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FIQUE LIGADO: MATERNIDADE JJM PRECISA DE 5 MILHÕES DE REAIS DA PREFEITURA PARA CONCLUIR O ANO, A POLÍTICA DE COTAS PARA PRETOS E PARDOS NAS UNIVERSIDADES REDUZIU A DESIGUALDADE E MAIS NOTÍCIAS

November 15, 2019

MATERNIDADE JJM PRECISA DE 5 MILHÕES DE REAIS DA PREFEITURA PARA CONCLUIR O ANO

A direção da Maternidade JJM comunicou à Prefeitura de Guarulhos e à Câmara Municipal que para pagar o 13º salário a médicos, enfermeiras, e todo seu pessoal vai precisar de uma complementação financeira de 5 milhões de reais. Todo ano a Prefeitura subsidia parte das despesas deste hospital que só faz atendimento gratuito pelo SUS. A verba repassada pela Prefeitura está há vários anos sem reajuste. E vem crescendo ano a ano os atendimentos da Maternidade. Neste período houve um aumento de 50% na UTI para crianças que nascem abaixo do peso ou com outros problemas. A Maternidade também depende da verba suplementar da Prefeitura para adquirir insumos para seu funcionamento até o final do ano.

 

DOS 30 MILHÕES DE REPASSE DA SABESP PARA A PREFEITURA BOA PARTE FOI PARA A PROGUARU

A aquisição do Saae Guarulhos pela Sabesp rendeu em 2019 para a Prefeitura 30 milhões de reais destinados a programas de saneamento (por exemplo, financiar instalação de sistema de água e esgoto em núcleos habitacionais irregulares. Mas a Prefeitura deu outro destino a estes recursos. Passou cerca de metade deste valor para a Proguaru fazer conservação na cidade. A Proguaru recebe da Prefeitura de 16 a 17 milhões de reais/mês por mês através de um fundo especial para fazer os serviços de conservação e limpeza. No mês de setembro estranhamente só recebeu 2 milhões de reais. Quando foi verificado que fonte substituiria esta queda brusca, descobriu-se que a falta foi compensada com recursos destinados ao saneamento.

 

RELATÓRIO DO IBGE MOSTRA COMO PRETOS E PARDOS SÃO DISCRIMINADOS NO BRASIL

Pretos e pardos são 56% da população brasileira, e figuram entre os que têm renda mais baixa, piores condições de moradia, de escolaridade, de acesso a bens e serviços, mais sujeitos à violência. A renda da população branca é 74% superior à população negra. Uma demonstração incontestável de discriminação é que pretos e pardos ganham menos que brancos e têm menos oportunidade que eles mesmo tendo o mesmo nível de escolaridade. A renda média dos trabalhadores e trabalhadoras brancos chega aos 2 mil e 800 reais, enquanto a renda média de pretos e pardos é de 1 mil e 600 reais. A escala de renda de cima para baixo na sociedade começa com os homens brancos no topo, abaixo vêm as mulheres brancas, depois vêm os homens pretos e pardos, e no piso aparecem então as mulheres negras que ganham menos da metade dos homens brancos. O IBGE apresentou estes dados nesta quarta (13).   

 

OUTROS DADOS DO IBGE MOSTRAM A DESIGUALDADE ÉTNICA NO BRASIL 

Os dados do IBGE ontem divulgados mostram que, no Brasil, o ensino superior é cursado pelo dobro dos brancos em relação a pretos e pardos (36% entre os brancos e 18% entre pretos e pardos). Também os índices de violência atingem mais duramente pretos e pardos. Estes últimos têm uma taxa de mortalidade por homicídios de 43 pessoas a cada 100 mil habitantes, enquanto que entre brancos é de 16 a cada 100 mil. O mês de novembro é chamado de “mês da consciência negra” pelos movimentos igualitários. Seria importante que entre os 118 milhões de homens e mulheres pretos e pardos a consciência da discriminação fosse real e desembocassem em grandes marchas pela igualdade.

 

NAS UNIVERSIDADES A POLÍTICA DE COTAS PARA PRETOS E PARDOS REDUZIU A DESIGUALDADE

Um dos elementos positivos das lutas de alguns segmentos mais ativos pela igualdade foi o avanço do acesso de pretos e pardos às universidades. Hoje eles estão empatados com os brancos no ensino superior público e gratuito. O sistema de cotas étnicas e de cotas para alunos do ensino médio público foi decisivo para que pretos e pardos chegassem a 50,3% no contingentes de estudantes de universidades públicas no Brasil. Houve um avanço, mas, como se vê nos outros dados da desigualdade, só isso não resolve o problema. 

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