SEM ACORDO, GREVE DOS MÉDICOS CONTINUA EM GUARULHOS; CARNE E ENERGIA FAZ INFLAÇÃO SER MAIOR PARA OS MAIS POBRES E MAIS NOTÍCIAS

December 6, 2019

 

 

AINDA SEM ACORDO GREVE DOS MÉDICOS EM GUARULHOS

 

A audiência de conciliação ocorrida nesta quinta (5) no Tribunal Regional do Trabalho foi desfavorável aos médicos da Prefeitura de Guarulhos que estão em greve. O TRT determinou imediata volta ao trabalho. Acontece que há dois tipos de vínculo empregatício com a Prefeitura: os celetistas, que hoje são minoria, e os estatutários, que migraram neste ano para um regime trabalhista próprio da Prefeitura, e que hoje são maioria. A decisão do Sindicato dos Médicos é que os celetistas devem voltar ao trabalho. Mas que os estatutários, com os quais não houve acordo no Tribunal de Justiça, prossigam em greve. O acordo proposto pela Prefeitura é a compensação das horas paradas para não haver desconto no salário, e uma tolerância de atraso de até 3 horas para não perder o adicional de pontualidade que significa 20% do salário dos médicos. Atualmente se o médico faltar ou chegar meia hora atrasado, mesmo que seja com atestado médico, perde o adicional. Este sistema foi instituído na gestão anterior para elevar o salário da categoria e reduzir faltas e atrasos, inclusive por razão de saúde, uma vez que é fácil um médico obter atestado de um colega.

 

BANDA CARNE DOCE SE APRESENTA NO SESC GUARULHOS

A banda goiana Carne Doce, uma das mais badaladas do pop alternativo brasileiro contemporâneo, apresenta-se no Sesc Guarulhos na próxima quinta-feira (12), às 20 horas, mas os ingressos já estão à venda. O quarteto, comandado pela vocalista Salma Jô surgiu em em Goiânia em 2013, e já conquistou diversas indicações a prêmios e passagens por festivais independentes consagrados, no Brasil e no Exterior. O Sesc Guarulhos fica na Rua Guilherme Lino dos Santos, perto do Cecap e da Vila Barros. Os ingressos custam de 9 a 30 reais. 

 

CARNE E ENERGIA FAZ INFLAÇÃO SER MAIOR PARA OS MAIS POBRES

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o índice que mede a inflação oficial do Brasil, cresceu para 0,51% em novembro, depois de ter ficado em 0,10% em outubro, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas uma análise mais detalhada deste relatório mostra que, para os mais pobres, a inflação foi mais elevada que para os mais ricos. A carne, por exemplo, subiu 8% neste mesmo período e espera-se uma elevação no preço dos alimentos por conta do aumento das exportações que reduz a oferta interna. A energia elétrica subiu mais de 2%. As famílias de baixa renda comprometem uma parte significativa de seus ganhos com alimentação e contas, como luz e água, justamente os segmentos que tiveram maior aumento de preços em outubro. 

 

QUASE 4 MILHÕES DE BRASILEIROS COM CURSOS SUPERIOR ESTÃO DESEMPREGADOS OU EM EMPREGOS QUE NÃO EXIGEM FORMAÇÃO

Hoje, segundo o IBGE, o Brasil tem 18 milhões de trabalhadores e trabalhadoras sem emprego (entre desempregados e desalentados) e outros quase 16 milhões trabalham sem carteira assinada (incluindo os trabalhadores domésticos). Um dos motivos que economistas, que defendem a política econômica do atual governo, apontam para este cenário é a baixa qualificação da mão de obra brasileira. No entanto, também segundo dados do IBGE, quase 4 milhões de brasileiros e brasileiras com curso superior completo estão desempregados ou em empregos que não necessitam de qualificação.

 

MORADORES DOS BAIRROS MAIS RICOS DE SÃO PAULO TEM EXPECTATIVA DE VIDA ATÉ 23 ANOS MAIOR QUE OS DOS BAIRROS MAIS POBRES

Os bairros de Paraisópolis e Morumbi, na zona Sul de São Paulo, são vizinhos e, em muitas partes, separados apenas pelos muros dos condomínios de luxo do bairro mais rico. No entanto, segundo relatório da Rede Nossa São Paulo feito a partir de dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde, a expectativa de vida do morador do Morumbi (74 anos) é 10 anos maior que de quem vive em Paraisópolis (64 anos). A questão da expectativa de vida é um elemento que mostra a existência de duas capitais paulistas: uma com acesso a saúde, segurança, educação e tecnologia; e outra que é vítima da ausência do Estado, presente apenas em seu aparato repressivo. Em 2018, os cinco bairros com expectativa de vida mais alta foram Moema (80,57 anos), Jardim Paulista (79,85 anos), Consolação (79,43), Alto de Pinheiros (79,09) e Itaim Bibi (78,67). Já os cinco com idade média de óbito mais baixa foram Anhanguera (58,87), São Rafael (58,75), Grajaú (58,64), Marsilac (57,51) e Cidade Tiradentes (57).

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