FIQUE LIGADO: MOTORISTAS DE ÔNIBUS DE GUARULHOS PROMETEM GREVE NA SEXTA (10), GOVERNO BOLSONARO CORTA 35% DAS VERBAS DE CUSTEIO E INVESTIMENTO DA UNIFESP

May 7, 2019

MOTORISTAS DE ÔNIBUS DE GUARULHOS PROMETEM GREVE NA SEXTA (10)

Numa assembleia na rua do Sindicato, cerca de 3 mil motoristas das empresas de ônibus municipais e intermunicipais de Guarulhos aprovaram a decretação de greve para sexta (10). Foi rejeitada a proposta patronal de 4% de reajuste nos salários, e extensivo ao reajuste do vale-refeição, da cesta básica e qualquer outro benefício mensurável em reais. Foi rejeitada também a proposta da criação de um banco de horas, que substitui o pagamento de horas-extras pelo sistema em que o excesso de horas num dia é compensado pela redução de horas em outro dia.  A insatisfação se manifestou também na decisão das empresas de não pagar este ano a PLR (participação nos lucros e resultados), que rendeu para cada trabalhador ou trabalhadora R$ 1.300,00 no ano passado. Cerca de noventa por cento dos participantes da assembleia eram do turno da manhã e já haviam concluído sua jornada. Os outros 10% interromperam seu serviço durante a assembleia e voltaram depois ao trabalho. Assim, por breves horas, a frota de ônibus teve redução nas ruas.

 

GOVERNO BOLSONARO CORTA 35% DAS VERBAS DE CUSTEIO E INVESTIMENTO DA UNIFESP

Desde 2014 a Universidade Federal do Estado de São Paulo, a Unifesp, que tem 4 mil alunos em Guarulhos, está sofrendo cortes em seu orçamento. O novo e maior corte agora anunciado pelo MEC congela 35% dos recursos destinados ao custeio, conservação e investimentos neste ano de 2019. Desde 2014, a Unifesp havia perdido 15% de seu orçamento. Agora a defasagem pode chegar a 50%. Se mantido o corte de recursos, a Universidade terá que demitir grande parte dos mil trabalhadores terceirizados que, em suas diversas instalações no estado, prestam serviços de limpeza, vigilância, manutenção. Será afetada também a compra ou manutenção de equipamentos. Terá prejuízos a compra de insumos para as pesquisas e a compra de livros. Várias pesquisas precisarão ser paralisadas. O governo federal anunciou corte de 30% para todas as universidades federais. Mas na Unifesp o corte é maior.

 

UNIFESP CONQUISTOU O PRIMEIRO LUGAR NO BRASIL EM SAÚDE E PROMOÇÃO DO BEM-ESTAR

A Unifesp está entre as 10 melhores universidades brasileiras em pesquisa científica.   É campeã no Brasil em pesquisas médicas. Por exemplo, pesquisas para tratamento de HIV, sobre o câncer, sobre a longevidade das pessoas, sobre doenças infecciosas, sobre os efeitos do consumo do álcool. Os resultados de suas pesquisas lhe dão o primeiro lugar nas citações de seus resultados por outros pesquisadores no país. Em qualidade da Educação ocupa o segundo lugar entre as universidades brasileiras. Nas áreas de pesquisa tem 1.600 professores e 5.900 alunos e alunas em pós-graduação, mestrado e doutorado. Os cortes de recursos podem comprometer várias destas pesquisas.

 

DIA 15 DE MAIO SERÁ O DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA OS CORTES DE RECURSOS PARA EDUCAÇÃO

Como a drástica redução de recursos atinge todas as instituições públicas de ensino superior no Brasil e todos os centros federais tecnológicos, professores, professoras, alunos e alunas, entidades da educação, sindicatos, marcaram o dia 15 de maio como Dia Nacional de Protesto contra o corte de verbas que são essenciais ao funcionamento destas instituições. Além disso, foi formada na Câmara e Senado uma Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas. Manifestos, entrevistas, outros protestos estão sendo realizados em todo o país. Todos os níveis da educação terminam prejudicados, pois já ocorre a redução de repasses federais para o ensino básico, o Fundeb.  

 

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS CRESCE EM MARÇO

Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em março de 2019, quase 63% das famílias tinham dívidas, em atraso ou não. Esse é o terceiro mês consecutivo de alta do indicador e o maior patamar desde setembro de 2015. A cifra de endividamento é um indicador que mostra quanto dinheiro as famílias tem para gastar. Se é alta, quer dizer que sobra menos para o consumo,  que é um dos fatores mais importantes para ajudar na retomada da economia como um todo. A isso, soma-se que a produção industrial caiu 6,1% em 12 meses e que o governo Bolsonaro decidiu fazer cortes profundos nos gastos públicos. Sem o motor do consumo das famílias, dos gastos públicos e da indústria de transformação, temos um cenário que indica que a economia brasileira vai caminhar mal ao longo de 2019.

 

 

 

 

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