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FIQUE LIGADO: PROSSEGUE O CONFLITO ENTRE A PREFEITURA E MÉDICOS EM GUARULHOS, O FENÔMENO DOS BAILES FUNKS NAS PERIFERIAS DO BRASIL E MAIS NOTÍCIAS

December 3, 2019

PROSSEGUE O CONFLITO ENTRE A PREFEITURA E MÉDICOS EM GUARULHOS

Nesta terça (3) continua o conflito entre a Prefeitura de Guarulhos e os médicos. Parte deles aderiu à greve convocada pelo sindicato paulista (Simesp). Como o Judiciário não atendeu ao pedido da Prefeitura para declarar ilegal a greve, mas exigiu do sindicato que ao menos 70% dos profissionais atendessem, a mídia impressa pró-Prefeitura explota o fato de que apenas 78 ou 50 médicos e médicas aderiram à greve. O conflito se dá principalmente quanto ao número de consultas por hora que cada médico ou médica deve atender. Mas há muitas reclamações dos profissionais das UBSs e das equipes de saúde da família da falta de especialistas que dêem sequência ao seu trabalho, especialmente neurologistas, psiquiatras e endocrinologistas. Eles reclamam também do aplicativo de marcação de consultas instalado pela Prefeitura. Nesta tarde ocorre audiência de conciliação no Tribunal de Justiça.

 

FUNCIONÁRIOS DO RAIO X TRABALHAM SEM EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA

No Hospital Municipal da Criança e do Adolescente de Guarulhos, funcionários estão trabalhando no Raio X sem o dosímetro, equipamento que mede a quantidade de radiação que recebem. A exposição constante ao Raio X pode ter consequências graves para a saúde. Principalmente pode aumentar a probabilidade de câncer. A lei diz que todos que trabalham com equipamentos de Raio X tem de ter dosímetro. Assim, se o aparelho de raio X estiver desregulado e emitindo mais radiação do que o necessário, o dosímetro vai apontar o problema e as medidas serão tomadas para resolver. No Hospital da Criança os dosímetros estão vencidos desde setembro.

 

POLÊMICA SOBRE A TRAGÉDIA DO BAILE FUNK DE PARAISÓPOLIS

Nove jovens morreram pisoteados durante uma ação da Polícia Militar no Baile da 17, uma festa de funk que costuma reunir milhares de jovens em Paraisópolis, segunda maior favela de São Paulo. As versões dos policiais são diferenciadas e contraditórias com participantes daquele baile. A história dos ocupantes da moto que teriam atirado em policiais dando início ao trágico desfecho não confere em todos os depoimentos de policiais. Há também suspeitas de vingança pela morte de um colega dos policiais em confronto em data anterior naquela região. Há relatos de que a polícia encurralou a multidão impedindo a retirada, atirou bombas de gás lacrimogêneo, agrediu com cassetetes. As vítimas todas são jovens, em sua maioria homens e negros, vindos ao baile de vários bairros de São Paulo.Continue lendo depois da propaganda...

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UM POUCO DA HISTÓRIA DO BAILE FUNK DE PARAISÓPOLIS

O Baile da 17 foi criado em 2001 por jovens que frequentavam um bar chamado “17” que existia na favela. A festa surgiu como um pagode em frente a esse boteco, mas, nos intervalos, os frequentadores ouviam funk em carros estacionados na rua. Com o tempo, a festa cresceu e invadiu as madrugadas, focando principalmente em funk. Hoje, ela costuma ocorrer nas noites de sexta e sábado e chega a reunir 30 mil pessoas. Semanalmente, o baile recebe excursões de jovens de cidades do interior de São Paulo e até de outros Estados, como o Rio de Janeiro. O alto barulho, no entanto, fez com que moradores se mudassem da área, dando espaço para estabelecimentos comerciais voltados aos frequentadores, como tabacarias e bares. Parte do baile é bancado por esses comerciantes. Os DJs que tocam no Baile recebem entre 500 e 2000 reais por cinco horas de trabalho. Nas periferias das grandes cidades brasileiras existem centenas de bailes como este, que funcionam como espaços de lazer e de trabalho para uma juventude excluída. Foram nestas festas que emergiram grandes nomes do bilionário mercado do funk brasileiro, como Anitta e KondZilla. 

 

TRUMP MOSTRA DESPREZO POR BOLSONARO ANUNCIANDO POR TWITTER AUMENTO DE TAXAS 

Nesta segunda-feira (02), o presidente dos EUA, Donald Trump, informou pelo Twitter que vai aumentar as tarifas sobre as importações de aço e alumínio do Brasil  diante da desvalorização do real frente ao dólar. Escreveu Trump: "Brasil e Argentina têm promovido uma desvalorização de suas moedas, o que não é bom para nossos fazendeiros. Portanto, com efeito imediato, estou restaurando as tarifas sobre todo alumínio e aço enviados aos EUA por esses dois países". Esse cenário, se confirmado, pode gerar prejuízos bilionários para exportadores do Brasil. O governo Bolsonaro tem se submetido a uma série de vontades de Donald Trump, mas sequer foi informado pelas autoridades americanas de que esse aumento de tarifas aconteceria, ficou sabendo apenas pelo Twitter como qualquer cidadão de qualquer país que siga o Twiter do presidente americano. 

 

MESMO DESPREZADO PELO AMERICANO GOVERNO BRASILEIRO TENTA CONTER ALTA DO DÓLAR 

Além do desprezo de Trump pelo governo brasileiro, seu argumento nem é verdadeiro. Trump acusa o governo brasileiro de fazer uma política de desvalorização do real frente ao dólar, prejudicando a economia dos EUA. Ao contrário, o ministro brasileiro da economia, Paulo Guedes, tentou baixar o preço da moeda americana vendendo em um único dia mais de um bilhão de dólares das reservas do Banco Central. Mesmo assim, não funcionou. O governo precisou reduzir a taxa de juros por conta do risco de recessão econômica e isso causou um desinteresse do mercado financeiro pelos títulos da Dívida Pública Nacional, aumentando a busca dos ricos investidores por dólares e promovendo o aumento do preço. Maior a procura, maior o preço. Na outra ponta, a do setor produtivo, a desvalorização do real tornou a carne brasileira mais competitiva no mercado internacional. Com a maior parte da produção de carne direcionada para a exportação, a oferta caiu no mercado interno, elevando os preços para os brasileiros e brasileiras. 

 

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