FIQUE LIGADO: NA CÂMARA DE GUARULHOS SALÁRIO DE MAIS DE 10 MIL REAIS EXIGE APENAS ENSINO FUNDAMENTAL, 10 MILHÕES E 800 MIL JOVENS BRASILEIROS NÃO ESTUDAM NEM TRABALHAM E MAIS NOTÍCIAS

June 19, 2019

NA CÂMARA DE GUARULHOS SALÁRIO DE 10.600 REAIS EXIGE APENAS ENSINO FUNDAMENTAL

Por 28 votos favoráveis e 2 contrários, a Câmara Municipal de Guarulhos aprovou nesta terça (18) uma lei proposta pelo seu presidente, Professor Jesus, fixando os salários de 54 cargos de livre nomeação pelo presidente. Chamam especial atenção os 25 cargos de Assessor Administrativo, com salário de R$ 10.661,70. O cargo exige apenas o ensino fundamental como nível de escolaridade. Além de ser estranho que assessor administrativo seja um cargo que não passe por concurso público. Outras estranhezas aparecem na lei. Votaram contra esta lei apenas a vereadora Janete Pietá e o vereador Rômulo Ornelas, ambos do PT. O prefeito Guti (PSB) havia vetado o projeto de lei. Mas seu veto, publicado no Diário Oficial desta quarta(19), foi apressadamente derrubado na véspera de sua publicação pelos 28 vereadores. Agora ele pode aparecer promulgado pelo presidente da Câmara no próximo Diário Oficial e então passará a ter valor de lei.

 

COM SALÁRIO DE 15.286 REAIS, SECRETÁRIOS DA CÂMARA DE GUARULHOS PRECISAM APENAS COMPROVAR ENSINO MÉDIO

Para 7 dos oito secretários da Câmara, com um salário de R$ 15.286,09, a exigência é apenas o ensino médio. Inclusive isto vale para o Secretário de Assuntos Legislativos, que por suposto deveria ao menos ter o curso de Direito. Outra estranheza: há um Secretário de Comunicação e outro Secretário de Telecomunicação. Apenas do Secretário de Finanças é exigido ensino superior. Dos 54 cargos que o presidente pode nomear sem concurso, o menor salário é de R$ 7.000,00, para 8 auxiliares de serviços de plenário, que precisam ter apenas o ensino fundamental. Supõe-se que secretariar o plenário da Câmara exigiria conhecimentos maiores do que apenas o fundamental.

 

NO BRASIL, 10 MILHÕES E 800 MIL JOVENS NÃO ESTUDAM NEM TRABALHAM

É a chamada geração “nem-nem”. Se considerados os jovens entre 15 e 29 anos são ao todo, no país, 10 milhões e 800 mil que não estudam nem trabalham. Os dados foram estudados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua) do governo federal e correspondem aos levantamentos feitos para o ano de 2018. E como a situação de desemprego e de oferta de ensino permaneceu sem alterações valem para a situação presente. Outra informação da PNAD: o Brasil ainda tem 11 milhões de pessoas analfabetas. E 40% da população acima de 25 anos não concluiu o ensino fundamental. Olhando para o ensino médio, 53% da população não concluiu esta etapa de escolaridade. Apenas 20% da população chegou ao ensino superior. Estes dados dão mais razão ainda à luta que se trava atualmente contra os cortes feitos pelo atual governo federal na educação.

 

SENADO DERRUBA DECRETO DE BOLSONARO QUE LIBERAVA POSSE E PORTE DE ARMAS

Por 47 votos a 28, o Senado Federal derrubou nesta terça (18) o decreto do presidente Bolsonaro que permitia portar armas na rua a políticos, advogados, caminhoneiros, oficiais de justiça, agentes de trânsito, jornalistas, e moradores em área rural, além de outras 13 categorias que vinham elencadas no decreto. O decreto possibilitava que além das armas as pessoas armadas pudessem dispor de munição de 5.000 cartuchos por ano. E legislava que um dono poderia ter mais de uma arma. Ainda que a partir de 14 anos de idade os jovens já poderiam fazer prática de tiro. Agora a rejeição do decreto feita pelo Senado vai para apreciação na Câmara dos Deputados. E paralelamente o Supremo Tribunal Federal vai julgar ainda este mês a legalidade do decreto.

 

EM DEPOIMENTO AO SENADO MORO DIZ QUE NÃO TEM NADA DEMAIS NAS MENSAGENS QUE MOSTRAM SUA COLABORAÇÃO COM PROCURADORES
O ministro da Justiça Sergio Moro falou ao Senado, ao longo de quase toda esta quarta-feira (19), sobre as reportagens publicadas pelo The Intercept Brasil, que mostram mensagens trocadas entre ele e o procurador Deltan Dallagnol, enquanto Moro era juiz responsável pela Operação Lava Jato. Desde a publicação das conversas, no último dia 10 de junho, Moro vem defendendo que não há ilegalidade no teor das mensagens e manteve a mesma posição em sua fala no início da sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “São diálogos absolutamente corriqueiros na tradição jurídica brasileira”, reiterou. Nas mensagens reveladas pelo The Intercept Brasil, Moro aparece cobrando Dallagnol sobre mais agilidade nas operações, requisitando uma nota da Polícia Federal à imprensa para acabar com o “showzinho da defesa” do ex-presidente Lula, quando este fez uma coletiva de imprensa após ser obrigado a depor coercitivamente por Moro. Moro também aparece passando contato de ao menos uma possível testemunha de acusação e definindo quem deveria e quem não deveria ser investigado pelos procuradores. Será preocupante se realmente esse tipo de comportamento for “absolutamente corriqueiro na tradição jurídica brasileira”.

 

 

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