FIQUE LIGADO: GREVE GERAL EM GUARULHOS PARALISA ÔNIBUS, ESCOLAS, BANCOS, COLETA DE LIXO E ALGUMAS FÁBRICAS; NO PAÍS, GREVES E MANIFESTAÇÕES EM TODOS OS ESTADOS E MAIS NOTÍCIAS

June 14, 2019

GREVE GERAL EM GUARULHOS PARALISA ÔNIBUS, ESCOLAS, BANCOS E ALGUMAS FÁBRICAS

A greve geral contra a reforma da Previdência e os cortes na Educação teve adesão completa dos motoristas das empresas de ônibus de Guarulhos que fazem o transporte municipal e intermunicipal. Motoristas, cobradores e cobradoras simplesmente não compareceram. A greve do transporte não dependeu de piquetes na porta das empresas. Outros setores que aderiram à greve foram professores e professoras da rede estadual, da Universidade Federal (Unifesp), do Instituto Federal de Guarulhos (antiga Escola Técnica Federal), bancários na região central, trabalhadores de algumas fábricas metalúrgicas. Trabalhadores da administração municipal e muitos integrantes de várias categorias tomaram a decisão individual de não comparecer ao serviço. Na rede estadual, o sindicato estima em 60% de paralisação. Houve escolas que pararam completamente, outras parcialmente. O índice de ausência foi menor na rede municipal de ensino. No Centro da cidade, pararam agências de cinco bancos. Entre as metalúrgicas, houve greve durante três a quatro horas na Tecfil, Cummins, MTM (antiga Ford), Uchin (antiga Valeô).

 

COLETA DE LIXO TAMBÉM ADERIU À GREVE GERAL

Outro serviço que também contou com a adesão total dos trabalhadores e trabalhadoras à Greve Geral foi a coleta de lixo. Os caminhões que fazem esse serviço em Guarulhos não saíram da garagem nesta sexta-feira (14).

 

MANIFESTAÇÕES EM ALGUNS PONTOS DE GUARULHOS E GRANDES ENGARRAFAMENTOS

Além dos que aderiram à greve não comparecendo a seus locais de trabalho houve manifestação em alguns pontos da cidade. Nas proximidades do Aeroporto de Guarulhos houve bloqueio de algumas faixas da rodovia Hélio Smidt, que dá acesso ao aeroporto. Na Avenida Amâncio Gaioli, região de Bonsucesso, onde há várias fábricas químicas houve interdição da via por cerca de duas horas. Houve grandes engarrafamentos na cidade, a maior parte pelo aumento significativo do número de automóveis que vieram às ruas substituindo o transporte coletivo. Os microônibus não aderiram à greve e andavam lotados. 

 

COMÉRCIO, SERVIÇOS E MAIORIA DAS FÁBRICAS NÃO ADEREM À GREVE EM GUARULHOS

Os trabalhadores do comércio de todos os tamanhos não aderiram à greve. No setor de serviços em geral, excluindo escolas, bancos, ensino superior e técnico federal não houve adesão. Funcionavam alheios aos prejuízos da reforma da Previdência e dos cortes da educação pública, os empregados de supermercados, de lojas, de farmácias, de postos de combustíveis, de escritórios, oficinas, do serviço público municipal, das empresas no aeroporto, do transporte autônomo (caminhoneiros, micreiros, transporte escolar, táxis, uber), e outros trabalhadores por conta própria. Esta maioria da sociedade ainda não despertou ou não adquiriu coragem para a ação em defesa de seus direitos previdenciários ou educacionais. Ou porque acreditam na TV Globo, Record, SBT e outros meios de comunicação de massa, e na propaganda do governo de que a reforma da Previdência é boa para as classes populares. Ou porque perderam ou não adquiriram uma identidade coletiva de classe.

 

NO PAÍS, GREVES E MANIFESTAÇÕES EM TODOS OS ESTADOS

Um elemento positivo desta greve geral de 14 de junho é a existência em todo o país de setores organizados e conscientes da necessidade de ir às ruas em defesa de direitos previdenciários e educacionais. Em cerca de 300 cidades do Brasil aconteceram atos públicos na luta dos trabalhadores e trabalhadoras contra a reforma da Previdência e em defesa da educação. Os sindicatos e centrais sindicais de trabalhadores têm papel decisivo na organização desta parcela da sociedade. Têm também importância nesta mobilização as organizações estudantis e os partidos políticos chamados de esquerda e centro-esquerda. Mas ainda falta a adesão da maioria das classes populares ao movimento. Se não houver uma adesão maciça, o governo e a maioria do Congresso Nacional tendem a aprovar, apenas com algumas concessões, sua intenção de economizar nas costas da maioria da população algo em torno de 800 bilhões ou um trilhão de reais em dez anos. E vão se sentir fortes para prosseguir nos cortes da educação pública.

 

INDÚSTRIA BRASILEIRA PERDE ESPAÇO NO MUNDO

A participação brasileira na produção industrial mundial caiu em dez anos de 2,8% em 2005 para 1,8% em  2018. O Brasil ocupa a nona posição entre os países no quesito produção industrial. Vem logo atrás da França. Mas se continuar caindo, como voltou a acontecer em 2017 e 2018, vai perder o lugar para a Indonésia. Um dos fatores do atraso da economia brasileira é não competir na tecnologia de ponta, área que faz mais avançar a indústria. A China responde por 25% e os Estados Unidos por 15% do valor da produção industrial mundial.

 

MORREU O JORNALISTA CLÓVIS ROSSI

Um dos mais respeitados jornalistas brasileiros, Clóvis Rossi, faleceu nesta sexta (14) aos 76 anos, vítima de ataque cardíaco. Ele escrevia na Folha de S. Paulo há quase 40 anos. Em defesa da liberdade de expressão dizia ele: “Liberdade de expressão não é para os jornalistas. É para que a sociedade possa receber a informação”. E acrescentava: “Notícia é tudo aquilo que alguém quer esconder. O resto é propaganda”.

 

 

  

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