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FIQUE LIGADO: CRISE NO AMBULATÓRIO DA CRIANÇA EM GUARULHOS, PRODUÇÃO INDUSTRIAL EM QUEDA NO PAÍS E MAIS NOTÍCIAS

August 1, 2019

CRISE NO AMBULATÓRIO DA CRIANÇA EM GUARULHOS

O Ambulatório da Criança em Guarulhos, tradicional centro de especialidades médicas para crianças e adolescentes, viver uma crise após denúncias da TV Record de que médicos não cumpriam seus horários de trabalho. Em reação a Prefeitura afastou a gerente da unidade. Eis aí o drama da gerente que há mais de 10 anos se dedicava à complexidade do atendimento da saúde das crianças. Se ela exigisse que os médicos trabalhassem de início até o final do horário do contrato, eles iriam embora, como já aconteceu muitas vezes. Ela ficaria sem neuropediatras, especialidade difícil de encontrar, que trata de epilepsia infantil, paralisia cerebral, autismo, hiperatividade, e outras doenças neurológicas. Ela ficaria também sem endocrinologista, que trata de diabetes infantil, distúrbio de tireoide, obesidade mórbida e outras.

 

FALTA DE ESPECIALISTAS TORNA MUITO DIFÍCIL FAZÊ-LOS CUMPRIR HORÁRIO

Para que não seja injusta punição à gerente do Ambulatório da Criança, é preciso ver em primeiro lugar qual a orientação da Secretaria da Saúde. Nesta gestão a Secretaria em dois anos e meio já está com a terceira titular. Já houve tentativa de rigidez no horário dos médicos e muitos pediram a conta. Depois houve abrandamento. O problema se arrasta há décadas. Como a categoria médica é mais demandada do que a oferta de profissionais, a urgência de tê-los leva a que ao final os profissionais ditem as regras. Eles preferem atender ao número de pacientes que cabem na divisão de seu horário por consultas de 20 minutos, conforme regra do Conselho Nacional de Medicina (por exemplo 24 pacientes em 8 horas), do que cumprir a jornada contratada. A administração pública fica entre duas opções, ambas ruins. Demitir os especialistas que não cumprem horário e ficar sem médicos; ou tolerar o não cumprimento do horário, e incorrer em ilegalidade mesmo tendo médicos. Só uma grande ampliação do número de profissionais trará uma solução efetiva a este impasse.

 

IBGE DIZ QUE 93 MILHÕES DE PESSOAS TRABALHAM NO BRASIL

Na pesquisa PNAD divulgada ontem (31) pelo IBGE, o levantamento feito em 211 mil residências por todo o país constatou que 93 milhões e 300 mil pessoas exercem atividade remunerada no país, seja como empregados, como autônomos, empregadores, formais e informais. E constatou que falta trabalho integral ou parcial para outras 28 milhões e 400 mil pessoas. O IBGE constatou também uma queda no rendimento médio dos que estão trabalhando. Eis a causa principal da estagnação econômica, acrescida dos altos juros, e da concorrência internacional. Outros problemas foram detectados, como a existência no setor privado de 11 milhões e 500 mil empregados sem carteira assinada. As novas regras para aposentadoria propostas pelo governo e já admitidas na Câmara dos Deputados, vão encontrar lá adiante toda uma geração que não conseguirá na velhice o acesso aos benefícios previdenciários.

 

PRODUÇÃO INDUSTRIAL EM QUEDA NO PAÍS, DIZ O IBGE

A produção industrial no país regrediu 18% nos últimos anos, comparando com sua produção em 2011. Voltou ao patamar de 2009. Portanto são 8 anos perdidos. Os bens de capital (novos investimentos das indústrias em máquinas, equipamentos) foram os que mais caíram. Sua produção está apenas em dois terços do que havia atingido antes da crise. Na primeira metade deste ano de 2019, a produção industrial continuou sua queda, descendo mais 1,6%. Caiu inclusive a produção de alimentos, o que mostra o tamanho da crise na renda das famílias. Os dados foram divulgados nesta quinta (1) pelo IBGE.

 

BOLSONARO EXPLICITA APARELHAMENTO IDEOLÓGICO AO TROCAR MEMBROS DA COMISSÃO SOBRE MORTOS E DESAPARECIDOS POLÍTICOS

O presidente Jair Bolsonaro e a ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) assinaram, nesta quarta-feira (31), decreto que substitui quatro dos sete integrantes da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. Todos os novos integrantes são diretamente ligados à extrema-direita que defende o Golpe de 1964 e tenta reescrever a história de seus crimes.

A mudança ocorreu uma semana após o colegiado declarar que a morte, durante a ditadura militar (1964-1985), do pai do atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, foi provocada pelo Estado brasileiro, contrariando fala de Bolsonaro. Mais uma das muitas demonstrações de aparelhamento ideológico explícito das instituições do Estado promovido pelo atual governo federal.

 

 

 

 

 

 

 

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