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FIQUE LIGADO: PREFEITURA DE GUARULHOS SÓ CONSEGUE ATENDER DE 15% A 20% DAS DEMANDAS, FALTA TRABALHO NO BRASIL PARA 28 MILHÕES DE PESSOAS E MAIS NOTÍCIAS

July 31, 2019

PREFEITURA DE GUARULHOS SÓ CONSEGUE ATENDER DE 15% A 20% DAS DEMANDAS

A Prefeitura de Guarulhos cadastrou mais de 18 mil pedidos de conservação e obras. Eles são lançados num sistema chamado de SIAGRU (Sistema de Atendimento da Prefeitura de Guarulhos). São alimentados pelo sistema Fácil, criado em 2001, pelas regionais criadas em 2002, pela Proguaru, criada em 1978, e pelos pedidos encaminhados através de vereadores e vereadoras. Estima-se que apenas de 15% a 20% conseguem ser atendidos. O sistema foi criado pela Diretoria de Tecnologia e Informação. Todas as demandas são registradas com data de entrada, prioridade baixa, média, ou alta (por exemplo semáforo quebrado, galeria que se rompeu, vazamento de água, etc). É colocado um prazo de execução e o sistema no decorrer do tempo vai mudando da cor verde, para amarela, vermelha. Quando chega no 100% vermelha, é uma demanda não solucionada, o que ocorre com cerca de 80% delas.

 

SIAGRU OU ZELA GUARULHOS É AO MESMO TEMPO UM SISTEMA DE CONTROLE POLÍTICO

Enquanto metodologia organizativa, o SIAGRU é um sistema positivo. No entanto, ela é usado para o controle político de algumas pessoas, como o prefeito, o chefe de gabinete, o secretário de governo, o líder do governo na Câmara. É comum que observada as demandas, as que puderem ser resolvidas passam a ter a paternidade formal ou informal de uma dessas figuras ou de outras poucas escolhidas. Vereadores e vereadoras de oposição ou lideranças independentes do governo podem ser canais de chegada das demandas, mas seu resultado, se equacionadas, vai ser atribuído a alguém do seleto grupo de agentes políticos ligados ao governo. Ele pode ser usado também como um sistema de perseguição aos opositores ou a figuras independentes.

 

FALTA TRABALHO NO BRASIL PARA 28 MILHÕES DE PESSOAS SEGUNDO O IBGE

Nesta quarta (31) o IBGE publicou mais uma Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, PNAD, e nela mostra que falta trabalho no Brasil para 28 milhões e 400 mil pessoas. Assim distribuídas: 12 milhões e 800 mil que procuraram emprego e não encontraram; 4 milhões e 900 mil que desistiram de procurar emprego (os desalentados); e o restante que trabalha menos do que necessita, tem renda baixa por não conseguir serviço que cubra pelo menos 40 horas semanais. A PNAD foi feita em 3.500 municípios brasileiros pesquisando em mais de 200 mil casas. Ela abrange empregos formais e a informalidade. A conclusão de qualquer pessoa que não esteja obcecada por preconceito ou ideologia individualista é que desemprego não é falta de vontade ou vagabundagem. É o conjunto da economia concentrada nas mãos de poucos e a serviço de poucos.

 

CIDADES EM QUE O PODER PÚBLICO DEIXOU DE INVESTIR SÃO AS QUE PERDERAM MAIS EMPREGOS

Um levantamento do Ministério da Economia, com base no Cadastro geral de Empregados e Desempregados publicado a todo mês, concluiu que as cidades no Brasil que perderam mais empregos formais são aquelas em que o poder público deixou de investir em obras e em qualificação profissional. E aquelas onde o comércio e a indústria têm um papel importante na economia. Guarulhos entra nestas características. O Caged se limita a empregos de carteira assinada.

 

SE MANTIVER O RITMO ATUAL, A ECONOMIA BRASILEIRA VAI DEMORAR MAIS CINCO ANOS PARA SE RECUPERAR

Um estudo feito por economistas de grupos privados e do BNDES, concluiu que, se a economia brasileira mantiver seu comportamento atual, só daqui a 5 anos ela vai voltar ao que era em 2014 quando começou a atual crise econômica. Em outras recessões na história brasileira a recuperação ao nível de riqueza nacional anterior demorava cerca de três anos. Exceto em 2009, no segundo governo Lula quando a recuperação se deu em menos de ano. Agora já faz 5 anos que a economia veio perdendo força em relação a 2014, numa longa recessão com duros efeitos sociais e econômicos. Algumas das razões apontadas para esta contínua paralisia são a redução dos gastos públicos e do crédito público, e a manutenção dos juros em patamares altos. Não é por acaso que os bancos continuam lucrando na crise. O presidente do Itaú, Cândido Bracher, justifica o elevado nível de desemprego, pois com a queda da renda da população, segundo ele, dá para crescer sem inflação. Ele não pode se queixar porque nesta crise do povo e das pequenas e médias empresas, e de algumas grandes, o Itaú lucrou 7 bilhões de reais nos três últimos meses.

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