FIQUE LIGADO: COMISSÃO DE VEREADORES É BARRADA NA PERÍCIA TÉCNICA DO ATERRO DE GUARULHOS, OBRA PARADA HÁ DOIS ANOS EM GUARULHOS IMPEDE ACESSO À DUTRA E MAIS NOTÍCIAS

May 20, 2019

 

 

VEREADORES DE GUARULHOS IMPEDIDOS DE FISCALIZAR ATERRO DO LIXO PERTENCENTE À PREFEITURA

Depois de mais de 140 dias do deslizamento do aterro do lixo de Guarulhos, finalmente o Judiciário enviou perícia técnica nesta segunda (20) para identificar os motivos e apontar os responsáveis deste desastre que aconteceu em 28 de dezembro. Como uma das funções básicas do Poder Legislativo é fiscalizar, duas vereadoras e um vereador de Guarulhos se dirigiram na manhã desta segunda (20) ao aterro do lixo da cidade paralisado há 5 meses após desabamento para acompanhar a perícia em área de propriedade do município. No entanto, foram impedidos de entrar no aterro pela empresa Proactiva que, contratada pela Prefeitura, administra o local. As vereadoras Janete Pietá e Sandra Gileno, e o vereador José Luiz Guimarães, pretendiam acompanhar perícia técnica que nesta segunda foi avaliar a situação do aterro e as causas do desabamento de parte dele. A empresa Proactiva já gerenciava o local quando do desastre no final de dezembro. Mas continua contratada e remunerada pela Prefeitura para cuidar do aterro que deixou desabar. Ela pertence ao mesmo grupo francês que controla o aterro da Capital onde está sendo depositado agora o lixo de Guarulhos. A Prefeitura tem uma dupla despesa que gera ganhos para o mesmo grupo privado: paga para depositar o lixo no aterro da Capital, e paga para a empresa que administra o seu aterro por ora desativado.

 

OBRAS PARADAS EM GUARULHOS PREJUDICAM ACESSO À DUTRA E ENTRADA EM GUARULHOS

Duas obras paradas dificultam o acesso à Via Dutra. A primeira, uma obra de drenagem parada há pelo menos dois anos na região da Ponte Grande, próximo ao encontro da Av. Guarulhos com a rodovia Presidente Dutra, onde existe uma loja da C&C, está interditando tanto o acesso a Guarulhos de veículos que vêm de São Paulo, quanto o acesso à Dutra de quem vem da Ponte Grande. A prefeitura diz que a obra é de responsabilidade da empresa, embora se trate de via pública municipal, Rua Soldado Antonio Martins de Oliveira. Quando se instalou a C&C no local houve um acordo para que a empresa fizesse a obra, o que ocorreu há cerca de 15 anos. Agora a empresa alega que sua parte já foi feita à época. A outra obra parada fica mais adiante na marginal da Via Dutra sentido Cumbica e Bonsucesso e se arrasta há dois meses sem solução. O desabamento das margens do córrego após a ponte Cidade de Guarulhos estreitou para uma só faixa a pista, agravando o crônico engarrafamento da marginal da Dutra. A disputa de quem deve dar solução neste caso está entre a NovaDutra e a Prefeitura.  

 

BALANÇO DA UNIFESP MOSTRA ALTA QUALIDADE E ALTA PRODUTIVIDADE DA INSTITUIÇÃO

A Universidade Federal de São Paulo, Unifesp,  divulgou, neste momento em que o governo anuncia cortes de verbas, que os cursos que oferece receberam os conceitos máximos de avaliação de qualidade pelo Ministério da Educação. Em Guarulhos, a Unifesp oferece 8 cursos de graduação nos departamentos de Letras, História, Ciências Sociais, Pedagogia, e Filosofia. Além de pesquisadores e especialistas, nestes cursos prioritariamente são formados professores para a Educação Básica, da educação infantil ao ensino médio, da gestão escolar à coordenação pedagógica. Os cursos são todos presenciais e gratuitos. O acesso a eles se dá através das provas do Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM. Em menos de uma década, a Unifesp já formou 1.797 professores para os diferentes níveis da educação básica. Dos formados em Pedagogia na Unifesp, 72% estão na rede pública. A Unifesp tem um programa de residência pedagógica que consiste na imersão dos formandos em escolas públicas, de tal modo que a teoria se complementa pela prática, fortalecendo a qualidade dos profissionais depois de formados. O corte de verbas anunciado pelo governo federal, contra o qual se mobilizaram no país mais de um milhão de pessoas na semana passada põe em risco a qualidade e o número de profissionais da Educação formados pela Unifesp, como põe em risco universidades públicas federais dos mais diversos ramos do conhecimento e da pesquisa no Brasil inteiro. 

 

DESIGUALDADE NA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA CONTINUA EM ALTA NO BRASIL, A MAIOR EM 7 ANOS

A desigualdade da renda no Brasil cresceu nos primeiros meses de 2019. Atingiu neste ano o maior índice de desigualdade, considerados os últimos 7 anos em que começou esta metodologia usada para avaliar as diferenças econômicas e sociais no Brasil.  O levantamento divulgado nesta semana é feito pela Fundação Getúlio Vargas. O grande desemprego que afeta cerca de 13 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, mais 5 milhões que desistiram de procurar emprego, mais a multidão subaproveitada, mais a precarização produzida pela reforma trabalhista e a redução de investimento público em programas sociais, são parte da explicação desse aumento da desigualdade na distribuição de renda. Alguma melhora nas ofertas de emprego no período recente só tem ocorrido para pessoas com melhor qualificação e experiência profissional, o que contribui para a ampliação da desigualdade.

 

NENHUM SETOR PRODUTIVO DA ECONOMIA BRASILEIRA VOLTOU AO PATAMAR DE CINCO ANOS ATRÁS

Completa 5 anos a recessão da economia brasileira, podendo cair ainda mais no que se chama depressão da economia. Nenhum setor produtivo consegue produzir ou faturar o que obtinha antes da crise. A construção civil está 27% abaixo do que faturava no início de 2014. A indústria está beirando 17% abaixo de seu desempenho naquela época, e os serviços beirando 12% abaixo, enquanto o comércio está a quase 6% inferior ao que faturava no início de 2014. Os bancos não entram nesta conta porque continuaram expandindo seus lucros. Estes são resultados de estudos de economistas do chamado “mercado”. Para Afonso Celso Pastore, um economista ex-presidente do Banco Central, a economia do país já passou da recessão para a depressão. Para ele, se no ano que vem a economia começar a crescer 2% (neste ano talvez não chegue a 1%) só em 2026 a economia no Brasil voltaria aos níveis do final de 2013, portanto 13 anos atrás.

 

 

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