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FIQUE LIGADO: FALTA DE ESTABILIDADE NO EMPREGO MARCA O PRIMEIRO SEMESTRE EM GUARULHOS, ACORDO ENTRE MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA AINDA LEVARÁ MUITOS ANOS PARA SE CONCRETIZAR E MAIS NOTÍCIAS

July 2, 2019

FALTA DE ESTABILIDADE NO EMPREGO MARCA O PRIMEIRO SEMESTRE EM GUARULHOS

Durante os cinco primeiros meses de 2019 foram demitidas em Guarulhos 47.950 pessoas que trabalhavam com carteira assinada. Em seu lugar foram admitidas 48.574 pessoas. O pequeno saldo positivo nestas dezenas de milhares de movimentações deveu-se à admissão de jovens até 24 anos, no lugar especialmente de trabalhadores acima de 30 anos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), publicado pelo Ministério da Economia a cada mês. É uma realidade que se repete todos os meses que vai agravando o drama das pessoas mais maduras e com mais responsabilidades familiares. E, apesar das vantagens relativas que têm os mais jovens na disputa por emprego, o índice de jovens desempregados e à procura de emprego está em torno de 25% na cidade.

 

SETOR DE SERVIÇOS É O QUE TEM MAIOR ROTATIVIDADE DE EMPREGO NA CIDADE

O setor de serviços que junta serviços administrativos, transportes, comunicação, saúde, educação, entregas de mercadorias, cuidados pessoais, restaurantes, bares, hotéis, manutenção e reparos, imobiliárias e outras  atividades similares é o que mais emprega no Brasil atual e em Guarulhos. Dos cerca de 48 mil trabalhadores demitidos de janeiro a maio na cidade, 22 mil foram do ramo de serviços. Este setor, que vem sendo o maior gerador de empregos no município, estava em queda em maio. Foram 697 empregos a menos, segundo o Caged. É mais uma manifestação da crise que repercute também no comércio, que vem demitindo mais do que admitindo. No mês de maio também caiu o número de empregados na indústria na cidade.

 

FRAUDES NA RECARGA E CORRUPÇÃO NO USO DO BILHETE ÚNICO NO TRANSPORTE COLETIVO DA CAPITAL

De janeiro a maio, a SPTrans, da Prefeitura de São Paulo, cancelou mais de 600 mil cartões do Bilhete Único. A grande maioria foi bloqueada por recargas clandestinas e irregulares, nas quais muitas vezes os usuários caem em arapucas de falsários. Outra parte é o uso por terceiros das gratuidades de idosos ou de meia passagem para estudantes, uma forma popular de corrupção. Para evitar esta modalidade a SPTrans está exigindo sistema de reconhecimento facial nos ônibus da Capital.

 

EX- MINISTROS ALERTAM QUE CAMINHAMOS PARA UM APAGÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO BRASIL

"Vivemos hoje a maior das provações da nossa história",  dizem dez ex-ministros brasileiros de ciência, tecnologia e inovação, que exerceram os cargos desde o início dos anos 1990. Eles, em manifesto, referem-se ao desmonte da presença pública no setor, que vem ocorrendo neste governo federal.  Segundo eles, os cortes de recursos, perseguição ideológica, ausência de cientistas mundialmente reconhecidos em comitês governamentais, levarão o Brasil a um atraso enorme na competição mundial e à fuga de cérebros. O Brasil vinha se destacando em pesquisas na agricultura, principal pauta das exportações brasileiras, na exploração de petróleo em águas profundas do mar, na produção de aviões, em algumas áreas de farmácia a partir de plantas, em algumas áreas da física, para citar alguns setores hoje atacados. Na aviação um grande retrocesso foi a venda da Embraer para a Boeing norte-americana. Na pesquisa petrolífera, a retirada da Petrobras em vários campos do pré-sal. Segundo disse José Goldemberg, ministro do governo Collor: "É possível interromper a construção de uma estrada e retomá-la mais tarde, mas fazer isso com a ciência e tecnologia é uma péssima estratégia. Em maio, sete ex-chefes da pasta do Meio Ambiente já haviam se reunido alertando para o desmonte das políticas ambientais no Brasil quando o planeta está em risco. Em junho, seis ex-ministros da Educação se manifestaram contra a perseguição ideológica e os cortes de verbas. E onze ex-titulares da Justiça e Segurança Pública se juntaram em defesa do controle de armas.

 

ACORDO ENTRE MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA AINDA LEVARÁ MUITOS ANOS PARA SE CONCRETIZAR

A grande mídia brasileira e o governo Bolsonaro divulgaram na última sexta-feira 28, que o Mercosul e a União Europeia (UE) assinaram o acordo comercial que vem sendo negociado há 20 anos. Trata-se de um acordo de livre-comércio que permitirá, em tese, que a maior parte dos produtos seja comercializada entre os dois blocos com tarifa zero. O que não se disse sobre esse acordo é que ainda não se pode saber quais as vantagens e desvantagens que ele implica para o Brasil e, sobretudo não se disse, que ainda existe um longo caminho, algo em torno de 10 anos, para que ele realmente se efetive. O que aconteceu, na última sexta-feira, foi a assinatura de um termo de compromisso entre UE e Mercosul, a partir disso será preparado um texto jurídico, com a descrição de todos os produtos, regras e prazos envolvidos no acordo, e submetido aos Estados-membros para aprovação no âmbito do Conselho da UE. O costume dita que deve haver unanimidade. Depois disso, o texto terá de ser aprovado em cada Estado-Membro europeu, o que significa que, na maioria dos casos, vai acabar nas mãos dos parlamentos nacionais. A mesma coisa precisa acontecer no Mercosul, onde o texto precisará ser aprovado pelo parlamento de cada país.

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