FIQUE LIGADO: CONSELHO DE SAÚDE NÃO APROVA AS CONTAS DA PREFEITURA, MERCADO DE TRABALHO FORMAL EM GUARULHOS REVELA PREDOMÍNIO DO SETOR DE SERVIÇOS E DESIGUALDADE DE GÊNERO E MAIS NOTÍCIAS

March 21, 2019

EM GUARULHOS CONSELHO DE SAÚDE NÃO APROVA AS CONTAS DA PREFEITURA

A Prefeitura de Guarulhos não conseguiu aprovar suas contas de 2018 no Conselho Municipal de Saúde. Por 19 votos a 8, as contas da Secretaria da Saúde foram rejeitadas. Os oito votos favoráveis são de representantes da Prefeitura no Conselho. O argumento básico para a desaprovação foi que a eficiência da gestão nesta área está desconforme com o enorme volume de recursos a ela destinados. Segundo conselheiros e conselheiras foram motivos da rejeição: a crise constante do HMU, da Policlínica Paraventi, e de outras unidades de saúde; o fechamento do PA Paraíso; a falta de médicos em pronto atendimentos, em UBSs, em especialidades; a falta de medicamentos, insumos e de equipamentos. Os balanços da Prefeitura para o ano de 2018 tem mostrado o gasto de 1 bilhão e 58 milhões que corresponde a 26% da despesa total da Prefeitura. A rejeição das contas pelo Conselho pode repercutir no julgamento das contas anuais do município no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

 

MERCADO DE TRABALHO FORMAL DAS MULHERES EM GUARULHOS REVELA PREDOMÍNIO DO SETOR DE SERVIÇOS E DESIGUALDADE DE GÊNERO

De acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Guarulhos fechou 2018 com cerca de 325 mil postos de emprego formal, desses, apenas 130 mil ocupados por mulheres (40,2%). A maior parte dessas mulheres (45%) estavam no setor de serviços, que paga salários mais baixos. Outras 17% atuam na indústria de transformação e 10% na administração pública, áreas em que a massa salarial é mais elevada. Esse novo cenário do mundo do trabalho em que o setor de serviços é de longe o maior empregador tem rebaixado a renda das famílias e ampliado a desigualdade social em Guarulhos (como em todo Brasil). Em dezembro de 2018, em Guarulhos, o salário médio do estoque de empregos formais foi estimado em R$ 2.999,40, sendo R$ 3.200 para os homens e R$ 2.700 para as mulheres, mostrando forte desigualdade de gênero no mercado de trabalho do município.

 

NO BRASIL 16 MILHÕES DE FAMÍLIAS NÃO TÊM NINGUÉM TRABALHANDO

O total de residências onde moram as famílias no Brasil é de 72 milhões. Destas, 16 milhões tem todos os seus membros sem trabalho. São dados do governo federal organizados pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) a partir de estatísticas dos últimos quatro meses do ano passado. A divulgação foi nesta quarta (20). Uma parte destes domicílios é salva pelas aposentadorias. O maior programa social do Brasil, que a reforma da Previdência procura reduzir. Este número de domicílios sem trabalho aumentou cerca de 4 milhões desde 2013. O que mostra que, além de o desemprego ser estrutural na sociedade brasileira, ele se agravou na crise econômica, principalmente desde 2016. O problema é que os governos federal, estadual e municipal, vêm cortando verbas e programas de apoio social nesta hora.

 

A MAIOR PARTE DAS FAMÍLIAS COM TRABALHO TEVE REDUÇÃO DA RENDA

Segundo o IPEA, além das 16 milhões de domicílios sem trabalho, outras 22 milhões de famílias têm que viver no Brasil com renda mensal abaixo de R$ 1.600. Isto significa que mais da metade das famílias brasileiras são muito pobres ou simplesmente pobres. A crise afetou principalmente as famílias dos menos escolarizados, que já tinham os menores salários.  Ainda segundo o IPEA, a desigualdade de renda vem aumentando principalmente a partir de 2016 (governo Temer). Porque as famílias pobres vão perdendo renda e as famílias ricas mantendo ou aumentando sua renda. A pesquisa mostrou que o número de famílias com renda acima de 16 mil reais cresceu no mesmo período, na contramão do que aconteceu com os pobres.

 

APROVAÇÃO DE BOLSONARO CAI 15 PONTOS EM MENOS DE 3 MESES

Em menos de 3 meses de governo, Bolsonaro caiu 30% em sua avaliação de ótimo e bom. Uma pesquisa Ibope realizada entre 16 a 19 deste mês de março mostra uma queda de 15 pontos percentuais na avaliação de "ótimo ou bom", que foi dos 49% aferidos em janeiro para 34%. A aprovação é a pior para um presidente da República em primeiro mandato desde a redemocratização em 1985. Os 34% de ótimo/bom de Bolsonaro equivalem à taxa de José Sarney em março de 1987, quando haviam decorrido dois anos de mandato do primeiro presidente civil depois do golpe de 1964. Fernando Collor precisou de nove meses e do confisco das contas correntes e da poupança para chegar onde Bolsonaro chegou em três meses.

 

CONFIANÇA NO PRESIDENTE TAMBÉM CAIU, SOBRETUDO NAS GRANDES CIDADES

Outro índice que caiu desde o início do Governo é o de confiança em Bolsonaro: foi de 62% de confiança para 49%. Quem mais desconfia do presidente são os nordestinos e os moradores das grandes cidades. Entre estes, a desconfiança é majoritária: 53% não confiam nele. Delineia-se um cenário complicado para Bolsonaro, porque os movimentos de opinião pública costumam migrar das capitais para o interior, e não o contrário. Além disso, foram nas grandes cidades que Bolsonaro obteve seus resultados mais expressivos nas eleições de 2018.

 

REFORMA DA PREVIDÊNCIA DOS MILITARES PROMETE CORTAR 97 BI SE PLANO DE CARREIRA QUE CUSTA 87 BI FOR APROVADO

A reforma da previdência do governo Bolsonaro para os militares vem amarrada com um projeto chamado pelo Ministério da Defesa de Projeto de Lei de Reestruturação das Forças Armadas. Na prática, o projeto encaminhado para o Legislativo se propõe a economizar 97 bilhões de reais em dez anos com a mudança no sistema de proteção social dos militares (o equivalente à Previdência deles). Porém, compromete-se a gastar 87 bilhões de reais na reestrutura da carreira dos militares. Isso inclui dobrar a ajuda de custo para quando o militar se aposenta, cria gratificações e adicionais que variam de 5% a 32% do soldo (o salário deles). O assessor especial da Defesa, general Eduardo Garrido, tentou justificar essa situação, vista como engodo por diversos políticos e jornalistas, com o seguinte argumento: “Existe uma espécie de contrato dos militares em que nós nos colocamos à disposição do Estado 24 horas por dia, fazemos um juramento de sacrifício de nossa própria vida”.

 

RODRIGO MAIA CHAMA MORO DE FUNCIONÁRIO DE BOLSONARO

O WhatsApp é realmente uma plataforma que produz conflitos. O ministro da Justiça (e ex-super juiz) Sérgio Moro enviou uma mensagem para o presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia, cobrando mais celeridade na aprovação de seu pacote de segurança. Eram 23:50 horas de terça-feira (19) e, na mensagem, Moro teria acusado o deputado do DEM de descumprir um acordo. Perguntado sobre as pressões do ministro da Justiça, Maia respondeu: “o funcionário do presidente Bolsonaro? Ele conversa com o presidente Bolsonaro e, se o presidente Bolsonaro quiser, ele conversa comigo. Eu fiz aquilo que eu acho correto (sobre a proposta de Moro). O projeto é importante, aliás, ele está copiando o projeto direto do ministro Alexandre de Moraes. É um copia e cola. Não tem nenhuma novidade, poucas novidades no projeto dele.”

 

PRISÃO DO EX-PRESIDENTE TEMER MOSTRA COMO OS GOLPES DE ESTADO COMEM SEUS PROTAGONISTAS

Com a prisão nesta quinta (21) do ex-presidente Temer, continua o espetáculo do combate à corrupção para esconder os verdadeiros objetivos do golpe de estado que derrubou a presidente Dilma e impediu o ex-presidente Lula de ser candidato. Os objetivos principais são: a reforma da Previdência, que vai garfar 1 trilhão de reais do povo em dez anos; a reforma trabalhista, que precariza os direitos e reduz a renda da população; a redução dos recursos estatais para saúde, educação e assistência social; a venda aos estrangeiros das estatais brasileiras e dos campos de petróleo; a submissão completa aos Estados Unidos. Como é comum nos golpes de estado, aos poucos eles vão destruindo seus atores. Começou com o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, atualmente preso. Continuou com Aécio Neves ainda solto, mas desmoralizado. Com a traição ao Alckmin na campanha presidencial. Com a prisão dos governadores do Paraná, Beto Richa, e de Goiás, Marconi Perillo, ambos do PSDB. Com a prisão de ministros de Temer. E agora com cadeia para o ex-presidente. Bolsonaro que se cuide, pois chegará também a sua vez.  

 

 

  

 

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