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May 27, 2020

METADE DOS BRASILEIROS JÁ TEVE QUEDA EM SUA RENDA NA CRISE

Pesquisa feita na metade de maio, em 12 capitais, incluída a cidade de São Paulo, indicou que, entre pessoas que têm acesso à internet, a metade teve redução na sua renda dois meses depois das medidas para conter a expansão da epidemia. E um terço do total de pessoas pesquisadas teve redução de 50% ou mais em seus ganhos mensais. Quem fez a pesquisa on-line foi a Escola Superior de Propaganda e Marketing. Outra pesquisa, de uma consultoria alemã no Brasil, mostrou que entre as famílias com renda até 1 salário mínimo, 57% não tinham nenhuma reserva para além do que ganhavam no mesmo mês.

 

QUEDA DA RENDA E ISOLAMENTO SOCIAL REDUZIU O CONSUMO

Com a redução do consumo por perda da renda, temor do futuro, boa parte do comércio e dos serviços fechados, a indústria puxou o freio. Não estava proibida de trabalhar, mas não tinha para quem vender. Um exemplo é a consequência na indústria de autopeças em Guarulhos: as montadoras de veículos pararam desde meados de março e só retomam lentamente dois meses depois, mas reduzindo de três para um turno. Caiu violentamente a compra de veículos tanto por particulares quanto pelas locadoras. Em Guarulhos, 90% das fábricas deu férias, reduziu jornada e salários, suspendeu contratos de trabalho. 

 

NECESSIDADE DE SOBREVIVER DRIBLA REGRAS DE ISOLAMENTO SOCIAL

Boa parte das atividades econômicas proibidas na quarentena, por serem consideradas não essenciais, voltaram a trabalhar principalmente durante o mês de maio. Muitas já haviam retornado em abril, depois do susto das duas últimas semanas de março. Meia porta aberta, mas lá dentro, atende-se a freguesia. Como as micro, pequenas e médias empresas de todos os ramos não tinham fôlego e nem tiveram acesso a socorro governamental, o caminho foi voltar à atividade pela metade, para sobreviver. Mesmo assim, a retração do consumo reduziu violentamente o movimento.

 

DESDE JANEIRO O GOVERNO NÃO DIVULGA OS DADOS DE EMPREGO E DESEMPREGO FORMAL

O Ministério da Economia publicava todos os meses o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Parou desde janeiro. Ninguém sabe mais o tamanho das demissões no país. A busca de auxílio-desemprego traduz um pouco os dados do desemprego de quem tinha carteira assinada. Em março e abril cerca de 1 milhão e 500 mil trabalhadores foram demitidos no país, se considerados os empregados formais que procuraram o auxílio-desemprego. E, diferente do que ocorria antes quando havia alta rotatividade, demitidos substituídos por admitidos, agora não há admissões. Como a economia vai demorar a se recuperar a crise social será imensa no decorrer do próximo período, cuja duração não dá ainda para avaliar.

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