FIQUE LIGADO: MOTORISTAS DE ÔNIBUS DE GUARULHOS PROMETEM GREVE NA SEXTA (10), GOVERNO BOLSONARO CORT

MOTORISTAS DE ÔNIBUS DE GUARULHOS PROMETEM GREVE NA SEXTA (10)

Numa assembleia na rua do Sindicato, cerca de 3 mil motoristas das empresas de ônibus municipais e intermunicipais de Guarulhos aprovaram a decretação de greve para sexta (10). Foi rejeitada a proposta patronal de 4% de reajuste nos salários, e extensivo ao reajuste do vale-refeição, da cesta básica e qualquer outro benefício mensurável em reais. Foi rejeitada também a proposta da criação de um banco de horas, que substitui o pagamento de horas-extras pelo sistema em que o excesso de horas num dia é compensado pela redução de horas em outro dia. A insatisfação se manifestou também na decisão das empresas de não pagar este ano a PLR (participação nos lucros e resultados), que rendeu para cada trabalhador ou trabalhadora R$ 1.300,00 no ano passado. Cerca de noventa por cento dos participantes da assembleia eram do turno da manhã e já haviam concluído sua jornada. Os outros 10% interromperam seu serviço durante a assembleia e voltaram depois ao trabalho. Assim, por breves horas, a frota de ônibus teve redução nas ruas.

GOVERNO BOLSONARO CORTA 35% DAS VERBAS DE CUSTEIO E INVESTIMENTO DA UNIFESP

Desde 2014 a Universidade Federal do Estado de São Paulo, a Unifesp, que tem 4 mil alunos em Guarulhos, está sofrendo cortes em seu orçamento. O novo e maior corte agora anunciado pelo MEC congela 35% dos recursos destinados ao custeio, conservação e investimentos neste ano de 2019. Desde 2014, a Unifesp havia perdido 15% de seu orçamento. Agora a defasagem pode chegar a 50%. Se mantido o corte de recursos, a Universidade terá que demitir grande parte dos mil trabalhadores terceirizados que, em suas diversas instalações no estado, prestam serviços de limpeza, vigilância, manutenção. Será afetada também a compra ou manutenção de equipamentos. Terá prejuízos a compra de insumos para as pesquisas e a compra de livros. Várias pesquisas precisarão ser paralisadas. O governo federal anunciou corte de 30% para todas as universidades federais. Mas na Unifesp o corte é maior.

UNIFESP CONQUISTOU O PRIMEIRO LUGAR NO BRASIL EM SAÚDE E PROMOÇÃO DO BEM-ESTAR

A Unifesp está entre as 10 melhores universidades brasileiras em pesquisa científica. É campeã no Brasil em pesquisas médicas. Por exemplo, pesquisas para tratamento de HIV, sobre o câncer, sobre a longevidade das pessoas, sobre doenças infecciosas, sobre os efeitos do consumo do álcool. Os resultados de suas pesquisas lhe dão o primeiro lugar nas citações de seus resultados por outros pesquisadores no país. Em qualidade da Educação ocupa o segundo lugar entre as universidades brasileiras. Nas áreas de pesquisa tem 1.600 professores e 5.900 alunos e alunas em pós-graduação, mestrado e doutorado. Os cortes de recursos podem comprometer várias destas pesquisas.

DIA 15 DE MAIO SERÁ O DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA OS CORTES DE RECURSOS PARA EDUCAÇÃO

Como a drástica redução de recursos atinge todas as instituições públicas de ensino superior no Brasil e todos os centros federais tecnológicos, professores, professoras, alunos e alunas, entidades da educação, sindicatos, marcaram o dia 15 de maio como Dia Nacional de Protesto contra o corte de verbas que são essenciais ao funcionamento destas instituições. Além disso, foi formada na Câmara e Senado uma Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas. Manifestos, entrevistas, outros protestos estão sendo realizados em todo o país. Todos os níveis da educação terminam prejudicados, pois já ocorre a redução de repasses federais para o ensino básico, o Fundeb.

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS CRESCE EM MARÇO

Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em março de 2019, quase 63% das famílias tinham dívidas, em atraso ou não. Esse é o terceiro mês consecutivo de alta do indicador e o maior patamar desde setembro de 2015. A cifra de endividamento é um indicador que mostra quanto dinheiro as famílias tem para gastar. Se é alta, quer dizer que sobra menos para o consumo, que é um dos fatores mais importantes para ajudar na retomada da economia como um todo. A isso, soma-se que a produção industrial caiu 6,1% em 12 meses e que o governo Bolsonaro decidiu fazer cortes profundos nos gastos públicos. Sem o motor do consumo das famílias, dos gastos públicos e da indústria de transformação, temos um cenário que indica que a economia brasileira vai caminhar mal ao longo de 2019.


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