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FIQUE LIGADO: INDÚSTRIA CONTINUA PERDENDO EMPREGOS EM GUARULHOS, DESMONTE PAULATINO E GRADUAL DA PETROBRAS AVANÇA E MAIS NOTÍCIAS

September 26, 2019

NOS ÚLTIMOS 12 MESES A INDÚSTRIA CONTINUA PERDENDO EMPREGOS EM GUARULHOS

A indústria em Guarulhos perdeu 723 empregos nos últimos 12 meses, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério da Economia, incluindo o mês de agosto. No ano de 2018 a perda superou mil empregos. Tratam-se de empregos de carteira assinada nas diversas modalidades: seja de 40 ou 44 horas semanais, seja trabalho intermitente (mais comum nos serviços e no comércio). Nesta retração de empregos Guarulhos vai no mesmo ritmo da Região Metropolitana de São Paulo, que nos últimos 12 meses perdeu 7.639 empregos industriais. Guarulhos foi responsável de perto de 10% destas perdas. No mês de agosto a cidade continuou diminuindo os empregados na indústria local, contra uma leve recuperação na Região Metropolitana.

 

CONSTRUÇÃO CIVIL TAMBÉM CONTINUA PERDENDO VAGAS EM GUARULHOS

O Caged de agosto continuou mostrando uma tendência neste ano de queda no número de empregos com carteira assinada na construção civil em Guarulhos. Nos últimos 12 meses foram 357 empregos formais a menos. O setor de serviços teve recuperação de empregos em agosto, mas no ano de 2019 ainda está negativo, talvez pela saída da cidade da empresa de passagens aéreas e hospedagens, Decolar. O comércio é que está em alta em termos de empregos. Cresceu em agosto, cresceu no ano de 2019. Nos últimos 12 meses, no comércio de Guarulhos foram quase 2 mil admissões a mais do que demissões.

 

MANIFESTAÇÃO ONTEM DOS EMPREGADOS DA FURP CONTRA PRIVATIZAÇÃO DA EMPRESA

A FURP em Guarulhos, uma tradicional empresa produtora de medicamentos pertencente ao Estado de São Paulo, localizada perto do Hospital Padre Bento, está nos anúncios de privatização do governo Dória. Protestando contra a privatização, centenas de trabalhadores se manifestaram nesta quarta (25) em frente à fábrica, com a presença do sindicato da categoria e de parlamentares. Na sequência, uma comissão de vereadores visitou a fábrica nesta quinta (26). Haverá uma audiência pública na Câmara Municipal de Guarulhos no dia 4 de outubro às 18 horas. Vários vereadores têm prestado solidariedade aos trabalhadores da FURP e estiveram na manifestação ou na visita à fábrica: o presidente da Câmara, Jesus, vereadoras Janete, Genilda e os vereadores José Luiz e Romildo. Continue lendo depois da propaganda... 

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NO BRASIL OS SALÁRIOS DOS ADMITIDOS SÃO MENORES DO QUE DOS DEMITIDOS

Os dados do Ministério da Economia mostram que no país, com altíssima rotatividade no emprego quem é demitido em média ganhava um salário maior do que quem é admitido em seu lugar. O Caged de agosto deste ano, por exemplo, traz a informação de que o salário médio dos demitidos no país era de R$ 1.769, 59, enquanto que o salário médio dos admitidos no lugar deles foi de R$ 1.619,45. Significa uma redução de 8,5% da massa salarial paga pelas empresas aos empregados. A queda de empregos nas indústrias, que em geral pagam mais, é uma das explicações. O crescimento de empregos nos serviços mostra a transferência de assalariados para um setor que em média paga menos. Nos últimos 12 meses enquanto o setor de serviços cresceu em 375 mil empregos, o setor industrial encolheu 3.600 empregos.

 

AS NEGOCIAÇÕES DOS SINDICATOS AINDA SEGURAM UM POUCO OS SALÁRIOS

O Dieese, entidade sustentada pelos sindicatos de trabalhadores publicou um levantamento dos resultados das negociações salariais entre janeiro e agosto de 2019. O resultado foi que praticamente 50% das negociações resultaram em reajustes salariais acima da inflação e 25% igual à inflação e 25% inferior à inflação. É uma das razões que o atual governo, que tem uma política definida e reiterada de reduzir direitos trabalhistas e previdenciários, tem procurado sufocar financeiramente os sindicatos para reduzir sua capacidade de ação.

 

QUESTÃO AMBIENTAL VOLTA AO CENTRO DO DEBATE POLÍTICO E ECONÔMICO NO BRASIL E NO MUNDO

Toda a mobilização dentro e fora do Brasil por causa do aumento das queimadas na Amazônia podem ser compreendidos como um retorno da pauta ambientalista para o centro do debate político e econômico, tanto em âmbito nacional, quanto internacional. O movimento ambientalista começou a envolver as massas a partir dos anos 1960, mas somente na segunda metade dos anos 1980 é que as lideranças e organizações ligadas a essa pauta começaram a ter forte apoio popular. Nos anos 1990, organizações não governamentais como o Greenpeace e a WWF ganharam imenso destaque e atraíram sobretudo uma parcela da juventude de classe média para a luta da sustentabilidade, ao mesmo tempo em que ajudaram a dar visibilidade à luta dos pequenos extrativistas e agricultores familiares contra os grandes proprietários de terra. Lideranças populares como Chico Mendes e Marina Silva ganharam destaque nesse processo. Nos últimos dez anos porém, estas organizações perderam força por conta da crise econômica mundial de 2008 que moveu o centro da política para a retomada do aquecimento da economia, o que impediu que muitos acordos de desenvolvimento sustentável não fossem cumpridos ou sequer assinados pelos governos. 

 

CONTINUA O DESMONTE PAULATINO E GRADUAL DA PETROBRAS 

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (26), a decisão de sair integralmente da distribuição e do transporte de gás combustível, gás de cozinha e biodiesel, e também dos negócios de comercialização de derivados e fertilizantes. Informou também que vai vender todas as refinarias fora do sudeste. Essa marcha de desmonte em parcelas da Petrobras é a estratégia do governo federal de privatizar a maior estatal brasileira sem dizer ao povo que privatizou.

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