FIQUE LIGADO: VOLTA ÀS AULAS PODE AUMENTAR DISSEMINAÇÃO DA COVID 19

August 5, 2020

ESPECIALISTAS EM EDUCAÇÃO SÃO CONTRÁRIOS À VOLTA ÀS AULAS NA PANDEMIA

 Ouvi nesta terça em minha página do Facebook a Professora Marineide Gomes e o Professor Marcelo Souza sobre a volta às aulas. Ela é pós-doutora em Educação, foi vice-diretora da Unifesp em Guarulhos e ele é professor de História e coordenador do Sindicato de Professores e Professoras do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, a Apeoesp. Ambos são contrários à volta às aulas presenciais enquanto durar a pandemia. Por mais de uma razão: a principal, evitar a disseminação da doença enquanto não houver vacina; a falta de estrutura das escolas públicas para medidas que impeçam a contaminação, aliada aos hábitos de proximidade das pessoas; a necessidade de evitar maior desigualdade entre crianças e jovens de escolas privadas e escolas públicas.

 

REFORMA DO ENSINO MÉDIO NÃO CONSIDERA AS CONDIÇÕES DE VIDA DE NOSSA JUVENTUDE

No diálogo com a Professora Marineide e o Professor Marcelo ficou claro que os principais problemas do ensino médio nas escolas públicas não estão sendo levados em conta nas mudanças de currículo do ensino médio no estado, propostas para vigorar em 2021. Primeiro porque os e as jovens de 15 a 17 anos precisam ter ensino integral, o que não faz parte da reforma. Para tanto eles e elas têm que ser poupados do trabalho, para que possam se dedicar aos estudos. Entre os jovens que abandonam o ensino médio, uma parte o faz pela necessidade de trabalhar, seja em emprego remunerado, seja no caso das jovens por trabalhos domésticos. Outra razão, é que a reforma corta parte significativa da formação integral, ao fatiar as escolhas entre 12 opções de curso.

 

ABANDONO DO ENSINO MÉDIO É MUITO ALTO

O ensino fundamental no Brasil, da primeira à nona série, tem uma cobertura de quase 100% de crianças e adolescentes. Mas a cobertura do ensino médio cai para 89% em seu início, e vai se reduzindo ao longo dos três anos de estudo. Pior ainda fica a situação do acesso à universidade, que beira apenas os 20% da juventude brasileira. Este dois gargalos precisam de uma verdadeira reforma que dê conta desta carência que prejudica toda a sociedade brasileira. Infelizmente os tempos atuais não estão trazendo perspectiva de superação destes problemas, pela predominância da ideia de privatização da educação e pelo chamado teto de gastos que travam novos investimentos neste setor essencial da sociedade.   

 

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