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May 1, 2020

MUITA REDUÇÃO DE JORNADA E SALÁRIOS NAS METALÚRGICAS DE GUARULHOS

 Praticamente só as empresas de material hospitalar continuam trabalhando normalmente no setor metalúrgico de Guarulhos.  O ramo de produção de autopeças foi um dos que mais sentiu a crise. As montadoras pararam ou reduziram drasticamente a produção cortando os pedidos para seus fornecedores. Nesta crise, em março e abril, a imensa maioria das fábricas metalúrgicas dos diversos ramos, no início, deu férias; depois, reduziu jornada e salário de seus trabalhadores ou pior, suspendeu por três meses o contrato de trabalho; e muitas demitiram parte de seu pessoal. Além de que, tem sido muito comum o não recolhimento do FGTS e INSS.

 

ALGUMAS FÁBRICAS METALÚRGICAS ESTÃO NA FALÊNCIA OU CHEGANDO LÁ

Cerca de 70% das fábricas metalúrgicas de Guarulhos são empresas com até 50 funcionários. A crise atingiu em cheio pequenas e médias empresas que já estavam em dificuldade após estes anos de baixo crescimento da economia ou até de queda sistemática da produção. Cerca de 20 empresas do ramo metalúrgico em Guarulhos já fecharam ou estão em vias de fechar. Algumas nem conseguem mais honrar o salário de seus empregados, pagando alguma coisa em pequenas quantias e adiando o restante. Não dá para esperar a recuperação da economia nacional. A Prefeitura tem que entrar neste assunto e, no mínimo, ajudar estas empresas a ter acesso a auxílio governamental que as possibilite sobreviver e manter seus empregados.

 

SETOR FARMACÊUTICO NA CIDADE É O QUE MENOS SOFRE A CRISE

Os sindicatos que representam os trabalhadores do setor farmacêutico no Estado de São Paulo conseguiram manter a data base de abril para o reajuste salarial pela inflação e renovaram os acordos salariais por dois anos. Este setor em Guarulhos não demitiu, embora tenha dado férias, afastado idosos, e determinando trabalho em casa para parte de seu setor administrativo. Mas, no ramo de fábricas do setor plástico, a situação foi diferente para quem produz embalagens para as fábricas de autopeças e outras que não sejam de alimentos ou farmacêutica. Nestes casos a paralisação ou intensa queda da produção resultou em redução de jornada e salários e até em vários casos de um grande número de demissões. É um sintoma da gravidade da questão social nesta crise que será prolongada.

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