS TENTAM SE DEFENDER: FILHO DO PRESIDENTE COMPARA ARMAS DE FOGO COM PEDRAS

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), comentou o massacre de Suzano, defendendo a facilitação da posse de armas. Valendo-se do argumento de que para matar pode-se usar arma, pistola, faca, pedras. O que o filho do presidente não comenta é que armas de fogo tem como uso final matar pessoas. É para isso que são fabricadas. Também não comenta que dificilmente os dois jovens em Suzano teriam assassinado 10 pessoas se estivessem armados apenas com facas e pedras. Outro que veio em defesa das armas é o senador Major Olímpio (PSL-SP). Ele quer armar funcionários e professores das escolas, transformando-os todos em polícias. Nos Estados Unidos, onde a compra e posse de armas é livre, sempre foram policiais que ao final conseguiram eliminar os atiradores nos diversos massacres lá ocorridos. Este tipo de assassino sempre se vale da surpresa, contra a qual pouco ajuda ter um arsenal guardado na escola, na universidade, na igreja, no supermercado.

 

 

 

 

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