FIQUE LIGADO: ALTA ROTATIVIDADE DE EMPREGO COM CARTEIRA ASSINADA EM ABRIL EM GUARULHOS, CRISE NO ATENDIMENTO DO PA ALVORADA NESTE DOMINGO EM GUARULHOS E MAIS NOTÍCIAS

May 27, 2019

ALTA ROTATIVIDADE DE EMPREGO COM CARTEIRA ASSINADA EM ABRIL EM GUARULHOS

Durante o mês de abril, o número de pessoas admitidas e demitidas em Guarulhos em empregos com carteira assinada superou 9 mil. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério da Economia (Caged) divulgado na última sexta (24), foram admitidas 9.546 pessoas e demitidas 9.308. Aquilo que pode se comemorar como saldo positivo de 238 admissões, ao mesmo tempo é de lamentar quem passa à categoria de desempregado. De janeiro a abril de 2019, foram demitidos 36.890 trabalhadores e trabalhadoras e admitidos 38.160. O saldo foi positivo de 1.270. O saldo positivo se deveu aos serviços e ao comércio.

 

NO MÊS DE ABRIL, O COMÉRCIO FOI O RESPONSÁVEL POR UM SALDO POSITIVO DE ADMISSÕES EM GUARULHOS

Foram 521 admissões a mais do que demissões no comércio em Guarulhos no mês de abril, segundo o Caged. Foi uma parcial recuperação da queda de empregos neste setor ocorrida em março, quando o número de empregados reduziu em 224. No entanto, em todos os outros setores da economia privada, o saldo de abril foi negativo, de tal modo que o resultado final foi de apenas 238 admissões a mais. O drama é que a indústria, que paga mais, e a construção civil, continuaram regredindo em empregos.  Somadas as duas foram 198 empregos a menos. Outra novidade ruim é que o setor de serviços, que vinha no ano passado garantindo um leve crescimento no número de empregados caiu em abril: mais demitidos do que demitidos também neste setor que era dinâmico.

 

CRISE NO ATENDIMENTO DO PA ALVORADA NESTE DOMINGO EM GUARULHOS

Em Guarulhos, no Pronto Atendimento do Alvorada, região Pimentas, chegava a mais de 8 horas a espera para as pessoas com problemas de saúde serem atendidas neste domingo (26). A falta de profissionais e médicos naquele PA repercutiu no Pronto Atendimento Maria Dirce que, vizinho, fica no outro lado da Via Dutra. Lá também se ajuntava muita gente em busca de atendimento, pois muitas pessoas desistiam de esperar no PA Alvorada e tentavam na unidade de saúde mais próxima. A pressão dos usuários sobre os profissionais de saúde era muito grande, levando a desentendimentos entre usuários e funcionários.

 

NESTA SEGUNDA, A JUSTIÇA DO TRABALHO TENTA ACORDO SOBRE A GREVE NA PREFEITURA DE GUARULHOS

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT), nesta tarde de segunda (27) tenta conciliar as partes: Sindicato dos Trabalhadores (STAP) e Prefeitura de Guarulhos. A greve é parcial e vai par conciliação tanto no TRT, para os trabalhadores celetistas, como no Tribunal de Justiça para os estatutários (regime próprio que vai engrossar com 12 mil celetistas que mudam de regime). O Tribunal de Justiça (TJ) marcou a audiência de conciliação para o dia 30, e por isso o Fique ligado de sexta (24) anunciou que só no dia 30 seria fechada a tentativa de conciliação. Os resultados desta segunda no TRT, não foram satisfatórios para a categoria. Em assembleia nesta tarde na Praça Getúlio Vargas a decisão do funcionalismo foi recusar a proposta do TRT de reajuste de 1,25% em maio e 1,25% em setembro, e foi aprovada a continuidade da greve.

 

MANIFESTAÇÕES DE APOIO A BOLSONARO DESTE DOMINGO FORAM MENORES QUE ATOS EM DEFESA DA EDUCAÇÃO DE 15 DE MAIO, MAS NÃO FORAM UM FIASCO

A extrema-direita bolsonarista buscou exibir força neste domingo (26), e saiu às ruas em 156 cidades dos 26 estados brasileiros, segundo a contabilidade do portal G1 (não foi feita uma contabilidade por autoridades oficiais, como a Polícia Militar, e nem por organizadores das manifestações). A pauta foi a defesa do governo Bolsonaro e um ataque feroz àqueles vistos como seus inimigos o Congresso Nacional (em especial o presidente da Câmara Rodrigo Maia), o STF e os partidos e movimentos sociais em defesa da educação e contra a reforma da Previdência. Essas manifestações foram bem menores que as marchas em defesa da educação, que levaram milhões de pessoas às ruas de 222 cidades brasileiras.  No entanto, estão longe de terem sido um fiasco e, sobretudo em grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campinas e Maceió, mostrou que o projeto autoritário do atual governo tem um significativo apoio popular.

 

NA PAULISTA, PREDOMÍNIO DE BRANCOS DE CLASSE MÉDIA E POUCOS JOVENS

Na Paulista, a concentração para o ato em defesa do governo Bolsonaro teve início por volta das 15 horas e, lá pelas 17 horas, as quatro quadras da avenida entre a alameda Rocha Azevedo e a rua Professor Otávio Mendes, estavam tomadas por pessoas usando verde amarelo. Diferente das grandes manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff, havia uma quase ausência de jovens nas manifestações deste domingo em São Paulo. Quase todos com idade acima de 30 anos, muitos idosos, quase a totalidade de pessoas brancas e de classe média. Nos cartazes e nas falas, muita demonstração de ódio aos movimentos de esquerda, ao Congresso Nacional e ao STF, vistos como instituições que atrapalham os projetos do executivo.  Buscando reforçar essa ideia, Bolsonaro declarou que a “manifestação espontânea” era um recado “para aqueles que, com suas velhas práticas, não deixam que o povo se liberte”.

 

NO BRASIL, MAIS DE 200 MIL LOJAS DE VAREJO FECHARAM NOS ÚLTIMOS 5 ANOS

A crise econômica e o avanço das grandes corporações de atacado e varejo resultaram no fechamento de 215 mil lojas do comércio varejista no Brasil nos últimos cinco anos. Até parecia que em 2018 haveria uma mudança de tendências, pois perto de 5 mil novas lojas de varejo tinham sido abertas no ano passado. Havia a expectativa de que um novo governo faria a economia retomar. Acontece que a frustração com as perspectivas da economia no novo governo levou a uma estagnação até aqui em 2019, com uma tendência de voltar um novo ciclo de fechamento de lojas. As medidas do governo federal vão na linha de redução da renda do trabalho e de redução de programas sociais, com forte repercussão negativa na venda de mercadorias. O levantamento foi feito pela Confederação Nacional do Comércio, tomando como base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério da Economia. Portanto, são estudadas empresas formais que têm empregados registrado.

 

 

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