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FIQUE LIGADO: TERMINA COM DERROTA POLÍTICA DO PREFEITO A GREVE DOS SERVIDORES DE GUARULHOS, JUVENTUDE ESTUDANTIL É CONTRA AS PAUTAS DO GOVERNO BOLSONARO E MAIS NOTÍCIAS

May 31, 2019

TERMINA COM DERROTA POLÍTICA DO PREFEITO A GREVE DOS SERVIDORES DE GUARULHOS

Embora pelo acordo que concluiu a greve dos servidores de Guarulhos o reajuste salarial tenha ficado como originalmente a Prefeitura havia proposto, 1% em maio e meio por cento em setembro e novembro, a Prefeitura teve que ceder um abono de 80 reais por mês para quem ganha até R$ 2.502. O resultado financeiro beirou um empate, com leve vantagem para uma parte significativa dos servidores, os de mais baixa remuneração, com destaque para a presença maciça das cozinheiras. Mas o resultado político foi desfavorável para o prefeito. Ele contrariou a imagem que construiu quando vereador. Era um intransigente crítico dos reajustes apenas pela inflação. Ele defendia mais generosidade, que lhe faltou agora no comando da administração. Até abril de 2019 a inflação ficou em 4,94% nos doze meses. Mas o reajuste em maio é de 1%. A última proposta dos servidores públicos de Guarulhos era um reajuste de 3,5% de uma só vez em maio, abono de 100 reais para quem ganha até R$ 2.220, mais 10% de reajuste no vale refeição e vale alimentação. No acordo que terminou a greve o reajuste dos vales ficou em 5%.

 

ORÇAMENTO DA SAÚDE EM GUARULHOS PARA 2019 ESTÁ MENOR DO QUE 2018

A Prefeitura orçou os gastos com saúde para 2019 em 1 bilhão e 28 milhões de reais. No ano passado, porém, os gastos foram de 1 bilhão e 58 milhões. Se reajustados pela inflação significam 1 bilhão 110 milhões de reais. Para manter a performance do ano passado, de longe a área de principal crítica à atual administração, a Prefeitura terá que colocar mais em torno de 80 milhões de reais neste ano. Tem um problema: o governo federal está repassando menos do que deveria à Prefeitura. Nos quatro primeiros meses eram 84 milhões de reais esperados, mas só perto da metade foi paga, 43 milhões. O governo federal é responsável entre 20 e 24% dos recursos para o sistema público de saúde de Guarulhos. 

  

NESTA SEXTA À NOITE CIENTISTA SOCIAL EXPÕE MUDANÇAS ATUAIS NAS CLASSES TRABALHADORAS

Será às 19 horas desta sexta (31) no Sindicato dos Bancários, na Rua Paulo Lenk, Centro de Guarulhos, a palestra e debate com o professor Ricardo Antunes, da Unicamp, sobre as mudanças no mundo do trabalho na atualidade. Ele é especialista reconhecido neste tema muito importante para entender o Brasil e o mundo atual. Ricardo Antunes é doutor em Ciências Sociais. Seu livro mais recente trata do novo proletariado de serviços na era digital. A iniciativa do evento é da Frente Povo sem Medo, com apoio do Sindicato dos Bancários.

 

 

ATOS EM TODO O BRASIL CONTRA OS CORTES NA EDUCAÇÃO E A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Nesta quinta-feira (30), 126 cidades de todos os estados brasileiros tiveram atos em defesa da educação pública. Desta vez, o tema da educação dividiu espaço com a luta contra a reforma da Previdência e contra outros pontos da pauta política do governo Bolsonaro.  Em São Paulo, os organizadores estimaram uma participação de 300 mil pessoas, o Fique Ligado esteve no ato na Capital e acreditamos que com certeza participaram mais de 150 mil. Belo Horizonte reuniu 200 mil manifestantes, também segundo os organizadores do ato. Rio de Janeiro e Recife tiveram pelo menos 100 mil pessoas cada uma, as fotos das manifestações nestas duas cidades mostram que essa estimativa está muito próxima da realidade. Outras grandes manifestações aconteceram no Distrito Federal, Salvador, Belém e São Luís.

 

MARCHA NA CIDADE DE SÃO PAULO MOSTRA QUE A JUVENTUDE ESTUDANTIL É CONTRA AS PAUTAS DO GOVERNO BOLSONARO

Na capital paulista, a concentração para o ato começou por volta de 17h no Largo da Batata, bairro de Pinheiros, zona oeste. Por volta das 18 horas, o local já estava tomando pela multidão que já começava a marchar pela avenida Faria Lima em direção à avenida Paulista. Com toda certeza mais de 150 mil pessoas estavam presentes na manifestação, a grande maioria de jovens estudantes, outra forte presença de professores. Tinha também uma maior presença de militantes de partidos políticos e sindicatos, em comparação com o ato de 15 de maio. Além da pauta contra os cortes de gastos com a educação, a luta contra a reforma da Previdência e o descontentamento com o governo Bolsonaro estavam muito presentes em faixas, cartazes e gritos e palavras de ordem.

 

NOTA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO É MAIS UMA PEÇA DO PROJETO AUTORITÁRIO DO ATUAL GOVERNO

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta última quarta-feira (30), uma nota sobre as manifestações que aconteceram ao longo deste dia. Para a pasta, nenhuma instituição pública de ensino “tem prerrogativa legal para incentivar movimentos político-partidários e promover a participação de alunos em manifestações”, e continua com “professores, servidores, funcionários, alunos, pais e responsáveis não são autorizados a divulgar e estimular protestos durante o horário escolar”. A nota também estimula as pessoas que que são contrárias aos atos a denunciarem, via a Ouvidoria do Poder Executivo Federal, as que expressarem publicamente em "ambiente escolar" sua posição favorável às manifestações contra o governo. Essa nota causa espanto não apenas por seu caráter autoritário, ao coibir a livre expressão até mesmo dos pais e mães dos alunos, mas por incentivar o denuncismo como instrumento de coação.

 

BANCOS SÓ ACEITAM REDUZIR JUROS DEPOIS DE BENEFICIADOS COM REFORMA DA PREVIDÊNCIA

As equipes econômicas do Itaú e do Bradesco avaliam que os juros só devem ser cortados após a consolidação da reforma da Previdência, da qual eles esperam o chamado sistema de capitalização. Por este sistema o trabalhador ao invés de contribuir para o fundo comum atual do Regime Geral da Previdência, vai abrir uma conta individual nos bancos que será o seu futuro pecúlio depois de completar a idade mínima de aposentadoria (65 anos para homens e 62 para mulheres). Mas os bancos ainda não se satisfazem com isso. Segundo a equipe econômica do Santander, a reforma da Previdência não é suficiente. Precisa fazer a reforma tributária reduzindo impostos, mais as privatizações de empresas estatais. Os bancos estão determinando a agenda do governo Bolsonaro.

 

A ECONOMIA BRASILEIRA PATINA E REGRIDE

Cada vez mais os analistas financeiros vão reduzindo a perspectiva para a economia brasileira em 2019. O crescimento previsto agora está abaixo de 1%. As expectativas voltaram para as dúvidas que haviam antes das eleições. O atual governo ao esperar que o chamado mercado reaja está na contramão do que a história brasileira demonstra. Só com o forte investimento estatal na economia é que ela cresce e se recupera. Assim foi a Era Vargas entre outras com a siderurgia nacional, assim foi no próprio período da Ditadura Militar com investimentos estatais em infraestrutura, assim foi Juscelino com a criação de Brasília, assim foi o período Lula com altos investimentos públicos e sociais.  A crença de que o capital privado será o principal motor não tem comprovação na história brasileira. O atual governo aposta nisso e na redução da renda das classes populares e de parcela significativa da classe média. Tudo convidando para a estagnação e recessão da economia.

 

 

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