FIQUE LIGADO: APLICAÇÃO NO FUNDO PARA CRIANÇA E ADOLESCENTE CAIU 24% EM GUARULHOS, PREÇO DOS INGRESSOS AFASTA “POVÃO” DOS CLUBES DE MASSA DO BRASIL E MAIS NOTÍCIAS

September 23, 2019

EM GUARULHOS APLICAÇÃO NO FUNDO PARA CRIANÇA E ADOLESCENTE CAIU 24%

Nos sete primeiros meses de 2019 em relação ao mesmo período de 2018 houve uma queda de 24% nos recursos do Fundo Municipal da Criança e Adolescente em Guarulhos. Este fundo se destina a financiar ações que se destinam às crianças e adolescentes em situação de pobreza e risco, portanto aos setores sociais mais frágeis.  As ações com estes recursos são realizadas por organizações não governamentais que se dedicam seja a desenvolver atividades que tirem as crianças e adolescentes das ruas (o chamado contraturno escolar), seja na erradicação do trabalho infantil, seja na defesa de direitos da infância e adolescência.  Nesta época de desemprego e crescimento da pobreza o adequado seria a ampliação destes recursos. Além disso, no ano passado e neste ano não houve a campanha de doações privadas ao FUMCAD através da dedução no Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas.

 

SUBVENÇÕES AOS HOSPITAIS BENEFICENTES ESTAGNADAS HÁ QUATRO ANOS EM GUARULHOS

A crise da saúde em Guarulhos repercute também nos hospitais beneficentes, especialmente na sustentação da Maternidade JJM e o Hospital Stella Maris. Nos sete primeiros meses de 2019, a subvenção da Prefeitura foi de 24 milhões de reais. No mesmo período do ano passado foi de 23 milhões e 400 mil. O valor repassado, portanto, não cobriu a desvalorização da moeda com a inflação. Há quatro anos o valor real do repasse a estas entidades essenciais para a saúde pública está estagnado. Com a crise de atendimento nos hospitais públicos, a demanda nestes hospitais beneficentes tem sido maior. O gasto cada vez maior não tem cobertura correspondente no repasse de recursos. A cobertura dos procedimentos pelo SUS é tradicionalmente insuficiente.

 

NÚMERO DE PESSOAS QUE DESISTIRAM DE PROCURAR EMPREGO CRESCE NO BRASIL

A Fundação Getúlio Vargas publicou um estudo sobre quantos e quem são os chamados ‘desalentados’, pessoas que procuraram emprego durante muito tempo, não conseguiram, e desistiram de procurar, embora tenham necessidade de trabalhar. Em 2014 eram 1 milhão e 400 mil pessoas nesta situação no país. Agora, sempre segundo o IBGE, são 4 milhões 880 mil desalentados ou desalentadas. É necessário usar o feminino porque 55% são mulheres. A grande maioria destes desesperançados, 73%, são de cor parda ou negra, e 68% não completaram o ensino médio. A idade mais comum dos desalentados vai até os 33 anos. Mas cerca da metade já ultrapassou esta idade. Quando o IBGE divulga o número de desempregados no país perto dos 13 milhões é preciso acrescentar este quase 5 milhões que não são computados nos 13 milhões. Continue lendo depois da propaganda...

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PREÇO DOS INGRESSOS AFASTA “POVÃO” DOS CLUBES DE MASSA DO BRASIL

O Corinthians, “time do povão” em São Paulo, com enorme penetração nas periferias, vem se distanciando dos setores populares da torcida no que diz respeito à presença nos estádios, sobretudo após a construção da Arena Corinthians. O valor médio dos ingressos gira em torno de 50 reais. Porém, a precificação tem sobressaltos abusivos, chegando a até 150 reais em jogos decisivos com outros grandes clubes brasileiros. Essa situação se repete com a maioria dos chamados times de massa do futebol nacional. Garantir lugar no estádio em jogo decisivo do Flamengo não sai por menos de 100 reais. A média de preço dos jogos do Palmeiras é de cerca de 80 reais e do Atlético Mineiro, 60. Preços mais baratos estão condicionados à adesão ao plano de sócio torcedor, que privilegia quem pode pagar uma cota mensal, impraticável para um torcedor da periferia. Essa situação faz com que o rosto típico dos torcedores presentes nos jogos seja o rosto da classe média e não da classe popular. Talvez isso explique a pesquisa DataFolha de 17 de setembro que mostra que 22% dos brasileiros e brasileiras não se importam com futebol.

 

ATLAS DA VIOLÊNCIA APONTA QUE APENAS 5 EM CADA 100 HOMICÍDIOS ACABAM EM CONDENAÇÃO NO BRASIL

O número anual de homicídios no Brasil está acima dos 50 mil desde 2012 (em 2018, foram mais de 51 mil). Segundo o Atlas da Violência 2019, organizado pelo IPEA com os dados de 2018, num espaço de dois anos, quase a metade destes crimes não são solucionados; apenas um em cada cinco tem uma prisão efetuada, e menos de 5% acaba em condenação. Entre as razões estão o pouco número de policiais científicos bem preparados e a pouca estrutura destinada à polícia científica. Outro grande problema é uma ainda falha na integração de informações entre as diversas polícias brasileiras (PM, Civil, GCMs, Federal).

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