FIQUE LIGADO: OPOSIÇÃO EM GUARULHOS SE CONCENTRA EM AGENDA REATIVA

OPOSIÇÃO EM GUARULHOS SE CONCENTRA EM AGENDA REATIVA

Passadas as eleições de novembro de 2020, os setores de oposição em Guarulhos, que tiveram 42% dos votos no segundo turno, concentram sua ação na reação a duas iniciativas de mudança radical adotadas pelo prefeito reeleito. A gestação delas ficou escondida durante sua primeira gestão e durante a campanha eleitoral. Uma, foi o projeto de extinção da Proguaru, transformado em lei depois de apenas dois dias de tramitação na Câmara Municipal que em dezembro encerrava sua legislatura. Outro, foi a privatização de obras e serviços no sistema municipal de Educação, que vai à votação agora na nova composição da Câmara Municipal.


TRABALHADORES E SINDICATO REAGEM À EXTINÇÃO DA PROGUARU

Uma parte dos trabalhadores da Proguaru organizou uma comissão de resistência, nascida de dentro da categoria, e que ora atua junto com o sindicato (STAP), ora age com iniciativas próprias (por exemplo, um abaixo-assinado que já conta com 20 mil assinaturas). O STAP tomou posição clara contra a extinção da empresa e inclusive entrou no Tribunal de Justiça com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade da lei de extinção. Outro sindicato, o SINCOVERG, que representa os motoristas da Proguaru, se movimento já em dezembro na primeira manifestação contra a lei, e agora está entrando novamente na reação. Aos poucos, outros sindicatos estão se incorporando na defesa de mais de 4.500 empregos.


LIDERANÇAS POLÍTICAS TAMBÉM SE MOVIMENTAM CONTRA A EXTINÇÃO DA PROGUARU

Seis ex-candidatos a prefeito de Guarulhos nas eleições de 2020, vereadores ou lideranças ligadas a 9 partidos políticos estão participando de reuniões e outras iniciativas contrárias à extinção da Proguaru. Uma parte destas lideranças entrou na Justiça com uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo contra o prefeito.


RENASCE O MOVIMENTO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO

O presidente da Câmara se aliou ao prefeito para priorizar a votação de uma lei que privatiza os serviços não pedagógicos nas escolas. Esta atitude faz renascer o movimento de resistência entre professoras, professores e funcionalismo público do sistema municipal de Educação. O projeto permite ao prefeito contratar empresas privadas para guarda e limpeza das escolas (atualmente feitas pela Proguaru), para administração e alimentação (hoje feitas por servidoras e servidores concursados da Prefeitura), para manutenção predial (hoje feita pela Proguaru ou por setor de obras da Prefeitura). E permite parcerias público privadas para construção de escolas a serem pagas em até 35 anos, comprometendo os recursos de administrações futuras.